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Estude no exterior : Inscrevendo-se em uma universidade

Não basta estudar e se preparar, tem que relaxar!

Conselhos de diferentes profissionais, desde psicóloga a instrutor de yoga, sobre o bem-estar do estudante durante período de inscrição no exterior

Não basta estudar e se preparar, tem que relaxar!
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Por G.AT.E. Team

 

Todo ano o ritual é o mesmo. Centenas de alunos que acabaram de finalizar o ensino médio no Brasil partem para “o próximo passo”. Para quem quer continuar os estudos no país de origem, esta nova etapa é o vestibular. Já para quem optou por seguir outro caminho e quer estudar no exterior – mais especificamente, nos Estados Unidos – o caminho é passar pela preparação para as applications, as seleções das universidades norte-americanas. Bem diferente – mais longo, holístico e exigente–, mas tão cansativo quanto a seleção no Brasil, este processo pode tornar-se um pouco mais tranquilo com os cuidados e conselhos que trazemos a seguir. As dicas valem também para quem está disputando vagas em universidades brasileiras e norte-americanas ao mesmo tempo.

 

Planeje-se com antecedência

Este é um dos conselhos mais importantes, principalmente para os alunos brasileiros que vão prestar vestibular ao mesmo tempo em que brigam por uma vaga norte-americana.  Quem faz os exames ACT, SAT e TOEFL, e treina bastante as redações exigidas pelas instituições nos Estados Unidos desde o segundo ano do ensino médio, deixando o ENEM e o vestibular para o terceiro, tem mais tempo para se preparar melhor para a nova fase. “Ter mais tempo de preparação também permite que o aluno faça o SAT, o ACT e o TOEFL mais de uma vez, o que aumenta as chances de obter uma boa nota”, analisa Felipe Watanabe, especialista em educação internacional e counseling para estudantes brasileiros que se preparam para a seleção em universidades norte-americanas no Student Travel Bureau (STB).

 

Seja disciplinado

Estabelecer metas possíveis e segui-las com muita disciplina é um dos pontos mais importantes aos quais os estudantes que querem entrar em uma universidade norte-americana devem estar atentos. “Criar um cronograma geral de atividades no qual caibam as aulas do colégio, as de inglês, os preparatórios para os exames específicos e, é claro, o descanso é uma boa maneira de se manter dentro da meta. Fazer check-lists das tarefas diárias também pode ajudar”, ensina o coach comportamental Fabrício Villela, de Curitiba.

 

Alimentação balanceada

Por mais que pareça básico, comer de forma equilibrada é um hábito que o estudante não deve abandonar nunca, nem mesmo durante o período de applications. E não tem como usar a falta de tempo como desculpa: preparar um sanduíche saudável para o lanche da tarde, com verduras, uma proteína e gorduras “do bem”, como azeite e oleaginosas (amêndoas, castanhas e avelãs, por exemplo), leva o mesmo tempo que andar até à padaria ou lanchonete mais próxima de casa.E tem mais. “Beber muita água durante o dia todo, abandonar – ou reduzir – o consumo de refrigerantes e comer pelo menos seis porções de fruta ao longo do dia são outras dicas importantes. O segredo é manter a despensa e a geladeira cheia de ingredientes que ofereçam saciedade e melhorem a saúde. Se tiver dificuldades, peça ajuda a seus pais nesta missão”, aconselha a nutricionista Mariana Costa, que tem consultório em São Paulo.

 

Seja verdadeiro

Como se trata de um processo dos mais competitivos, muitos pais tentam fazer dos filhos uma espécie de “robô impecável” durante o período de preparação: programam diversos cursos de verão, contratam especialistas em redações, agendam viagens etc. Segundo Felipe Watanabe, o que fará a diferença é que o estudante seja ele mesmo. “As universidades entendem que não existe o ‘candidato perfeito’, cada um é único e tem o seu próprio valor. Isso se aplica também às redações. Ver exemplos nem sempre ajuda os estudantes. Eles tentam se enquadrar ao modelo visto e deixam de lado o próprio estilo e criatividade”, analisa o especialista em counseling. Em resumo: o excesso de preparação pode causar estresse e nem sempre gerar os resultados esperados.

 

Pratique exercícios físicos

Como falamos sobre a boa alimentação, fazer exercícios físicos – seja vôlei, corrida, yoga, treino em academia ou qualquer outra atividade da sua preferência – é outro hábito que não pode ficar fora da sua vida, mesmo durante a preparação para a seleção das universidades norte-americanas. “Quem já pratica alguma coisa pelo menos três vezes por semana deve se manter firme. Se você faz uma hora por dia de atividade e o tempo com os estudos está cada vez maior, experimente praticar por meia hora. O segredo é não abandonar totalmente a prática”, ensina a personal trainer e professora de yoga Maria Alice Mendonça, que dá aula em academias em São Paulo.

