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Como viajar com o seu pet em avião

Quais são as regras para levar seu cachorro ou gato no avião em uma viagem nacional ou internacional?

Como viajar com o seu pet em avião

As regras para levar o seu pet com você em uma viagem de avião, seja de turismo ou uma mudança de cidade ou país, variam amplamente por uma série de fatores. Cada companhia aérea oferece serviços diferentes e as leis variam de acordo com país e região. Portanto, o primeiro passo sempre será entrar em contato com a empresa e, em caso de voos internacionais, com a embaixada do país de destino para averiguar todas as medidas que devem ser tomadas e documentos a providenciar.

 

Curiosidade: O único animal que não pode ser transportado por ar é a girafa!

 

Regras gerais: Associação Internacional de Transportes Aéreos

 

Viajar com cachorro no avião - Hotcourses Brasil

 

A primeira dica da Associação Internacional de Transportes Aéreos (International Air Transport Association – IATA) é preferir voos de dia de semana, quando as empresas estão trabalhando com a equipe completa, para melhor atendê-lo. Algumas companhias aéreas restringem o número de animais por voo, portanto, quanto antes possível você puder acertar todos os detalhes da sua viagem, melhor.

 

A segunda dica é que evite viajar com cães de nariz achatado, como pug, buldogue, shih tzu, lhasa, boxer, bull terrier e chow chow, em épocas muito quentes. Essas raças têm dificuldade em manter a temperatura corporal normal em climas quentes e isso pode ser perigoso para o seu cachorro durante o voo.

 

De maneira geral, o bicho deve ter no mínimo oito semanas e ser totalmente desmamado para viajar de avião, embora essa regra possa variar entre empresas. A IATA orienta a alimentar o seu pet com uma refeição leve e pouca água duas horas antes de partir, para não haver enjoos. A recomendação é que eles não comam durante o voo, mas bebam água regularmente.

 

Além disso, a IATA aconselha a não usar sedativos e tranquilizantes no animal tanto para transporte na cabine quanto no porão devido aos possíveis efeitos adversos que possam ter durante a viagem.

 

É importante notar também que as regras são alteradas de acordo com as estações do ano do seu destino. Voos para Nova York e Boston, por exemplo, durante os meses de inverno não levam animais no bagageiro devido aos riscos de baixas temperaturas.

 

Há também restrições quanto ao transporte de algumas raças específicas no bagageiro. Nesse caso, poderão viajar na cabine, desde que atendam a todos os requisitos.

 

Tudo isso deve ser verificado antes da viagem pelo passageiro.

 

O tamanho do seu pet e caixas de transporte

 

Viajar com cachorro no avião

 

Apenas cachorros e gatos de pequeno porte podem viajar dentro da cabine, embora algumas companhias proíbam a viagem de qualquer tipo de animal junto aos passageiros, os transportando como “bagagem especial” no porão, em um ambiente aquecido e ventilado.

 

Segundo a IATA, essa forma é a mais recomendada de viagem aérea para cães e gatos, por ser mais silenciosa e eles podem descansar em um local escuro.

 

Os animais precisarão de uma caixa de transporte adequada, do tamanho certo com espaço suficiente para que se movimentem, sentem-se e/ou fiquem em pé em posições naturais.

 

 As medidas informadas pela IATA são as seguintes:

 

  • A: O comprimento do animal deve ser medido da ponta do nariz à ponta da cauda.
  • B: A altura do animal deve ser medida do chão ao cotovelo.
  • C: A largura do animal deve ser medida de ombro a ombro ou do ponto mais largo.
  • D: A altura do animal de pé, em posição natural, deve ser medida do topo da cabeça ou da ponta da orelha até o chão.

 

Depois de ter todas essas medidas, você deve fazer essa conta:

 

A + ½ B = Comprimento C x 2 + Largura D = Altura

 

O resultado é o tamanho que a caixa de transporte precisa ter. Para as raças citadas acima, de nariz achatado, o carregador deve ser 10% maior.

 

A IATA orienta a entrar em contato com a companhia aérea para verificar as regras em relação às caixas de transporte de animais, mas avisa que não aprova, vende ou recomenda nenhuma marca ou produto específico. Por isso, fique atento a qualquer oferta fraudulenta de companhias aéreas que reivindiquem o contrário e usem o nome da IATA para vender caixas de transporte de marcas selecionadas.

 

Viagens com pet para a Europa

 

A Comissão Europeia tem uma série de regras para viajar com o seu pet (movimento não-comercial) do Brasil (ou qualquer país do Terceiro Mundo) para a Europa:

 

  • O animal precisa da implantação de um microchip;
  • Passar por vacinação contra raiva realizada há pelo menos 12 semanas por um veterinário autorizado;
  • Passar por teste de anticorpos contra raiva com uma amostra colida por um veterinário autorizado pelo menos 30 dias após a data de vacinação e três meses antes da data de circulação;
  • Passar por tratamento contra o Echinococcus multilocaris;
  • Ter um Certificado de Saúde Animal e declaração sanitária do animal.

 

Saiba mais sobre isso aqui.

