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Reino Unido: Destino de Estudo

Brasileiro conta sobre sua experiência na London School of Economics

Trabalhar e Estudar em Londres: Entrevista com Eduardo Lazzarotto, formado no Mestrado de Gestão e Desenvolvimento da LSE e gerente de vendas na Inglaterra

Brasileiro conta sobre sua experiência na London School of Economics
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O Hotcourses Brasil conversou com o brasileiro Eduardo Lazzarotto, 26 anos. Formado em Negócios Internacionais pela Unisinos, de São Leopoldo no Rio Grande do Sul, ele resolveu estudar na Inglaterra e foi admitido no Mestrado de Gestão e Desenvolvimento da famosa London School of Economic. Em Londres há mais de dois anos, Eduardo trabalha como Gerente de Vendas para uma empresa inglesa de desenvolvimento de software.

 

Leia a entrevista a seguir!

 

Quais fatores fizeram com que você escolhesse a London School of Economics? Qual era o seu curso?

Eu me formei no Mestrado de Gestão do Desenvolvimento (MSc in Development Management) da turma 2012/13. Na verdade a minha escolha começou com a decisão de estudar fora e dar o próximo passo na minha carreira. Após concluir a minha graduação, fui admitido em um programa de Trainee na América Latina Logística, empresa baseada em Curitiba, no Paraná. Após concluir o programa e ter atuado na gerência de suprimentos da empresa por dois anos, resolvi que precisava avançar nos meus estudos. Na minha cabeça existia a opção de fazer um MBA para entender mais sobre gestão e acelerar minha carreira, ou focar no que eu realmente gosto, que é entender as melhores formas de auxiliar países a atingirem pleno desenvolvimento. A London School of Economics and Political Science está entre as melhores universidades do mundo de economia e ciências políticas, portanto estudar lá se tornou uma meta. Dentre os fatores estão a tradição da escola (16 prêmios Nobel, 31 membros do parlamento britânico, 42 membros da House of Lords e 34 chefes de estado estudaram na LSE), a abertura para estudantes internacionais (estudantes de 190 países já passaram pela LSE) e principalmente a atitude questionadora da escola, onde o lema ‘para saber as causas das coisas’ (Rerum Cognoscere Causas) traduz perfeitamente a abertura para novas ideias e o espaço para os alunos questionarem paradigmas.

 

Como foi o processo de inscrição na LSE? Você passou por um processo diferente por ter passaporte europeu?

O processo seletivo da escola é igual para alunos do mundo todo. Precisei de cartas de indicação de dois ex-professores, currículo vitae, proficiência de inglês (IELTS), proposta de pesquisa, carta de apresentação pessoal, histórico escolar e diploma da universidade no Brasil. Para alguns cursos ou modalidades de estudo existe um desconto nos custos para estudantes Europeus, mas além de ter o passaporte a pessoa tem que ter morado por um certo período na Europa antes de poder ser classificado como tal. No meu curso os custos eram os mesmos para todos os alunos.

 

Como conseguiu o emprego em Londres? A London School of Economics teve alguma participação na sua conquista?

Parte dos custos do meu curso foram pagos por bolsa de estudos da minha empresa no Brasil (80%), mas para o restante e para me sustentar em Londres (casa, transporte, alimentação, material, viagens, etc.) tive que trabalhar desde o início do curso e também contar com uma ajuda da família nos momentos mais difíceis. Logo no início, dei aula particular. Comecei com português para estrangeiros, mas logo alguns alunos começaram a pedir aulas de matemática, física, química e biologia. Após alguns meses nessa situação arrumei um trabalho meio período como consultor para uma empresa baseada no Reino Unido que estava começando a exportar serviços para o Brasil. O segredo foi oferecer o que eles precisavam, que era conhecimento local sobre leis, regras, mercado, etc.  

 

Como era a sua rotina de estudos e trabalho em Londres?

