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Estude no exterior : Antes de partir

10 desafios que você vai enfrentar (e superar) ao estudar no exterior

Saudade de casa, adaptação, economia: os vários desafios que todo estudante enfrenta e supera quando decide estudar em outro país

10 desafios que você vai enfrentar (e superar) ao estudar no exterior
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Existem alguns desafios que a maioria avassaladora dos estudantes enfrenta quando resolve estudar em outro país. Não se preocupe! Eles são quase inevitáveis, mas há sempre um jeitinho de superá-los, principalmente se você já estiver preparado. Nós te explicamos como a seguir!

 

1. Ataque de pânico da primeira noite

 

Na primeira noite, você vai deitar a cabeça no travesseiro de sua acomodação estudantil, seja ela qual for, pela primeira vez e é bem possível que pensamentos como este surjam em sua mente: "Agora eu sou um estudante internacional, sozinho, a quilômetros e quilômetros de casa. O que é que eu estou fazendo aqui?". (Não se espante se o pensamento vier acompanhado de algumas lágrimas.)

 

 

Solução: Engole o choro, respire fundo e saia conhecer novas pessoas! Você encontrará vários estudantes na mesma situação que a sua, morando longe de família e amigos. Ter algo em comum já ajuda bastante a puxar papo. Se você for o único estrangeiro no grupo de estudantes nativos, com certeza, se tornará o centro das atenções por um tempo, enquanto todos perguntam sobre o seu país, cultura, costumes, etc. Quando menos perceber, terá uma turma de amigos.

 

2. Os seus aparelhos eletrônicos não funcionam

 

O FaceTime, Skype, Facebook  e outras redes sociais ajudam a manter o contato diário com quem ficou no Brasil. Mas nem sempre funcionam. Você quer carregar o seu celular ou laptop, mas não tem um adaptador para conectá-lo à tomada. E agora? Sua família deve estar começando a ficar preocupada sem informações.

 

 

Solução: Você pode comprar um adaptador facilmente em vários lugares, inclusive no aeroporto, assim que você aterrissar – no entanto, evite comprá-los no aeroporto, pois os preços costumam ser mais altos. Não se esqueça de levar na mala todos os carregadores necessários para manter os seus aparelhos funcionando e verifique opções de seguros que possam cobrir qualquer eventual reparo ou roubo.

 

3. A barreira do idioma

 

Mesmo que você seja fluente e tenha tirado a melhor nota no TOEFL (ou no IELTS), precisar falar em seu segundo idioma o tempo inteiro em todo tipo de situação vai dar um nó na sua cabeça, no começo. Vai ter um ou outro momento em que você sentirá como se ninguém fosse capaz de te entender (ou em que você não consegue entender ninguém).

 

 

Solução: É claro que é impossível saber todas as expressões, frases coloquiais e gírias que você ouvirá em sua universidade. Mas esta é uma das partes divertidas de se estudar no exterior: aprender coisas novas! Normalmente, se você falar alguma coisa errada, as pessoas ao seu redor vão te corrigir polidamente – principalmente se você der liberdade. Estes desentendimentos serão histórias engraçadas que você se lembrará para sempre.

 

4. Responder as mesmas perguntas/Desmentir os mesmos mitos

 

Você fala português? Você sabe sambar? Você ama futebol? Já conheceu o Rio de Janeiro? Você responderá estas perguntas e várias outras sobre o Brasil e a sua nacionalidade – e, inclusive, terá que desmitificar algumas informações.

 

 

Solução: Não se irrite! As pessoas estão apenas demonstrando interesse e curiosidade sobre seu país, sua cultura. Veja estas situações como uma oportunidade de ensinar os nativos sobre o Brasil.

 

5. Abusar da cozinha local

 

No primeiro mês (depois de ter controlado o seu ataque de pânico), tudo é novo, interessante, divertido. Tudo é festa! Vai até parecer que você está de férias no país (enquanto as aulas em sua universidade não começam, é claro). Quando menos perceber, terá engordado uns quilinhos desde que chegou, afinal, você vai querer provar de tudo e terá abandonada qualquer rotina de exercícios.

 

 

Solução: Com o tempo, você criará a sua rotina no país. Volte a incluir todos os seus costumes saudáveis nela, seja na alimentação ou no hábito de se exercitar, para que, até o final da sua estadia, possa sentir-se bem com você mesmo sem precisar evitar a culinária local. Inscreva-se em uma academia, frequente os clubes esportivos de sua universidade, convide um amigo para correr no parque da cidade... Não falta opção!