 

Viagens com pet para os Estados Unidos

 

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos exige que os cães estejam em boa saúde e passem por vacinação antirrábica com no mínimo quatro semanas de antecedência à viagem. Os animais adultos devem ter um histórico comprovado de vacinas contra raiva regulares contendo todas as informações do cachorro (nome e endereço do dono, raça, sexo, idade aproximada, cor, etc. sobre o bicho).

 

Você deverá providenciar a tradução de todos estes documentos obrigatórios para o inglês.

 

Nos Estados Unidos, cada estado possui leis diferentes. Portanto, é essencial verificar as regras específicas do destino para o qual você estiver viajando com o seu pet.

 

Saiba mais sobre isso aqui.

 

Viagens com pet para o Canadá

 

O Canadá não exige que pets tenham microchip ou tatuagem de identificação. (Apenas os animais importados comercialmente, para pesquisa científica, shows e exibições ou adotados do exterior precisam da chip eletrônico).

 

A partir dos três meses de idade, o cachorro precisa de uma vacina antirrábica. Ao aterrissar no Canadá, o animal pode passar por uma inspeção antes de a entrada ser autorizada, para verificar os documentos de vacinação e a sua saúde. Caso aconteça, será cobrada uma taxa de C$ 30,00.

 

Gatos a partir de três meses vindos do Brasil também precisam de um Certificado de Vacinação Antirrábica emitida e assinada por um veterinário licenciado, traduzida para o inglês ou francês, e que indique a data da vacina e duração da imunidade.

 

Saiba mais sobre viajar com cães e gatos para o Canadá.

 

Conexões

 

Se o seu voo tiver conexões em países ou estados diferentes, você também precisa averiguar as leis desse local para poder transitar com o seu animal.

 

Viagens nacionais dentro do Brasil

 

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) informa que a contratação e procedimento de despacho para transporte de animais são definidos pelas próprias empresas aéreas.

 

“Verifique com a empresa quais são as regras para o transporte de animais domésticos, que poderá ser autorizado no interior ou no porão da aeronave. De acordo com o porte ou a raça, o animal terá que usar focinheira para ter acesso ao terminal do aeroporto. Além das regras da empresa aérea, pode haver exigências de outros órgãos para o transporte de animais domésticos que variam de acordo com o tipo de viagem, seja doméstica ou internacional”, informa o site oficial da ANAC.

 

De forma generalizada, para voos internos, o seu animal deve ter entre 5 kg a 10 kg, contando com o peso do carregador, a fim de viajar na cabine.

 

A Latam, por exemplo, exige que o peso total da caixa de transporte com o animal seja de 7kg, com dimensões de 19 cm x 36 cm x 33 cm para carregadores rígidos e 23 cm x 36 cm x 33 cm para carregadores flexíveis. A solicitação de transporte deve ser feita com até 24 horas de antecedência ao voo e o serviço custa R$ 200 (para viagens dentro do Brasil). Se o seu pet exceder esse peso, ele viajará no bagageiro do avião e o serviço custará R$ 500 (até 23 kg) ou R$ 700 (24 kg-32 kg).

 

Na Gol, o cão ou gato é permitido na cabine desde que pese no máximo 10 kg, incluindo a caixa de transporte. Acima desse peso, ele viajará no compartimento de carga do avião. O serviço Pet na Cabine da Gol custa R$ 250,00 para voos domésticos e R$ 600,00 para voos internacionais.

 

A Azul permite o transporte de no máximo três cães e gatos na cabine por voo (um animal por passageiro), contanto que tenham mais de quatro meses, peso máximo de 5 kg (animal e container) e sejam mantidos dentro de caixas adequadas. O serviço custa R$ 250,00.

 

Para viagens internas, o seu pet também precisará de um atestado de vacinação antirrábica se tiver mais de 90 dias de vida, com pelo menos 30 dias desde a primeira aplicação.

 

Animal de apoio emocional

 

Animal de apoio emocional: o que é? - Hotcourses Brasil

 

Cães-guias e outros animais de serviço costumam ser aceitos em voos, desde que estejam acompanhando pessoas com necessidades específicas.

 

Atualmente, há ainda mais uma categoria: os animais de apoio emocional. Estes animais dão assistência a doenças emocionais e psiquiátricas, para fins terapêuticos. Diferente dos cães de serviço, eles não são treinados e o apoio é feito apenas pela presença do bicho, do convívio e companheirismo.

 

Entram nessa categoria, pessoas diagnosticadas com depressão, ansiedade, síndrome do pânico, entre outras. O passageiro precisa apresentar um atestado ou avaliação oficial de um profissional da saúde mental para poder viajar com o seu animal.

 

Cada empresa aérea também tem regras específicas para estes casos. No Brasil, as companhias só permitem a presença de animais de apoio emocional na cabine, caso não se enquadrem nas regras gerais de peso e tamanho, apenas em voos de destino aos Estados Unidos – país onde qualquer tipo de animal considerado de apoio emocional é protegido por lei.

 

A Azul, inclusive, só aceita cães como animais de apoio emocional.

 

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