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Estados Unidos: Quando chegar lá

Os desafios dos primeiros meses em uma universidade americana

Aprenda a passar tranquilamente pelos principais desafios das primeiras semanas de estudos nos Estados Unidos, de acordo com os conselhos da Equipe G.A.T.E.

Os desafios dos primeiros meses em uma universidade americana
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Por G.A.T.E. Team

 

Os primeiros dias vivendo e estudando em um país novo são difíceis para qualquer um. Inseguranças e dúvidas surgem de todos os lados: como será a minha universidade? Como devo cumprimentar meus novos amigos e professores? Será que vou sentir muita falta da minha casa e da minha família? As pessoas vão entender o meu inglês? Abaixo trazemos algumas dicas para que os alunos que estão começando seus estudos nos Estados Unidos tenham uma adaptação suave, sem grandes atropelos. 

 

Conheça sua universidade antes do início das aulas

 

As primeiras semanas da universidade são bastante intensas e cheias de novas informações. É quando todos estão aprendendo sobre o campus e sua nova rotina, enquanto fazem novos amigos. Uma boa forma de se familiarizar com seu novo ambiente é fazendo uma visita prévia ao campus, antes do início das aulas. Aproveite para conhecer os pontos principais que farão parte do seu roteiro nos primeiros dias, como a secretaria, as salas de aula, refeitórios e cafeterias, além do escritório do conselheiro do campus. Todas as universidades norte-americanas contam com esse profissional para ajudar os alunos a escolher os cursos que farão e guiá-los no processo de registro na sua universidade.

 

Interação e amizades

 

Nos Estados Unidos é comum que, ao se encontrarem pela primeira vez, as pessoas sempre apertem as mãos, com firmeza.  Depois disso isso se torna menos formal com o passar do tempo. Amigos podem se abraçar quando se encontram ou tocarem nos ombros um dos outros, como é costume no Brasil. Já um beijo ou dois na bochecha, como os brasileiros costumam fazer, não é totalmente mal visto, mas não é comum.

 

Outro comportamento típico do país é que os relacionamentos românticos demoram mais para começar. Homens e mulheres podem sair juntos várias vezes e manter um relacionamento platônico por um bom tempo, antes de trocarem um simples beijo.

 

Agora, um alerta: mesmo que os norte-americanos sejam bem mais abertos e estejam acostumados ao toque mais que outras culturas, em situações mais formais o indicado é manter maior distância física de seus interlocutores. Isso vale para aulas, reuniões no campus, no tratamento com qualquer tipo de profissional de comércio etc.

 

Leia mais sobre este assunto no artigo Beijão ou não beijar: como cumprimentar americanos

 

Vida na residência estudantil

 

Para alunos que vão viver em residências estudantis – a grande maioria dos estudantes internacionais e norte-americanos –, um ponto crucial é o relacionamento com o companheiro de quarto, o roommate. Após as devidas apresentações, o ideal é se aproximar ao máximo do novo amigo para conhecer as preferências e hábitos um do outro e estabelecer regras de convivência possíveis para os dois lados. Gosta de acordar antes das 5h da manhã para correr? Prefere estudar até de madrugada? Uma boa conversa pode resolver tudo isso e achar um meio-termo para que ninguém se sinta prejudicado.

 

Além do seu roomie, procure interagir com outras pessoas da residência. Construir amizades durante o primeiro ano na universidade é fundamental para espantar as saudades de casa, sentir-se parte daquele novo cenário e manter a autoestima inteira. Aqui valem aquelas dicas da vovó: sorria para todos, dê bom-dia e boa-noite e sempre chame as pessoas pelo nome.

 

Usos de nomes

 

Diferentemente de muitos países, nos Estados Unidos você poderá chamar os seus colegas por seus primeiros nomes. Já no caso de professores ou outras pessoas mais velhas, o indicado é o "Sir" para os homens, “Miss” ou “Ms” para as mulheres, mais o sobrenome, a menos que essas pessoas lhe peçam para chamá-las pelo primeiro nome.

 

Convites

 

No Brasil a pontualidade nem sempre é levada a sério, o que não acontece nos EUA. Se você marcou um encontro ou uma reunião, os americanos esperam que você esteja no lugar e na hora exata que foram combinados. Se não puder ir ou for se atrasar, jamais deixe de avisar.