A academia no UK é bem diferente do Brasil. Enquanto no Brasil grande parte do conhecimento é passado pelo professor para o aluno, aqui a ideia é exatamente o contrário e o aluno tem que gerar por si só grande parte do conhecimento. Eu tinha em torno de 20 horas por semana de aulas e seminários, mas a escola espera dos alunos pelo menos outras 40 horas de dedicação, incluindo extensas listas de leituras e pesquisa. Foi um ano bem intenso do início ao fim, mas valeu muito a pena.

 

 

Segundo o The Telegraph, a LSE tem a segunda maior proporção de estudantes estrangeiros no corpo discente do Reino Unido. Você sentiu alguma influência desta perspectiva internacional em sua experiência na Escola?

Com certeza! Dos 70 alunos da minha turma, tínhamos mais de 30 países diferentes. Fiz amigos do Quênia, Angola, Espanha, Chile, Colômbia, Alemanha, Austrália, Estados Unidos, etc., etc., etc. Os maiores desafios foram a linguagem e alinhamento de ideias e perspectivas. Desenvolvimento para um estudante de um país rico pode significar igualdade, educação universal e segurança social, enquanto um prato de comida, saneamento básico e vacinas podem ser o conceito para países mais pobres. Na questão da língua, sotaques, gírias e formas de se expressar vão nascendo no dia a dia, e em alguns meses todos se entendem. Já nos pontos positivos, a riqueza de ideias, experiências e visões de mundo é incrível. Problemas e conceitos são discutidos de inúmeras formas e certamente a diversidade é uma das chaves para uma educação completa e atualizada diante dos problemas mundiais atuais.

 

Como é morar em Londres? O que você mais gosta na cidade? Já estudou em outros países?

Morar em Londres tem prós e contras. O inverno é realmente frio e longo e entendemos a importância do sol nas nossas vidas apenas quando saímos do Brasil. A cidade está sempre nublada e fazem poucos dias de sol por aqui, mesmo no verão. Contudo, Londres é certamente um dos centros mundiais de cultura. Existem pessoas do mundo todo em todos os lugares o tempo todo. No tube (metrô), mercado, parques ou mesmo na rua, você certamente vai ouvir espanhol, grego, português, francês e às vezes até inglês. Além disso, voar de Londres para outros países é relativamente fácil e barato. Existem dezenas de países com culturas diversas a apenas algumas horas (e algumas libras – várias empresas low cost atendem Londres) de voo, ônibus ou até mesmo trem. Já estudei na China e na Itália, mas apenas por curtos períodos em ambas. 

 

Onde você trabalha?

Eu sou Gerente de Vendas em uma empresa de desenvolvimento de software. Nós temos um produto bem especifico para simulação de pedestres e interação dos mesmos com infraestrutura, como estações de metrô, aeroportos, estádios, etc. É uma experiência incrível e eu viajo muito, em 2015, já fui três vezes pra Hong Kong, mas também fui para o Brasil, Canadá, Cingapura, Coreia do Sul, Tailândia, França, Espanha e Dubai, e ainda tenho mais algumas viagens interessantes até o final do ano.

Você recomendaria Londres como destino de estudo para os brasileiros que estiverem procurando por um lugar no exterior?

Com certeza absoluta. A Europa é de longe o melhor lugar para um intercâmbio, seja pela diversidade cultural, história ou até mesmo pelo fato de que se pode beber e sair com 18 anos (ponto negativo dos EUA*). E na Europa, a Inglaterra é um dos centros de tudo. A economia não foi tão afetada pela crise de 2008, o país tem algumas das melhores universidades do mundo e as oportunidades de trabalho são ótimas. Grandes empresas do mundo todo utilizam a Inglaterra como fonte de criatividade, desenvolvimento de produtos e gestão.

*Leia sobre a idade legal nos Estados Unidos aqui.

 

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SOBRE O AUTOR

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Brenda Bellani é editora de conteúdo e tradutora do Hotcourses Brasil. É formada em Jornalismo e especializada em Língua Inglesa e Tradução pela UNIMEP. Já morou 18 meses nos Estados Unidos como au pair e é apaixonada por viagens. Como hobby, ela mantém um blog sobre livros e tradução e é dona de uma lista infinita de livros-que-quer-ler.

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