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As eleições nos EUA e o seu impacto na educação internacional

O resultado das eleições norte-americanas e o seu possível impacto na internacionalização da educação nos Estados Unidos

As eleições nos EUA e o seu impacto na educação internacional
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O setor da educação internacional ficou em choque com o resultado das eleições presidenciais nos Estados Unidos, assim como vários outros setores. Donald Trump venceu Hillary Clinton. O que muitos acreditavam impossível – inclusive a grande mídia – aconteceu! O evento sísmico na política norte-americana, depois de meses e meses de campanha, pegou a maioria de surpresa, fazendo com que professores, acadêmicos, educadores e estudantes expressassem suas preocupações e descontentamento nas redes sociais. E, logo após o anúncio do resultado, o site de imigração do Canadá caiu devido ao grande tráfego de pessoas interessadas a se mudar para o país vizinho.

 

Mas se o Brexit já nos ensinou algo, é que mudanças dramáticas em no setor da educação não acontecem da noite para o dia e observando o comportamento online de estudantes interessados em estudar no exterior podemos ter uma ideia de como será o impacto destas mudanças em curto prazo.

 

Estudantes não abalados

 

De todos os estudantes internacionais, os latinos estão entre os mais preocupados com as chances de estudar nos EUA. Entretanto, em entrevista a Katie Duncan, editora do Hotcourses Group, o brasileiro Eduardo Lazzarotto, ex-aluno da LSE, disse acreditar que “mais do que nunca, o mundo precisa de exemplos de integração e visão de futuro”. “E não há ninguém melhor para representar isso do que os estudantes internacionais”, comenta ele.

 

Denis Huen, estudante de Hong Kong na Oxford University, pretende ir para o MIT, nos Estados Unidos, quando acabar seu projeto de construção de um protótipo de estabilização de tremor para quem sofre do Mal de Parkinson. Segundo ele, o governo de Trump não influenciará em nada a sua determinação de ir para o país e conseguir fazer a diferença na vida das pessoas.

 

Na página do Facebook do Hotcourses Brasil, uma leitora resumiu: “Continuo com os mesmos planos de ir estudar e morar fora. Não serei imigrante ilegal, serei bem-vinda”.

 

Possíveis consequências na internacionalização da educação

 

É compreensível que, com a eleição americana e o Brexit no Reino Unido, os dois países, até então os principais destinos de estudo do mundo, tornem-se menos atraentes para os estudantes e acadêmicos estrangeiros. Canadá e Austrália têm tudo para crescer em popularidade ainda mais e conquistar o lugar das duas potências. De fato, países como Irlanda e China, por exemplo, já estão colocando em prática estratégias para atrair mais estudantes internacionais até 2020 (leia sobre isso aqui e aqui).

 

No entanto, apesar de haver uma onda de desânimo e inquietação pelo mundo todo, no que diz respeito à internacionalização da educação nos Estados Unidos, o cenário não é tão pessimista. É o que diz o site sobre educação University World News. A maioria das principais e mais renomadas instituições de ensino superior dos EUA são particulares. A internacionalização das universidades não é um resultado único de iniciativas do governo, tanto estadual quanto federal, mas sim – e principalmente – da combinação com políticas e programas das próprias instituições de ensino e comunidades acadêmicas. Além disso, a maioria das universidades mais famosas está localizada nos estados norte-americanos chamados de “blue states”, de eleitores predominantemente democratas, mais receptivos com estudantes estrangeiros de diferentes nacionalidades – e isto deverá permanecer assim.

 

Segundo o site University World News, outro sinal positivo é o fato de os eleitores na faixa etária de 18-29 anos votarem em peso na Hillary, demonstrando uma similaridade com o plebiscito do Brexit no Reino Unido. Os protestos estudantis nos campi por todos os EUA como resposta imediata às eleições indicam a grande insatisfação com os resultados.

 

Fontes: Artigo de Katie Duncan para o Hotcourses Group e artigo do University World News. (Traduzido e adaptado por Brenda Bellani.) 

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SOBRE O AUTOR

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Brenda Bellani é editora de conteúdo e tradutora do Hotcourses Brasil. É formada em Jornalismo e especializada em Língua Inglesa e Tradução pela UNIMEP. Já morou 18 meses nos Estados Unidos como au pair e é apaixonada por viagens. Como hobby, ela mantém um blog sobre livros e tradução e é dona de uma lista infinita de livros-que-quer-ler.

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