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Estude no exterior : Acomodação

15 questões essenciais para escolher sua acomodação fora do campus no exterior

15 perguntas que você deve se fazer para escolher uma opção segura, confiável e barata de acomodação fora do campus para estudar no exterior.

15 questões essenciais para escolher sua acomodação fora do campus no exterior
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Em países como Estados Unidos e Reino Unidos, as universidades garantem uma acomodação dentro do campus para os estudantes no primeiro ano de uma graduação e, em muitos casos, para os de pós-graduação também. A partir do segundo ano, é comum que estes mesmos estudantes se mudem para uma acomodação fora do campus. Como encontrar um lugar seguro e barato?

 

Por que muitos estudantes moram fora do campus?

 

Morar dentro do campus pode não ser a opção mais financeiramente acessível, mas oferece uma série de vantagens, como acertar todos os detalhes da acomodação diretamente com a universidade antes mesmo de viajar para o exterior e, ao aterrissar, ir direto para sua nova casa já sabendo o que encontrará por lá e o que precisará providenciar, por exemplo, móveis, colchão ou utensílio de cozinha.

 

No entanto, a sua universidade talvez não ofereça acomodações no campus, você precise mudar no segundo ano de estudos ou tenha se inscrito tarde demais às acomodações para conseguir. As instituições de ensino superior da Austrália, por exemplo, diferente dos Estados Unidos e Reino Unido, não costumam ter halls residenciais para os estudantes morarem dentro do campus. Nestes casos, você recebe orientação da universidade a fim de encontrar um lugar seguro e confiável pela cidade, entretanto, o processo todo será feito por sua conta.

 

Aqui nós explicamos quais são os tipos de moradias mais comuns para estudantes internacionais. Há algumas opções para quem vai viver além dos terrenos da universidade, como o aluguel de um imóvel particular com outros estudantes, dormitórios organizados e mantidos pela universidade, homestay, albergues e Airbnb.

 

Ao procurar por sua nova moradia no exterior, há uma lista essencial de perguntas que devem ser investigadas antes de assinar qualquer contrato de aluguel. Confira a seguir!

 

Onde morar

 

1. Você quer morar com outros estudantes?

 

Normalmente, a maioria das pessoas quer morar com outros estudantes, apesar de o interesse variar bastante. Alguns preferem encontrar outros brasileiros, outros preferem viver com estudantes de diferentes nacionalidades ou nativos.

 

Há prós e contras nos dois casos: você terá muita coisa em comum com estudantes brasileiros ou até mesmo com estrangeiros, uma vez que todos estão na mesma situação no país, o que facilita muito na adaptação. Porém, o contato com estudantes nativos agiliza o processo de aperfeiçoamento do idioma e de imersão na cultura local.

 

Leia também: As vantagens e desvantagens de ter amigos brasileiros no exterior

 

Antes de acertar qualquer detalhe da moradia, procure conhecer, mesmo que virtualmente, as pessoas com quem você dividirá o imóvel – casa, apartamento ou até mesmo o quarto. Isto é importante para que você saiba se a vivência será tranquila e amigável.

 

-Eles parecem ser pessoas que respeitarão a sua concentração quando você tiver de estudar na casa?

-Você acha que conseguiriam se tornar amigos?

-Se festas e viagens são importantes na sua rotina, eles serão boas companhias?

-Como é feita a limpeza e a divisão dos gastos entre os moradores?

-Pelos primeiros contatos, parecem ser pessoas respeitosas e educadas?

 

Ninguém quer brigar por despesas ou levar calote, especialmente no exterior, não é mesmo? Caso não consiga falar diretamente com a pessoa, o que seria ideal, tente visitar seus perfis em redes sociais para saber um pouquinho mais sobre ela. Com isso, você consegue, pelo menos, ter uma ideia do que fazem na vida social, o que estudam, quais são os seus hobbies, etc.

