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Estude no exterior : Perspectivas profissionais

5 empregos que não existiam há 10 anos

Cinco carreiras que surgiram e/ou se popularizaram na última década com o avanço da sociedade e tecnologias.

5 empregos que não existiam há 10 anos

Algumas pessoas sabem exatamente qual tipo de carreira elas querem ter antes mesmo de entrar na faculdade, enquanto outras não tem ideia alguma. E está tudo bem em ambos os casos. Escolher um curso acadêmico pode ser mais fácil se você já sabe o que quer, mas novas funções surgem o tempo todo a cada ano. Por isso, também é difícil prever o futuro e quais opções estarão disponíveis quando você se formar.

 

As cinco carreiras a seguir, por exemplo, não existiam há dez anos. São apenas alguns exemplos de oportunidades que surgiram ao longo do tempo com o avanço do conhecimento, das tecnologias e da sociedade como um todo.

 

E isso também nos faz nos questionar: quais empregos serão populares em 2030?

 

1. Produção de podcast

 

Produção de podcast é uma carreira que se popularizou nos últimos dez anos.

 

Embora os podcasts já existam há mais de dez anos, com início acontecendo aproximadamente em 2004, argumenta-se que a sua popularidade decolou nos últimos anos. As pesquisas no Google pela palavra “podcast” aumentaram de 2.750 em 2005 para 100.000.000 em 2015.

 

Segundo o site TecMundo, o podcast é uma “forma de transmissão de arquivos multimídia na internet criados pelos próprios usuários”. São áudios disponibilizados em diferentes plataformas em que os criadores falam sobre algum tema específico, recomendam listas e seleções, ensinam algo sobre o qual têm domínio, fazem entrevistas ou simplesmente conversam entre si. Há opções para todos os gostos, de culinária e literatura à história e curiosidades gerais.

 

De fato, atualmente há mais de 850.000 podcasts ativos no mundo e 30 milhões de episódios compartilhados. Sim, qualquer pessoa pode fazer um podcast. Mas o processo profissional de produção envolve roteirização, gravação, edição e muito mais. Por trás de cada podcast, há uma equipe de produtores, engenheiros de áudios, editores, apresentadores e até publicitários.

 

Profissionais formados em Jornalismo, Publicidade, Marketing, Rádio e TV, Cinema & Televisão conseguem construir carreira na produção de podcasts. E como essa é uma indústria criativa com previsões de crescimento, ela ainda tem potencial para gerar muitas oportunidades.

 

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2. Aconselhamento genético

 

Você já imaginou ser capaz de prever quais doenças e condições está propenso a desenvolver? Isso já é possível. O aconselhamento genético existe há dez anos, mas o escopo da análise e a sofisticação dos métodos evoluíram imensamente nos últimos dez anos. Avanços constantes nas pesquisas genéticas tornaram essa profissão uma área da Medicina em desenvolvimento contínuo e que ainda tem muito a inovar.

 

Um conselheiro genético explica aos pacientes resultados de testes genéticos complexos, ajudando-os a compreender quaisquer questões hereditárias que possam necessitar de tratamento. Esse aconselhamento médico auxilia as pessoas a detectar doenças precocemente e a encontrar tratamentos adequados. Portanto, consequentemente, é um ramo que salva muitas vidas.

 

Segundo o site Brasil Escola, geralmente o “aconselhamento genético é indicado para pessoas com histórico de câncer ou doenças degenerativas em parentes próximos”. Além disso, para quem está considerando ter filhos, ele também “é indicado para casais com idade avançada, portadores de alguma doença genética ou com filhos que possuem malformações e/ou anomalias”. Os resultados dos exames genéticos apontam a probabilidade de transmitirem alguma patologia e, assim, ajudam na decisão sobre o futuro reprodutivo do casal.

 

Para trabalhar nesse ramo, primeiramente você precisará de um bacharelado relacionado à ciência, como Biologia, e depois poderá se especializar em Aconselhamento Genético com programa de especialização ou mestrado.

 

3. Influenciadores do Instagram

 

Os famigerados influencers do Instagram têm sido muito debatidos esse ano à exaustão e talvez não seja uma carreira que você considere possível, mas ela não pode ser ignorada em uma lista de profissões que surgiram nos últimos dez anos.

