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Ensino superior da França precisa de estratégia transnacional, segundo estudo

O que é educação transnacional e como a França pode melhorar os seus cursos e programas de estudo oferecidos no exterior

Ensino superior da França precisa de estratégia transnacional
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As instituições de educação superior da França são ativas no exterior, mas a falta de estratégias nacionais e institucionais mostra que o país ainda fica atrás dos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália, segundo um estudo patrocinado pelo governo.

 

As instituições francesas oferecem mais de 600 programas no exterior, lecionando a aproximadamente 37.000 estudantes, de acordo com o relatório publicado pela France Stratégie, uma agência de planejamento ligada ao Escritório do Primeiro Ministro, e apresentado pelo ministério de Relações Exteriores e Desenvolvimento Internacional e de Educação Superior e Pesquisa. No entanto, se comparado a outros países, este número não é tão impressionante; a Austrália, por exemplo, tem 111.000 estudantes matriculados em seus programas transnacionais, e o Reino Unido, quase 200.000.

 

O que significa “educação transnacional”?

 

Educação transnacional, basicamente, significa qualquer curso ou programa de estudo de ensino superior em que os alunos estejam em um país diferente daquele em que a instituição que o oferece está localizada. Se uma universidade brasileira ministra cursos na Argentina, por exemplo, independentemente se forem virtuais ou presenciais, estes programas de estudo se qualificam como educação transnacional.

 

Em inglês, ela é chamada de Transnational Education ou apenas TNE.

 

A educação transnacional da França

 

O relatório recente mostrou que aproximadamente 70% dos diplomas acadêmicos franceses oferecidos no exterior são de pós-graduação e em áreas de estudo nas quais a França tem reputação de excelência. Mas não são apenas nos campi internacionais que a França tem ficado para trás: na educação a distância também.

 

Aproximadamente 6.000 estudantes de TNE estão matriculados em programas de aprendizado a distância franceses, enquanto a Austrália e o Reino Unido têm, respectivamente, 26.000 e 110.000.

 

Atualmente, a TNE da França é formada por 62 franquias, 40 campi internacionais e 38 empreendimentos conjuntos, juntamente com 330 instituições parceiras e, pelo menos, 138 programas de educação a distância com participantes no exterior.

 

De que forma o relatório pode beneficiar os estudantes internacionais?

 

O relatório do France Stratégie defende que a criação de estratégias nacionais para expandir as atividades do setor de ensino superior da França terá um efeito positivo no comércio e nas relações diplomáticas francesas no exterior.

 

Para isso, são sugeridos três objetivos: equipar as instituições com ferramentas para gerenciar estratégias internacionais, incluindo ferramentas estatísticas para reunir dados; garantir supervisão e controle de qualidade mais rígidos para os programas ministrados no exterior; e oferecer mais suporte financeiro, tanto esclarecendo as verbas já disponíveis pelo governo quanto amenizando as regras em relação a taxas de ensino.

 

Sendo assim, se estas estratégias forem colocadas em prática pela França – e tudo indica que há interesse genuíno do governo de colaborar para que isso aconteça –, os estudantes internacionais terão cada vez mais opções de cursos franceses para escolher e de qualidade garantida.

 

Saiba mais:

Conheça a página de Transnational Education do British Council, site oficial do governo do Reino Unido.

 

Fonte: The Pie News

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SOBRE O AUTOR

Ensino superior da França precisa de estratégia transnacional

Brenda Bellani é editora de conteúdo e tradutora do Hotcourses Brasil. É formada em Jornalismo e especializada em Língua Inglesa e Tradução pela UNIMEP. Já morou 18 meses nos Estados Unidos como au pair e é apaixonada por viagens. Como hobby, ela mantém um blog sobre livros e tradução e é dona de uma lista infinita de livros-que-quer-ler.