 

2. Será que homestay é a melhor opção para você?

 

Homestay, como o próprio nome indica, é se hospedar na casa de alguém, geralmente de uma família nativa. Não só isso, costumeiramente, o estudante estrangeiro é tratado como hóspede, participando de atividades familiares, refeições e passeios. Você paga uma quantia pelo aluguel do quarto (com frequência, bem mais barato do que uma acomodação dentro do campus) e o uso de um banheiro individual ou compartilhado com outros membros da casa. Há também a opção de incluir de uma a três refeições diárias no pacote.

 

Antes de acertar os detalhes, a família, chamada de host family, costuma conversar com o estudante para que ambas as partes tirem suas dúvidas e tenham uma noção se a convivência será amigável. No papel de hóspede, você terá de seguir algumas regras da casa, por exemplo, horário das refeições ou de voltar para a casa e a limpeza do seu quarto.

 

A homestay apresenta uma série de vantagens e desvantagens, dependendo do que você espera da sua experiência no exterior. Morar com uma família nativa é excelente para a imersão nas tradições e cultura locais e também por estar em um ambiente familiar. Por outro lado, não é a melhor opção se você prefere um estilo de vida mais independente. Nós exploramos aqui as cinco razões para optar por uma homestay!

 

Leia também: “Eu morei com uma família americana.”

 

3. Como será o seu caminho para o campus?

 

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A distância da sua moradia para o campus é importante para você? Como você pretende fazer esse caminho? A pé, de bicicleta, carona, transporte público? A resposta a estas perguntas ajudarão a limitar as suas opções.

 

Por exemplo, se você pretende caminhar ou investir em uma bicicleta para se locomover durante os estudos – uma opção excelente em diversas cidades no exterior, com ciclovias e uma cultura toda voltada ao incentivo do ciclismo –, é aconselhável encontrar um lugar em um raio de distância gerenciável, principalmente se você tiver aulas todos os dias. Use o Google Maps para verificar rotas práticas e seguras entre a sua acomodação e o campus.

 

Se preferir usar os transportes públicos, procure localizações próximas a estações de metrô ou pontos de ônibus e analise as linhas até o campus, considerando o tempo de viagem e o valor das passagens para planejar o seu caminho e também o seu orçamento no exterior.

 

A sua pesquisa

 

4. A sua universidade pode ajudar na pesquisa?

 

A sua universidade no exterior, com certeza, terá experiência em ajudar estudantes à procura de uma acomodação fora do campus e muito provavelmente mantém relação com corretores de imóveis, agentes imobiliários e organizações de acomodações estudantis externas. De fato, alguns estudantes que tenham previamente recebido orientação da universidade podem estar prestes a se formar, o que significa que o imóvel ficará vago em breve.

 

Procure a secretaria de assuntos internacionais ou o departamento de moradia da sua universidade, caso existirem – como este serviço da Universidade de Sydney –, e solicite uma assistência na sua procura. Eles podem fornecer contatos confiáveis, tabelas de valores, acesso a banco de dados, etc. Só não se esqueça de conversar apenas com proprietários e locadores certificados.

 

5. Você conhece algum imóvel que ficará vago em breve?

 

Outra forma de usar as redes sociais a seu favor é participar de grupos de estudantes da sua universidade e de outras instituições da mesma cidade no Facebook ou Google Plus a fim de acompanhar os posts de anúncio de lugares vagos. O objetivo é encontrar alguém que esteja se mudando ou tenha se mudado recentemente deixando uma vaga no imóvel – casa ou apartamento – e esteja à procura de um novo inquilino.

 

Esta é uma forma de encontrar lugares compartilhados por outros estudantes e também ter a oportunidade de conversar com alguém com experiência pessoal no lugar para tirar suas dúvidas e responder suas perguntas com honestidade.

 

6. Onde você vai ficar até achar um lugar definitivo?

 

Apesar de ser a situação ideal, nem sempre é possível encontrar um lugar definitivo para morar antes de viajar para o exterior. Se este for o seu caso, será necessário reservar uma acomodação provisória até se decidir pela sua moradia no exterior. Não se preocupe, isso é bem comum! No entanto, nos primeiros dias, achar a sua acomodação definitiva deverá ser a sua prioridade – ou seja, longos dias acessando banco de dados, redes sociais, conversando com sua universidade e outros estudantes, e também visitando possíveis imóveis.