 

Não estamos falando de famosos como Ariana Grande e Kylie Jenner, que ganham US$ 1 milhão por postagem. O Instagram se tornou um espaço para “pessoas comuns” ganharem a vida. Criado em 2010, ele agora é propriedade do Facebook. A rede social atrai um bilhão de usuários a cada mês, tornando-se uma das mídias mais populares e bem-sucedidas do mundo.

 

De acordo com a Fox Business, um microinfluenciador chega a ganhar entre US$ 20.000 e US$ 100.000 por ano com posts pagos no Instagram. Claro, isso depende do alcance e da adesão do seu público, mas existem, de fato, oportunidades de ganhar dinheiro e promover um negócio pela rede social.

 

Como funciona ser microinfluenciador no Instagram

 

A consultoria de negócios YOUPIX define microinfluenciadores como pessoas que “concentram uma audiência menor do que as grandes celebridades”. Segundo eles, há uma diferença entre evidência e influência no Instagram. “Para evidenciar, precisamos de muitos seguidores e audiências (FAMA), para influenciar, precisamos de engajamento e voz ativa dentro de um grupo fiel (PROXIMIDADE)”, explica o site da consultora. O que os microempreendedores que conseguem construir uma carreira na mídia fazem muito bem é se engajar com o se público, criando uma conexão verdadeira.

 

Mesmo que não seja a sua intenção se tornar um influencer e depender da sua imagem pessoal para construir a sua carreira, a popularidade do Instagram reflete a importância dessa plataforma para marcas e empresas. A maioria dos cursos de Marketing e Negócios agora considera o Instagram na grade curricular por ter se provado um meio bem-sucedido de interagir com diferentes públicos.

 

Atualmente, você pode, por exemplo, estudar um mestrado de Marketing Digital e de Mídia Social na University of Plymouth, do Reino Unido, pelo qual aprenderá a examinar a relação entre mídia social e estratégias de marketing.

 

Mas também deixamos aqui uma reflexão: até quando as carreiras no Instagram serão possíveis? Todos os anos, novas mídias surgem e há sempre um candidato em potencial para se tornar a nova rede social do momento, que levará os usuários – e com eles, as práticas de marketing e influência – a migrar de plataforma.

 

Isso nos leva à próxima profissão...

 

4. Gestão de mídia social

 

Dez anos atrás, as mídias sociais estavam em seus estágios iniciais. Agora, o uso das redes é uma das formas mais populares de atividade online, de acordo com o Statisa 2020.

 

Em 2010, o Facebook tinha 400 milhões de usuários. Nove anos depois, a rede recebe 2,45 bilhões de usuários mensais. Esse crescimento reflete a nova demanda por executivos ou administradores de redes sociais a fim de ajudar as marcas a alcançar diferentes públicos, publicar conteúdos relevantes e formar comunidades online.

 

Nessa posição, você gerenciará diferentes contas em mídias sócias; criará conteúdo, como infográficos e vídeos; editará imagens; criará postagens alinhadas com os objetivos dos negócios da empresa ou marca; interagirá com o público; etc.

 

Essas responsabilidades, em muitos casos, foram agregadas à carga de trabalho de funções já existentes. Porém, com a crescente demanda por uma presença consistente e ativa nas redes sociais, mais empresas agora percebem a necessidade de uma pessoa ou até mesmo de uma equipe inteira para gerenciar essa área.

 

5. Desenvolvedores de aplicativos

 

Em 2008, a Apple lançou 500 aplicativos que receberam mais de dez milhões de downloads em apenas alguns dias. Atualmente, os aplicativos são presenças constantes em todos os aspectos da nossa vida, do entretenimento, como jogos e séries, até para fins práticos, como transações bancárias e exercícios.

 

Os apps transformaram a maneira como usamos as informações, nos ajudando a economizar nosso tempo e também proporcionando uma experiência tranquila e sofisticada. E tudo isso não seria possível sem os desenvolvedores de aplicativos.

 

Esses profissionais usam códigos para criar aplicativos, trabalhando com designers de apps e equipes de experiência do usuário. Normalmente, para trabalhar nesse ramo, será necessária uma formação em Ciência da Computação, com especializações ou um mestrado que foque na área de desenvolvimento de aplicativos.

 

Com uma demanda tão rápida, os desenvolvedores podem permanecer necessários por muito tempo. No entanto, como as tecnologias evoluem tão rápido quanto, não há como prever como o setor e os empregos nas áreas estarão a daqui dez anos.

 

Leia também:

 

(Texto original de Lizzie Horrocks publicado no site Hotcourses Abroad. Tradução e adaptação por Brenda Bellani.)

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