Além disso, fazer exercícios traz outros benefícios para os estudantes. Um dos efeitos da presença da endorfina, hormônio cuja produção é acelerada pelas atividades físicas e que gera uma sensação de bem-estar no organismo é a melhora da memória e da concentração, dois pontos importantíssimos para estudantes de todas as idades.

 

Pense positivo

Testes, redações, entrevistas, viagens: cada etapa do processo de application é cansativa e exige dos estudantes um grande esforço em se manter focado e positivo. No meio de várias decisões a se tomar, competências a se adquirir ou melhorar e muitas cobranças internas, dos pais e dos professores, podem surgir momentos de solidão e ansiedade. “Nem sempre as coisas vão sair perfeitas ou da forma que você espera. O melhor nestes momentos é reconhecer a dificuldade e pensar em como resolvê-la, e não ficar se lamentando, perdido entre pensamentos negativos”, aconselha a psiquiatra Clara Nogueira, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Só assim o estudante tem clareza para ver onde pode melhorar sem se desgastar ou autopunir, o que pode comprometer todo o esforço de muitos anos”.

 

Seja realista

Parte do desgaste emocional dos estudantes e de seus pais acontece devido à falta de alinhamento de expectativas quanto ao processo. “Sempre dizemos que não existe a ‘melhor universidade dos Estados Unidos’, e sim a ‘melhor universidade para cada aluno’ ”, conta o especialista em educação internacional Felipe Watanabe. Muitas vezes, expectativas altas ligadas a rankings, principalmente, podem gerar frustração. Essa é a parte mais difícil do processo: saber quais universidades realmente fazem sentido para cada indivíduo. Nem sempre uma Harvard ou Yale será onde você se sentirá melhor nos próximos cinco anos da sua vida, e nos Estados Unidos existem centenas de instituições de grande qualidade que podem combinar mais com o seu jeito de ser e as expectativas que tem. Compreender isso pode ajudar o aluno a evitar frustrações desnecessárias.

 

Durma bem

O sono é o período em que o organismo se restaura do cansaço da rotina e, também, quando todo o aprendizado adquirido ao longo do dia é consolidado. Isso quer dizer que quem estende muito as horas de estudo às vésperas do vestibular ou das applications está cometendo um grave erro que, além de colocar a saúde em risco, ainda pode prejudicar o desempenho nos exames e na preparação. “O velho conselho de dormir pelo menos oito horas por noite continua valendo em qualquer fase da vida, mas em momentos de estudo intenso isso ainda é mais importante”, comenta Paulo Garcia, clínico geral e especialista em sono na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Garcia também recomenda que os estudantes evitem tomar bebidas com cafeína ou outros tipos de estimulante (como a taurina, presente em energéticos) pelo menos quatro horas antes de se deitar, para que possam descansar melhor e ter um sono mais regular.

 

Meditar

Diferentemente do que muita gente pensa meditar não está relacionado a nada místico ou esotérico. A ciência já reconheceu os inúmeros benefícios desta prática milenar, que teve seu início na Índia e de lá se espalhou para todo o mundo. Entre eles estão a melhoria da qualidade do sono, a redução do estresse e o aumento da concentração. Mas como tirar partido de tudo isso durante a preparação para as applications? É possível meditar sozinho? “Meditar é um exercício da solidão. Mesmo que você esteja em um grupo, quem comanda o que se passa na sua mente é você mesmo. Para quem quer começar a praticar, basta um lugar tranquilo, um tapete confortável onde você possa ficar sentado por pelo menos 20 minutos, uma cabeça livre de qualquer forma de pensamento e muita persistência, por que nem sempre as primeiras práticas são perfeitas.Mas com o tempo o hábito se torna natural e pode ajudar – e muito – o estudante a focar nos estudos”, avalia o professor de yoga e meditação Ricardo Prema, de Campinas (SP).

 

Divirta-se com moderação

Não é porque você precisa estudar que os amigos devam ser deixados de lado, ou você vai ficar meses sem ir a uma festa ou balada. Mais uma vez, siga a pista da moderação. “Evite qualquer tipo de excesso: se for sair, volte mais cedo para casa, beba o mínimo possível e durma o suficiente para começar o dia seguinte com bastante energia”, comenta o coach Fabrício Villela. Ele também aconselha que o estudante não se isole e mantenha fortes os laços de amizade. “Ter pessoas importantes e queridas por perto é fundamental para que o jovem tenha sinta-se apoiado nas horas mais complicadas e tenha com quem compartilhar as alegrias. Afastar-se um pouco nesta fase é normal, mas não deve ser uma atitude extrema”.

 

Post cortesia do G.A.T.E.

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