 

Outro ponto ao qual os norte-americanos dão mais atenção que os brasileiros – e que pode gerar muitos mal-entendidos –é o dress code. Caso receba um convite para um jantar ou uma festa, pergunte ao anfitrião se é uma ocasião formal ou não para poder se vestir adequadamente e não gerar qualquer tipo de constrangimento. Em ocasiões mais formais, inclusive, é recomendável levar um presente para os donos da casa, como uma garrafa de vinho, uma caixa de chocolates ou flores.

 

Choque cultural

 

A maior parte das pessoas que vão viver durante um tempo no exterior experimenta um nível de choque cultural diante de todo processo de adaptação a um novo país e uma cultura que muitas vezes é dramaticamente diferente da dela.  Conforme você for se adaptando à sua nova vida, fizer novos amigos, melhorar o seu inglês e começar a entender melhor a cultura local essa sensação de não pertencimento irá passar. Seja paciente. Você vai se acostumar com a vida nos Estados Unidos, esse país gigante e muito diverso.

 

Mas mesmo com toda essa grande variedade de paisagens, climas e pessoas, algumas características são comuns a todos. Conhecer estes pequenos detalhes que fazem parte de uma cultura geral norte-americana pode ajudar muito os estudantes internacionais que estão indo cursar a universidade por lá e evitar dissabores depois.

 

Os americanos tendem a ser independentes, práticos e muito focados no trabalho. As conversas são concisas na maior parte das vezes e eles não apreciam interlocutores que falam muito e não os escuta. Dar e receber são partes importantes da conversa e muitos americanos geralmente preferem parar de falar em vez de discutir.

 

Outro ponto fundamental da cultura norte-americana é a igualdade entre os sexos, principalmente em ambiente universitário e profissional. Por lá, os homens não são considerados superiores às mulheres, e elas não costumam tolerar comentários e piadinhas sexistas ou machistas. 

 

Problemas de linguagem

 

Se você não fez intercâmbio antes de partir para seu curso universitário no exterior, usar o inglês diariamente pode ser um pouco complicado no início. Sotaques diferentes, gírias e piadas podem gerar alguns ruídos de comunicação, mas deixando-se a timidez e o desespero de lado, tudo isso pode ser facilmente resolvido.

 

A questão dos sotaques varia muito nos Estados Unidos. Pode ser que os americanos não entendam você imediatamente, já que você também traz o seu próprio sotaque. A receita é falar devagar e pedir para o seu interlocutor fazer o mesmo, caso não entenda algo do que lhe é dito.

 

Os americanos usam muitas gírias e isso pode levar algum tempo até você se acostumar e entender tudo com clareza. Além disso, humor e sarcasmo são partes integrantes do inglês falado nos Estados Unidos. Se algum colega usar alguma expressão deste tipo numa conversa, interprete isso como sinal de amizade.

 

Os americanos usam muita abreviatura em seu discurso, como TA para Assistant Teacher ou Poli Sci de Ciência Política, por exemplo. Se você não entender alguma coisa, não hesite em perguntar o significado. Dê-se tempo para se adaptar ao idioma, e não tenha medo de cometer erros. Isso é parte fundamental de sua experiência de aprendizagem.

 

Saudades de casa

 

Saudade é um problema previsível enfrentado pela maioria dos estudantes que escolhem cursar a universidade longe de casa. Pode ocorrer no início ou até mesmo durante todo o seu primeiro ano. Dê tempo para que ela passe, pelo menos duas semanas. Se você está se sentindo triste, não se isole, pois isso só vai piorar esse sentimento. Converse com amigos, o conselheiro da sua residência ou da sua universidade. Estar em contato com novas pessoas deixará a sua vida mais preenchida, evitando que você sinta falta de casa.

 

Ligar para casa diariamente também é um comportamento que pode agravar a saudade. Por isso, o ideal é restringir as chamadas a uma por semana. Falar com a família todos os dias fará com que você se sinta reconfortado no início, mas o efeito rebote é sempre mais forte. Tente criar sua própria rotina e ir construindo, aos poucos, uma nova teia emocional na qual se amparar. Além disso, aprenda a conviver mais consigo mesmo. Afinal, você será a sua companhia mais frequente ao longo de toda a sua jornada de estudos nos Estados Unidos – e na vida!

 

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SOBRE O AUTOR

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