 

6. A cozinha local não te agrada

 

Você provou e provou, mas nada te agrada na culinária do país. Aí você vai aos supermercados e não encontra o "seus" produtos – aquela bebida que você ama, os ingredientes e temperos com os quais você está acostumado. E agora? Terá que viver os próximos meses comendo macarrão instantâneo ou em redes de fast food?

 

 

Solução: Calma! Existem algumas opções de lojas e mercados especializados em cozinhas estrangeiras, onde você pode encontrar comidas e ingredientes que te agradem. Grandes cidades também costumam ter restaurantes de todos os tipos: da cozinha italiana à oriental – algumas têm, inclusive, opções de churrascaria imitando as brasileiras. Além disso, as universidades costumam oferecer um cardápio bastante completo e variado em seus refeitórios estudantis para agradar a todos os gostos.

 

7. Crises espontâneas de saudades de casa

 

Tem uma palavra inglesa bem específica para essas ocasiões: homesickness. Você vai ouvir esta palavra com muita frequência. Ela significa "ter saudades de casa"! Do nada, surgirá em você uma sensaçãozinha de desespero e solidão – talvez porque você esteja lotado de tarefas e provas, ou porque chegou um feriado nacional e os seus amigos nativos viajaram com suas respectivas famílias; talvez porque tenha chegado o aniversário da sua mãe e você não vai participar da festinha. Motivos não faltam para sentir saudades de casa!

 

 

Solução: Aguente firme, estes ataques de saudade são completamente normais! Converse com seus amigos que também são estudantes internacionais, eles sabem exatamente o que você está sentindo, porque já passaram pelo mesmo (várias vezes). Ligue para casa ou ligue a sua webcam no Skype para ver todo o pessoal. E, se você planeja "agüentar" até o fim dos estudos, lembre-se de sua meta e de como esta oportunidade de estudar no exterior é incrível! Aproveite-a ao máximo, ao invés de apenas sentir-se mal por ter saudade de casa.

 

8. Money, money, money

 

Estudante vive com um orçamento apertado. Principalmente um estudante internacional em outro país. Além de aprender a converter o seu dinheiro na moeda local, você terá que aprender a gastar com inteligência e a economizar para que o seu dinheirinho contado dure até o final do mês.

 

 

Solução: Planeje com antecedência o seu orçamento: o que será gasto com material e livros, acomodação e alimentação, transporte e lazer, etc. Existem diversas formas de economizar, leia nossas matérias aqui, aqui e aqui sobre o assunto.

 

9. Malas lotadas de itens errados

 

Você trouxe uma ou duas malas abarrotadas, quase explodindo de tanta coisa. Quando chegou ao país, percebeu que só vai usar metade do que trouxe, e, com certeza, comprará mais um monte de coisas que vai querer levar para casa quando os estudos acabarem. Haja bagagem!

 

 

Solução: Antes de viajar, verifique quais móveis e itens estão inclusos na acomodação. O que não for incluso, provavelmente, você poderá comprar assim que chegar, como roupa de cama e utensílios de cozinho. Cheque também o clima na região que você vai morar, para saber quais peças de vestuário são fundamentais em sua mala. Mas, lembre-se: com certeza, você acumulará novas aquisições durante a sua estadia. Não precisa se desesperar e tentar levar a sua casa dentro da mala.

 

10. Eu não quero voltar para casa!

 

Depois de superar todos estes desafios listados acima, você se sentirá em casa. Terá feito vários amigos, se apaixonado pelo país, aprendido a usar todos os transportes públicos, se tornado um frequentador assíduo do café da esquina, etc. E quando os estudos acabarem, você não vai querer voltar para casa! Deixar tudo isso para trás talvez seja o seu maior desafio de toda esta experiência.

 

 

Solução: Pesquise se há alguma opção de estender o seu visto para permanecer no país e continuar os estudos em outro curso. Ou então, se há uma forma de trocar de visto, caso consiga uma vaga de trabalho em alguma empresa local. Se estas opções estiverem fora de cogitação, o jeito é encarar o retorno. Voltar para casa depois de morar fora pode ser tão difícil quanto deixá-la; de fato, existe até um nome para isso: síndrome do regresso. O melhor a se fazer e manter-se ocupado quando voltar ao Brasil, cercado pela família e amigos de quem tanto sentiu falta. 

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SOBRE O AUTOR

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Brenda Bellani é editora de conteúdo e tradutora do Hotcourses Brasil. É formada em Jornalismo e especializada em Língua Inglesa e Tradução pela UNIMEP. Já morou 18 meses nos Estados Unidos como au pair e é apaixonada por viagens. Como hobby, ela mantém um blog sobre livros e tradução e é dona de uma lista infinita de livros-que-quer-ler.

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