 

Enquanto isso, você pode se hospedar em um hotel, albergue ou Airbnb por preços camaradas, dependendo do seu orçamento disponível para estes primeiros dias de acomodação temporária. Duas opções mais econômicas seriam ficar alguns dias na casa de algum amigo ou conhecido, se possível, ou então em um couchsurf – quando você fica de graça na casa de nativos. Se esta for a sua opção, aconselhamos que use sites oficiais de confiança, que disponibilizem a avaliação e certificação dos hosts, a fim de encontrar um local seguro, como, por exemplo, o Couchsurfing e Hostelworld.

 

A sua segurança

 

7. Há casos de golpes na região?

 

Embora não seja recorrente, principalmente em cidades conhecidas por sua segurança, é sempre aconselhável ter precaução na procura por uma acomodação para não se envolver com casos de golpes ou fraudes (ou scams em inglês). Desconfie de preços muito baixos, depósitos adiantados sem antes conhecer o imóvel, entre outros detalhes que possam entregar um vigarista.

 

Um bom ponto de partida é pesquisar por casos recentes de golpes no mercado imobiliário da região, especialmente entre estudantes universitários, para começar a sua busca bem-informado. Estas informações podem ser encontradas em sites oficiais do governo do país, como esta página da Austrália.

 

É muito comum entre estudantes usar sites de banco de dados ou classificados como o Craiglist para encontrar lugares vagos. Há diversas formas de propagandas enganosas nestes endereços, como anúncios fraudulentos, imóveis inexistentes e tentativas de extrair dados financeiros do usuário. Portanto, toda precaução é pouca ao usar estes serviços!

 

8. Este site é confiável?

 

Ao visitar qualquer site de imóveis para alugar, verifique a legitimidade das informações, empresa ou organização. O site aparenta ser bem-mantido e atualizado? Há depoimentos reais de outros clientes? Não vale aquelas avaliações genéricas claramente inventadas pela empresa em que tudo parece perfeito!

 

A empresa ou corretor tem parceria com universidades? Isso pode ser um sinal de confiança. Eles te fornecem o contato de outros estudantes que já utilizaram os serviços para que você converse com eles pessoalmente? Outro sinal de confiança. Ou então, você mesmo pode pesquisar o nome da empresa ou corretor no Google e com certeza encontrará informações e feedback que te ajudarão a checar se o serviço é confiável.

 

9. Com quem você está falando?

 

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Se você estiver conversando com algum agente ou corretor por email, procure saber mais sobre a pessoa. Ela está usando um email oficial da empresa (ao invés de um endereço pessoal genérico do Gmail ou Hotmail)? Há uma assinatura oficial no final das mensagens, com as informações de contato e logo da empresa?

 

Agora, se o seu contato for um estudante, faça questão de procurá-lo em redes sociais (é bem facinho de perceber quando uma conta é falsa) e até mesmo de encontrá-lo para uma conversa pessoal em um lugar seguro e movimentado antes mesmo de visitar o imóvel. Se o seu primeiro contato com ele será na casa/apartamento, leve alguém com você para a visita.

 

10. A pessoa parece muito interessada no seu dinheiro?

 

Atente-se à linguagem, vocabulário e abordagem do corretor, agente ou estudante. Estão excessivamente focados no valor a ser pago ou demandam que você faça pagamentos o quanto antes possível? Eles estão sendo insistentes demais ou soando um tanto chantagistas? (“Se você não fechar o negócio até amanhã, vamos oferecer a vaga à outra pessoa.”)

 

Você não deve nunca transferir dinheiro a alguém com quem você não tenha conversado pessoalmente ou pelo menos por telefone. Há diferentes esquemas para proteger de fraudes o estudante e até mesmo os agentes, como o Esquema de Proteção de Depósito do Reino Unido, que só libera o dinheiro quando ambas as partes estiverem satisfeitas com o acordo.

