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Estude no exterior : Acomodação

Homestay: eu morei com uma família americana

Homestay: eu morei com uma família americana
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Pelo programa de au pair, o intercambista mora com uma família nativa; no meu caso, com uma norte-americana da Virgínia. Neste tipo de intercâmbio, não há outras opções de acomodação a não ser a homestay. Agora se a sua intenção for estudar no exterior, você pode morar em um dormitório dentro do campus, alugar uma casa ou apartamento ou então considerar a ideia de ficar na casa de alguma família local.

 

Sentir-se em casa

 

Existem várias razões para optar por uma homestay. A minha experiência foi muito boa. A ideia de morar na casa de outros, com uma família desconhecida pode assustar no começo. A pior parte foi conseguir sentir-me em casa e perder a sensação de estar “invadindo o espaço”. Na primeira semana, eu pedia licença antes de fazer coisas simples como abrir a geladeira e preparar minha comida. Mas meus host parents, os adultos que me hospedaram, diziam o tempo todo que eu deveria sentir como se a casa fosse minha, por isto não havia necessidade de me sentir sem graça com coisas tão simples. Assim, aos poucos, fui me acostumando à rotina na minha homestay.

 

Puxe sempre conversa, faça perguntas e tire dúvidas

 

Meus host parents eram bastante simpáticos e gostavam muito de conversar, o que me ajudou bastante. Puxe sempre conversa, faça perguntas e tire dúvidas; isto ajuda a criar uma laço de amizade entre vocês que será muito importante durante a sua estadia.

 

Regras da casa

 

Manter um relacionamento aberto e sincero também ajuda – não seria nada legal mentir e levantar suspeitas das pessoas que estão o hospedando. Por isso, eu costumava avisar quando ia sair e quando pretendia voltar, para não deixá-los preocupados; seguir todas as regras da casa; lavar minha própria louça e manter meu quarto arrumado; tratá-los com respeito, entre outras coisas. É simples de entender como se comportar, basta se perguntar “como eu gostaria que alguém se comportasse em minha casa?”. Você não faria na casa dos outros o que não gostaria que fizessem dentro da sua casa.

 

Jantar com a família

 

Eu tive muita sorte, pois meus host parents lembravam meus pais em vários aspectos, e isto me fez ficar mais a vontade e ajudar a criar amizade com eles mais rápido. Eu costumava jantar com a família todas as noites; e eu aconselho este costume por várias razões: ter com quem conversar todos os dias, aumentar a convivência com nativos, aprender sobre a cultura e a rotina local, e treinar o inglês em conversas sobre os mais diversos temas.

 

Procure saber se a família da sua homestay está acostumada em receber estudantes internacionais

 

Além disso, eu era a quarta au pair que morava com eles em alguns anos, ou seja, eles estavam acostumados com a presença de uma intercambista na casa. Procure saber se a família da sua homestay está acostumada em receber estudantes internacionais, isto pode facilitar na sua adaptação e estadia.

 

Privacidade

 

Ajudou muito também o fato de eu ter bastante privacidade. Meu quarto ficava no basement (o andar no subsolo da casa) e eu tinha um banheiro só para mim – enquanto os quartos dos pais e das crianças ficavam no segundo andar. Cheque se o seu quarto e o banheiro serão compartilhados, talvez você prefira ter um pouco de privacidade.

 

Visitas

 

Em alguns meses, eu sentia como se a casa fosse mesmo minha (e foi por 18 meses). Apeguei-me ao meu quarto, que aos poucos foi ficando com a minha cara. E na última semana do intercâmbio, tive a oportunidade de hospedar minha mãe e meu irmão na “minha casa americana”. Meus host parents foram muito solícitos e receptivos, prepararam jantares para a minha família, além de ceder dois quartos da casa para que ficássemos por quatro dias.

 

Até hoje mantenho contato com meus host parents e eles mantém sempre um convite aberto para visitá-los.

 

Imagem: minha host mom colocou este aviso na porta do meu quarto para me receber.

 

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SOBRE O AUTOR

Homestay: eu morei com uma família americana

Brenda Bellani é editora de conteúdo e tradutora do Hotcourses Brasil. É formada em Jornalismo e especializada em Língua Inglesa e Tradução pela UNIMEP. Já morou 18 meses nos Estados Unidos como au pair e é apaixonada por viagens. Como hobby, ela mantém um blog sobre livros e tradução e é dona de uma lista infinita de livros-que-quer-ler.

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