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Suécia discute a permanência de estudantes estrangeiros no país após graduação

Governo e universidades suecas discutem regras de visto para estudantes estrangeiros

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Ao terminar os estudos na Suécia, o estudante internacional tem dez dias para encontrar um emprego e, assim, conseguir um visto de trabalho para permanecer no país. Segundo a Agence France-Presse, agência de notícia francesa, quatro em cinco estrangeiros têm intenção de ficar e trabalhar na Suécia, mas apenas 17 por cento têm êxito. Esta situação pode mudar em breve.

Alguns críticos suecos estão alertando o governo de que o sistema de vistos do país acaba forçando estudantes estrangeiros qualificados a retornarem para seus países de origem, quando poderiam permanecer na Suécia e contribuir com a economia local. Em 2011, a Suécia era um dos poucos países a inscrições universitárias gratuitas para todos os estrangeiros, atraindo aproximadamente 8 mil estudantes. Mas, no mesmo ano, as instituições suecas introduziram novas taxas de ensino específicas para estudantes não-europeus levando o número de matrículas a cair 80 por cento – de 8 mil para 1.600 estudantes estrangeiros.

 A Suécia ainda oferece bolsas para estudantes de pós-graduação particularmente qualificados que não sejam de países da Europa, mas isto não é suficiente para preencher as vagas que não são mais procuradas por estudantes estrangeiros; e os que já estão no país lutam por uma vaga profissional para que possam permanecer na Suécia – uma das esperanças é conseguir ser contratado antes da graduação.

Vários reitores e presidentes de universidades suecas estão criticando as regras do governo que dificultam a estadia dos estudantes e da transição de visto de estudante para o de trabalho. Segundo o site The Local, o presidente da Royal Institute of Technology (KTH), em Estocolmo, afirma que os estudantes estrangeiros contribuíram para o desenvolvimento industrial do país e servem como embaixadores da Suécia pelo mundo. No entanto, com as regras rígidas de visto, estes estudantes acabam retornando para seus respectivos países e encontrando vagas em companhias suecas fora da Suécia.

Segundo o chefe de educação na Confederação de Empresas Suecas, Tobias Krantz, a implementação de taxas para não-europeus se fez necessária para manter a qualidade do ensino superior do país. "A educação superior da Suécia deve competir com o mercado global. Os estudantes estrangeiros precisam se interessar em estudar aqui por causa do alto nível de nossa educação acadêmica e não pela admissão gratuita em universidades."

No entanto, com o envelhecimento da população sueca e a crescente escassez de mão de obra, principalmente nas áreas da saúde e tecnologia da informação, o governo sofrerá uma pressão cada vez maior do setor para voltar a discutir a questão do visto após a graduação.

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SOBRE O AUTOR

Brenda Bellani é editora de conteúdo e tradutora do Hotcourses Brasil. É formada em Jornalismo e especializada em Língua Inglesa e Tradução pela UNIMEP. Já morou 18 meses nos Estados Unidos como au pair e é apaixonada por viagens. Como hobby, ela mantém um blog sobre livros e tradução e é dona de uma lista infinita de livros-que-quer-ler.