 

Ao encontrar a acomodação

 

11. Você visitou a propriedade pessoalmente?

 

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Embora seja aconselhável encontrar apenas anúncios que ofereçam fotos do local, nós recomendamos que não assine um contrato ou faça qualquer transferência de dinheiro enquanto não tenha visitado a propriedade pessoalmente. Não se baseie apenas em descrições, fotos e a palavra do proprietário. Essa é uma regra padrão para acomodações fora do campus que certamente será respeitada por agentes e corretores confiáveis.

 

Compare a descrição com as imagens disponíveis. Há alguma parte da casa ou apartamento que está sendo propositalmente escondida? O site deve conter fotos nítidas de áreas importantes, como quarto, cozinha e banheiro. Se não conter, peça por elas e, quem sabe, até mesmo pela planta do imóvel.

 

Pelo Google Maps, você consegue ver o exterior da propriedade e ter uma ideia dos arredores (a rua, as casas vizinhas, mercados e lojas por perto, iluminação do bairro, etc.).

 

12. Você já viu opções suficientes?

 

Pode ser tentador fechar logo a primeira opção com medo de não encontrar nada melhor o quanto antes possível. Mantenha a calma e a paciência. Agende várias visitas no mesmo dia, se possível, e conheça no mínimo três lugares pessoalmente em áreas diferentes antes de fechar qualquer negócio. Isso proporcionará uma ampla base para tomar uma decisão bem-informada.

 

13. Você sabe o preço exato a ser pago?

 

Um dos desacordos mais comuns entre proprietário e locatário é assinar contratos sem ter uma ideia real do quanto custará alugar o imóvel, o que pode gerar surpresas bem desagradáveis ao estudante. Isso não é necessariamente culpa de quem assina o contrato sem se atentar aos detalhes, porque há muitos jargões legais nem sempre facilmente compreensíveis.

 

Por isso, é aconselhável pedir ajuda para analisar o contrato a amigos ou parentes que estejam mais familiarizados com a linguagem da área e possam explicar as regras do contrato para você. Leia até as letras miúdas no fim das páginas!

 

A mudança

 

14. O que os medidores dizem?

 

O que está indicado no medidor de gás, força e água no momento da mudança? Faça essas anotações para compará-las aos dados do dia em que você deixar a propriedade. É preferível ainda tirar fotos dos medidores nestes dois momentos distintos para ter como prova.

 

15. Há algo quebrado na propriedade?

 

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Tudo que constava no contrato está de acordo na propriedade com a sua chegada? Verifique móveis, utensílios e outros itens, como chuveiros, torneiras, encanamentos, pisos, etc. Se não estiverem como deveriam e sejam importantes para a integridade da propriedade como prometido, considere solicitar uma dedução no valor do aluguel caso o proprietário não possa atender à situação de imediato.

 

Ao se mudar, faça um inventário do local, anotando e tirando foto de qualquer detalhe, falha ou dano atual à propriedade para que o locador esteja ciente de tudo. É importante avisá-lo sobre a condição exata do imóvel na sua chegada para que saibam que as falhas ou danos não foram causadas por você. O ideal é enviar o inventário por email para que fique registrado caso precisar de uma comprovação com o término do contrato.

 

Encontrou a sua acomodação fora do campus?

 

Você já passou pela experiência de procurar por acomodações no exterior fora de um ambiente de um campus universitário, conta pra gente como foi? Quais recursos você usou? Você recebeu ajuda da sua escola? Como encontrou a opção ideal?

 

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SOBRE O AUTOR

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Brenda Bellani é editora de conteúdo e tradutora do Hotcourses Brasil. É formada em Jornalismo e especializada em Língua Inglesa e Tradução pela UNIMEP. Já morou 18 meses nos Estados Unidos como au pair e é apaixonada por viagens. Como hobby, ela mantém um blog sobre livros e tradução e é dona de uma lista infinita de livros-que-quer-ler.