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Entrevista: brasileiro cursa graduação australiana em uma universidade da Malásia

Em entrevista ao Hotcourses, brasileiro falou sobre a adaptação à cultura malaia e o seu curso, que é australiano e em inglês, mas ministrado em um campus na Malásia

Entrevista: brasileiro cursa especialização australiana em uma universidade da Malásia
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O paulista Alexandre Rezende Fonseca, 23 anos, é formado em Comunicação e resolveu se mudar para a Malásia para complementar os estudos em um curso de Jornalismo e Relações Públicas na Malásia. Em entrevista para o Hotcourses Brasil, Alexandre falou sobre a cultura malaia e o seu curso, que é australiano e em inglês, mas ministrado em um campus na Malásia.

 

Como e por que se decidiu ir para a Malásia?

 

A Malásia é o país que mais tem estrangeiros estudando. Há pessoas da África, Oriente Médio e Sudeste Asiático que vêm estudar aqui. O país oferece muitas possibilidades para conseguir graduações da Austrália, Inglaterra, Estados Unidos etc.; basta encontrar uma faculdade local que tenha parceria com uma outra universidade internacional. Dessa forma, fica fácil estudar um curso totalmente em inglês e receber um diploma internacional, tudo isso sem sair da Malásia. Além disso, o país está localizado no centro do Sudeste Asiático, então fica fácil viajar e se aventurar nos países vizinhos para conhecer os lugares maravilhosos que têm por esta região.

 

Onde e o que você está estudando no país?

 

SEGiCollege – Bacharel em Comunicação - Jornalismo e Relações Públicas.

 

Onde você mora na Malásia? Como encontrou a sua acomodação?

 

Eu moro em apartamento. Alguns conhecidos me ajudaram a encontrar uma localidade para residir.

 

O que está achando do curso e da escola?

 

O curso é bom. A metodologia que usam é diferente comparada ao Brasil. O meu curso é da Austrália, então tudo já vem pronto e os professores só repassam para os alunos. Há muitos trabalhos para fazer que tomam muito o tempo e dedicação. O nível é acadêmico e a Austrália é muito exigente. Quase não há provas, basicamente todas as notas são o resultado dos trabalhos. A escola é boa e é a única faculdade da região que tem o curso que eu queria.

 

Você fala malaio ou as pessoas te compreendem bem em inglês? É possível aprender o idioma local durante a estadia?

 

Eu não falo o malaio. O Inglês é a segunda língua oficial do país, então a grande maioria fala Inglês e fica fácil se comunicar com as pessoas. Apesar do malaio não ser tão difícil, durante os estudos não tem como aprender a língua local, pois requer tempo e dedicação.

 

Como foi a adaptação ao país e à cultura?

 

Tudo foi muito novo no início. Sair do seu país de origem e mergulhar em um outro ambiente é desafiador, mas estou sempre pronto para aprender e me aventurar no desconhecido. Aqui há três culturas distintas que predominam no país: malaia, indiana e chinesa. Cada cultura tem suas próprias características, então aprender como lidar com cada uma demorou certo tempo. Dependendo da pessoa – malaio, indiano ou chinês – você tem que agir de formas diferentes. Por exemplo, na hora de entregar algo para alguém você deve sempre entregar com a mão direita – que significa demonstração de respeito – e então entregar com uma ou duas mãos, dependendo de quem for a pessoa. Vale o mesmo na hora de receber. Principalmente se for algo importante como um presente, aí deve-se usar as duas mãos.

 

Você precisou de um visto de estudante antes de se mudar para o país? Se sim, como foi a aplicação?

 

Sim. Para estudar aqui é necessário visto de estudante. Eu já estava na Malásia à procura de um curso para fazer, então assim que o achei, eu comecei o processo e tive que ficar fora do país até receber a carta de visto e aí sim retornar à Malásia como estudante. O processo foi longo, demorou quase cinco meses para finalmente ter o visto de estudante.

 

Quais são os gastos diários de um estudante na Malásia?

 

Os gastos diários são basicamente com alimentação, moradia e coisas para casa. Eu não gasto com transporte para ir estudar, pois vou de bicicleta para faculdade. Mesmo assim, o transporte público é barato. O valor do ônibus é apenas 1 Ringgit – menos de 1 Real – para se locomover na cidade. Táxis também são bem mais baratos que no Brasil. Há também trem com preço acessível para distâncias mais longas.

 

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SOBRE O AUTOR

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Brenda Bellani é editora de conteúdo e tradutora do Hotcourses Brasil. É formada em Jornalismo e especializada em Língua Inglesa e Tradução pela UNIMEP. Já morou 18 meses nos Estados Unidos como au pair e é apaixonada por viagens. Como hobby, ela mantém um blog sobre livros e tradução e é dona de uma lista infinita de livros-que-quer-ler.

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