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Estude no exterior : Inscrevendo-se em uma universidade

Consultora acadêmica responde dúvidas de leitores Hotcourses

Estudar no exterior: consultora tira dúvida de brasileiros sobre o processo seletivo internacional de universidades americanas, britânicas e canadenses.

Consultora acadêmica responde dúvidas de leitores Hotcourses
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O Hotcourses Brasil pediu que a consultora acadêmica americana Emily Dobson, criadora da agência Brazil College Counseling, respondesse as dúvidas mais frequentes de nossos leitores. O que é preciso para ser aceito no exterior? Posso ser admitido mesmo tento repetido um ano? Ter fluência em inglês é fundamental?

 

Emily e sua equipe orientam estudantes brasileiros durante todo o processo seletivo em universidades dos Estados Unidos, Reino Unido e Canadá; e estão bastante familiarizados com as questões e as dúvidas que surgem pelo caminho.

 

Existem exigências feitas especificamente aos brasileiros durante o processo seletivo de universidades no exterior, que não são feitas aos demais estudantes?

 

Como um estudante internacional, os brasileiros precisam seguir todas as exigências definidas pela universidade. Isto pode incluir:

 

1. Histórico escolar oficial traduzido – do ensino médio e superior, se necessário.

2. Cartas de referências oficiais traduzidas.

 

Pode incluir também:

 

1. Certificado financeiro, em inglês, provando que o estudante/família tem condição financeira de pagar o curso.

2.  Um relatório de equivalência de notas (demonstrando que o sistema de avaliação da sua escola é equivalente ao usado nos Estados Unidos) feito por uma empresa reconhecida pela Naces.Org.
 

Todos os documentos necessários serão informados no site da universidade. As instituições também costumam oferecer exemplos dos documentos e manter uma equipe de representantes sempre pronta para ajudar os estudantes, seja por email ou por telefone.

 

Eu repeti um ano escolar (no ensino fundamental ou médio). Ainda tenho chances de ser admitido no exterior?

 

Sim, você ainda pode ir para uma universidade internacional por ter conquistado um diploma do ensino médio ou um certificado equivalente. No entanto, é esperado que você consiga refletir sobre as causas da sua repetência e demonstrar que assume toda a responsabilidade por ter reprovado o ano. Além disso, é importante demonstrar que você conseguiu melhorar as suas metas educacionais desde então.

 

Há sempre uma instituição para cada estudante. Neste caso, o principal – e que exige bastante pesquisa - é encontrar a instituição que oferece serviços de suporte para suprir as necessidades acadêmicas do estudante.

 

O que pesa mais em um processo seletivo no exterior? Histórico escolar, essay, cartas de referências?

 

Todos estes elementos são importantes porque o sistema de admissão é holístico - isto significa que o estudante é avaliado por completo. Cada universidade decide como avaliar as inscrições, mas todas têm algo em comum. Primeiro, elas se dedicam a cada um dos candidatos inscritos e procuram encontrar razões para admiti-los. Entretanto, as equipes de admissão esperam que os candidatos pesquisem sobre a instituição; atendam a todos os requisitos básicos exigidos; e demonstrem como poderão contribuir com o ambiente de aprendizado e de que forma se enquadram na filosofia e na missão da instituição.

 

As essays e as cartas de recomendação realmente oferecem uma visão mais pessoal de cada estudante e devem ser preparadas com bastante antecedência. Acho importante ressaltar também que as cartas de referência NÃO devem ser escritas pelos estudantes e é preferível que sejam mantidas confidenciais entre a pessoa que serviu de referência e a universidade. Se os administradores da escola e os professores que estiverem escrevendo as cartas de recomendação tiverem qualquer dúvida, devem entrar em contato com os consultores, o Education USA ou os representantes da universidade para receber orientação.

 

Nas universidades do Reino Unido, por sua vez, as notas dos condidatos influenciam muito na decisão do processo seletivo.

 

Quão importante é a proficiência no inglês durante a seleção de estudantes internacionais? O que você aconselharia aos estudantes que ainda não possuem a proficiência necessária no inglês?

 

Estude inglês sem desculpas! Seja por um curso gratuito na internet, por músicas, com um professor de inglês, em escolas de idioma, em um curso no exterior, ou até mesmo com correspondências pen pal – nada demonstra mais a sua determinação do que encarar o desafio e vencê-lo!

 

Compreenda o mais cedo possível o que são os testes de proficiência em inglês e as expectativas em relação aos resultados, para poder se preparar adequadamente e atingir as notas exigidas.

 

Cada universidade internacional tem as suas exigências específicas em relação à proficiência em inglês. Uma instituição como a University of Miami exige a nota mínima de 80 no TOEFL, enquanto a University of Chicago exige 100 ou mais. Este é um dos motivos pelos quais é tão importante pesquisar e entrar em contato com as instituições o quanto antes possível, para planejar de acordo com as exigências de cada uma. Com o aumento do desejo de criar ambientes internacionais nos campi universitários, muitas universidades oferecem cursos preparatórios de inglês ou admissões condicionais. Isto significa que o estudante é admitido e, antes de iniciar as aulas da graduação, fará um curso de inglês na própria instituição oferecido pelo centro de suporte no idioma. Assim que o estudante atingir o nível de proficiência necessário, pode ser transferido para o curso regular de graduação.

 

Aqui vão algumas dicas:

 

1. A maioria das instituições não exige o TOEFL se o estudante tirar uma nota satisfatória no SAT.

2. O estudante que conseguir demonstrar necessidade de assistência financeira pode conquistar o direito de fazer a prova de proficiência de graça.

 

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Entrevista: Qual é o papel do consultor no processo seletivo acadêmico no exterior?

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SOBRE O AUTOR

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Brenda Bellani é editora de conteúdo e tradutora do Hotcourses Brasil. É formada em Jornalismo e especializada em Língua Inglesa e Tradução pela UNIMEP. Já morou 18 meses nos Estados Unidos como au pair e é apaixonada por viagens. Como hobby, ela mantém um blog sobre livros e tradução e é dona de uma lista infinita de livros-que-quer-ler.

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