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Brasileiro em Dublin: a mudança e a adaptação à Irlanda

Brasileiro dá dicas sobre a adaptação à Irlanda e mostra que ter contatos no país é essencial durante o planejamento do intercâmbio

Brasileiro em Dublin: a mudança e a adaptação à Irlanda
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Rafael Pierobon, 28 anos, jornalista de Araras, interior de São Paulo, se mudou para Dublin no início de 2016 com o intuito de melhorar a proficiência no inglês. Ele conversou com o Hotcourses Brasil sobre suas primeiras impressões sobre o país e a cultura irlandesa, e também como ter contato com outras pessoas que estão ou já estiveram no país é essencial.

 

Como foi o processo de escolha da sua escola/curso na Irlanda e como foi o processo seletivo?

 

Bom, eu queria aprimorar o inglês e uma amiga que já havia feito intercâmbio em Dublin me apresentou uma assessora. Esta assessora me deu as opções de escolas. Escolhi uma das escolas que ela disse ter menos brasileiros. Não tive de passar por processo seletivo.

 

Como foi o processo para tirar o visto? Você teve alguma dificuldade? Usou os serviços de alguma agência ou fez tudo por conta própria?

 

Como disse, utilizei os serviços de uma agência. Sobre o visto, ainda estou com o visto de turista, que tem validade de três meses, porque em algumas semanas deve sair minha cidadania italiana, então optei por não gastar os 300 euros do visto de estudante. Para entrar no país tive de passar pela imigração no aeroporto. São eles que carimbam o visto de turista. Tive de apresentar a carta da escola, o seguro governamental e às vezes eles pedem também a passagem de volta.

 

Qual foi a sua primeira impressão ao chegar a Dublin?

 

No começo estranhei um pouco, principalmente o clima e o trânsito, já que aqui as mãos são invertidas em relação à maioria dos países, então tem que ficar atento ao atravessar a rua. Como fiquei com uma host family, também estranhei um pouco a comida irlandesa, mas aos poucos a gente vai se acostumando. Para falar a verdade, não tive muita dificuldade de adaptação. 

 

Onde você mora? Como foi a escolha pela acomodação?

 

Atualmente ,moro em uma casa com outras quatro pessoas, sendo três brasileiros e um romeno. É uma casa antiga, mas tenho quarto individual e a rotina da casa é muito bem organizada. Nos primeiros 15 dias fiquei em host family (família irlandesa que recebe estudantes), que a própria agência me indicou. É interessante porque como você chega sem conhecer o país e as pessoas, assim, você tem algo mais certo para ficar e também para conhecer mais sobre o estilo de vida irlandês.

 

Já a casa atual, eu encontrei por meio de um colega brasileiro. Ele já morou nessa casa e retornou ao Brasil. Ele soube que havia uma vaga e que eu estava à procura, então fez a ponte.

 

Como tem sido a procura por um emprego na cidade? Quais recursos você tem usado na sua procura (sites, suporte da sua escola, ajuda de amigos, etc.)? Você tem encontrado alguma dificuldade?

 

Essa tem sido a parte mais difícil. Tenho mandado muitos currículos, seja diretamente nos estabelecimentos ou por sites, e-mails, etc., mas por enquanto não fui chamado. Uma coisa que conta muito é experiência em comércio, cafés e restaurantes. E quando demora para aparecer a chance você vai ficando preocupado, porque você percebe que o dinheiro vai acabando.

 

Como é a cultura irlandesa? Como tem sido o seu processo de adaptação? O que tem ajudado?

 

Para falar a verdade, tenho tido mais contato com estrangeiros do que com os 'Irish'. Em Dublin há muitos estrangeiros, por isso os nativos estão acostumados e gostam da presença de intercambistas, pois movimenta a economia, sem dúvida. Esse ano o país está comemorando 100 anos da revolução que deu origem à independência da Irlanda do domínio inglês. Esse acontecimento é motivo de muito orgulho para os irlandeses. Parece ser questão de honra não ter esse vínculo com a Inglaterra. O principal feriado é o St. Patrick's Day, padroeiro da Irlanda, em 17 de março. Durante quatro dias, a população vai às ruas para assistir às paradas e os jovens vão aos pubs, todos com roupas ou algum adereço verde. Os pubs por sinal são um marco de Dublin, a principal diversão dos jovens e também de adultos. A região do Temple Bar é a mais agitada à noite.

 

 

Com relação à adaptação, não tem sido tão difícil. Como sou muito caseiro, sinto falta da família, dos amigos, enfim, das coisas que fazia no Brasil. É muito diferente você passar seu aniversário longe de sua gente. O Skype tem sido uma ferramenta muito utilizada. Todo dia o utilizo para falar com meus pais. Um momento que senti bastante foi na semana da Páscoa. O que tem me ajudado bastante é a comunidade “Católicos em Dublin”, formada por brasileiros católicos que se reúnem para a missa dominical e para outras atividades durante a semana. Esse pessoal tem sido importante para mim, pois no Brasil eu tinha uma participação ativa na Igreja e certamente não conseguiria ficar longe das atividades religiosas. 

 

O que você está achando da sua escola e aulas?

 

Estou gostando da escola, do método e principalmente por ter poucos brasileiros. Na verdade, tem bastante, mas menos do que em outras escolas. Na minha sala somos em quatro brasileiros e oito estrangeiros. Mas algumas pessoas que conheci aqui dizem que onde estudam a sala é quase toda formada por brasileiros, o que atrapalha bastante no desenvolvimento do idioma. Minhas aulas vão das 10 às 13 horas. Há turmas também no período da tarde.

 

A instituição oferece serviços de suporte para estudantes internacionais? Quais?

 

Oferece alguns, como acomodação estudantil ou host family opcionais, ela agiliza o seguro governamental e auxilia na elaboração de currículos. Ela também oferece passeios aos fins de semana para outras cidades.

 

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SOBRE O AUTOR

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Brenda Bellani é editora de conteúdo e tradutora do Hotcourses Brasil. É formada em Jornalismo e especializada em Língua Inglesa e Tradução pela UNIMEP. Já morou 18 meses nos Estados Unidos como au pair e é apaixonada por viagens. Como hobby, ela mantém um blog sobre livros e tradução e é dona de uma lista infinita de livros-que-quer-ler.

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