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Estude no exterior : Inscrevendo-se em uma universidade

4 coisas em comum entre quem já estudou no exterior

Depois de entrevistar ex-intercambistas brasileiros por anos foi possível identificar características em comum que podem te ajudar a estudar no exterior.

4 coisas em comum entre quem já estudou no exterior

Já entrevistamos muitos brasileiros que conseguiram realizar o sonho de estudar no exterior pelo mundo inteiro de diversas maneiras, em países, duração, cursos e propósitos diferentes. Podemos dizer que, depois de todas estas conversas, identificamos algumas características e ações em comum entre eles.

 

Não queremos generalizar – de jeito nenhum! Mas observar e analisar são sempre uma excelente forma de aprender com quem já trilhou o caminho que gostaríamos de seguir, entender os erros e acertos para criar o nosso próprio jeitinho. Vamos lá?

 

1. Economizar dinheiro e planejar orçamento

 

Não tem como esse não ser o primeiro fator. Sim, muita gente que consegue estudar no exterior tem uma boa condição financeira ou a ajuda de alguém para bancar os gastos. Mas também tem algo a ser considerado: o planejamento do orçamento.

 

Para uma experiência com um investimento razoável, a economia é real. Aos 21 anos, o administrador Rafael Obici, por exemplo, conseguiu estudar em Dublin por seis meses para aprender o inglês do zero. “Eu poupei grana para passar por essa experiência sem precisar trabalhar”, conta na entrevista. Mas não é apenas a economia prévia – ela acontece também durante o intercâmbio. “Sempre fui uma pessoa moderada com os gastos, então o valor pode subir consideravelmente dependendo do seu modo de vida”, explica Rafael.

 

A mesma coisa aconteceu com a psicóloga Giuliane Alves, que morou em Dublin por quatro anos antes de se mudar para a Holanda. “Meus planos eram de ficar em Dublin por apenas sete meses que era o tempo para completar o curso de inglês. Para isso, eu tinha uma poupança que me permitiu focar só nos estudos e não precisei trabalhar nesse período”, conta. “Quando decidi estender minha estadia foi quando comecei a trabalhar.”

 

Leia a entrevista com a Giuliane Alvez.

 

Se você se pergunta como isso é possível, nós temos mais uma entrevista para te recomendar: a Juliana, do blog Virando Gringa, já ganhou três bolsas de estudo e morou em cinco países diferentes. Como? Economizando muito, priorizando os gastos e planejando orçamento com cuidado. Ela tem muitas dicas boas sobre esse aspecto!

 

O planejamento também pode significar saber o momento certo de comprar a moeda estrangeira. Saiba mais sobre isso aqui.

 

2. Preparar-se com antecedência

 

Timming é tudo. Quando dizemos que você precisa de anos de preparo, não estamos exagerando. Os processos seletivos no exterior, especialmente para graduações, pós-graduações e bolsas de estudo, são muito concorridos e exigentes.

 

O ideal é manter um bom desempenho constante durante o ensino médio (e, caso você já tenho ensino superior, durante esse curso também). Outra coisa: a não ser que você pretenda estudar inglês ou outro idioma no exterior, você terá de prestar uma prova de proficiência a fim de demonstrar ter fluência adequada. Tudo isso requer preparo e, de novo, muito planejamento.

 

“O processo seletivo foi muito rigoroso, onde concorri com estudantes do mundo todo”, lembra Gustavo Schmidt, que conseguiu uma bolsa de estudo para fazer o seu mestrado de Relações Internacionais na Jilin University, na China.

 

Além disso, a própria inscrição no exterior exige alguns meses de antecedência. Você vai precisar de tempo suficiente para providenciar com calma todos os documentos obrigatórios e a tradução para o inglês, escrever sua carta de motivação, conseguir cartas de referência e qualquer outro requisito da universidade.

 

Como pode ver na entrevista com o Gustavo, a lista era longa!

 

3. Dedicar-se ao aprendizado

 

Ainda no caso do Rafael: “O aprendizado vai depender única e exclusivamente de você. Eu fui sem saber absolutamente nada. Estudava de manhã na escola e de tarde por conta própria. Depois de seis meses eu conseguia me comunicar de boa com qualquer pessoa e tinha um conhecimento bem satisfatório”.

 

Conseguir viajar é um passo, mas o aproveitamento da experiência é algo que será influenciado pelas suas escolhas. O aprendizado, o orçamento, a imersão cultural e até mesmo o convívio com a host family só depende de você.

 

“Como sou muito tímida, durante as aulas eu ficava mais na minha, falava apenas durante as atividades, então chegar em casa e ter esses momentos com a minha host family me ajudou muito a desenvolver o idioma”, relata Paula Herrera, que estudou francês e inglês em Montreal, Canadá, sobre a grande amizade desenvolvida com a sua host family, que a acolheu como parte da família.

 

Estar aberto aos costumes, às novas amizades e até mesmo aos perrengues são essenciais. E, claro, ter em mente que o mais importante são os estudos, por mais que você consiga viajar e aproveitar outras atividades fora das salas de aulas.

 

“Meus professores me faziam estudar muito, muitas vezes não saía de casa porque não dava tempo de terminar toda a lição”, lembra Carolina Caetano sobre o curso de mandarim na Hubei University, na China. “No dia seguinte eles checavam se eu havia feito minha tarefa, o sistema de ensino é muito rígido quando comparado com o brasileiro.”

 

4. Procurar por toda e qualquer oportunidade

 

Pouca gente sabe, mas há inúmeras oportunidades de estudar no exterior, inclusive bolsas de estudo que acabam inutilizadas por falta de interessados ou porque ninguém tinha os requisitos adequados.

 

Uma característica essencial em quem estuda no exterior é ser curioso e teimoso, no melhor sentido. É saber onde pesquisar, ler (ler, ler e ler muito) em sites, blogs, redes sociais. Procurar fontes oficiais como consulados e embaixadas, órgãos de promoção do ensino do país, etc.

 

Natasha Briguet já tinha em mente o desejo de realizar uma pós-graduação no exterior, especialmente por ser formada em Comércio Internacional. “Há diversas opções diferentes para quem pretende estudar fora, inúmeras bolsas, cursos e países. No entanto, sabia que tinha que escolher o curso o qual eu mais me identificaria e que pudesse gerar impacto verdadeiro na minha carreira”, explica.

 

Por ter feito uma pesquisa minuciosa e saber exatamente o que ela queria para o seu futuro, ela optou pela University of Warwick e conseguiu ser selecionada pela bolsa Chevening Scholarship. Ela fez o mestrado com tudo pago.

 

Já Carolina Nunes não só economizou por três anos como optou primeiro por um programa de au pair. Enquanto trabalhava nos Estados Unidos, guardou mais dinheiro, aprimorou a proficiência na língua inglesa e, como resultado, conseguiu se matricular em uma Community College. Depois, concluiu o bacharelado em uma universidade.

 

“Minha dica é: aplique para todos os lados por scholarship, quem sabe uma dá certo. Qualquer mil dólares é uma ajuda”, aconselha.

 

Leia a entrevista da Carolina na íntegra.

 

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