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5 universidades empenhadas na compreensão e combate ao Covid-19

As universidades têm um papel enorme nesse momento de crise, com cientistas e pesquisadores de inúmeras áreas e do mundo todo empenhados no combate à pandemia do coronavírus

5 universidades empenhadas na compreensão e combate ao Covid-19

Com a disseminação do novo coronavírus – o Covid-19 – pelo mundo, pesquisadores, cientistas, estudiosos, autoridades da saúde, inovadores e decisores políticos de todas as partes têm corrido contra o tempo para encontrar maneiras de estudar, conter e curar a doença. Enquanto o planeta passa por uma situação sem precedentes, a certeza que volta à tona é da importância dos estudos e da pesquisa pelo bem da sociedade como um todo.

 

E as universidades têm um papel enorme nesse momento. Desde o comecinho da pandemia (ou mesmo antes dela, pois já há diversos estudos sobre os outros coronavírus), instituições de ensino superior e os seus respectivos acadêmicos de todas as áreas imagináveis têm contribuído à luta coletiva contra esta e futuras crises graves de saúde pública.

 

Para exemplificar estes trabalhos revolucionários e de valor inestimável, reunimos a seguir cinco importantes participações de universidades do mundo na compreensão e combate ao Covid-19.

 

No Dia Mundial da Educação, esta é a nossa forma de homenagear as pessoas que dedicam suas vidas ao ensino, aprendizado e pesquisa. Não nos esquecemos nunca, especialmente em tempos como o que estamos vivendo, do poder transformador da educação e o seu impacto na sociedade.

 

5 universidades na batalha contra o coronavírus

 

1. Swinburne University of Technology - Austrália

 

Os cientistas da Swinburne University of Technology estão desenvolvendo uma pesquisa para avaliar a saúde mental dos australianos em meio à pandemia do Covid-19. Conduzido mensalmente, o projeto acompanhará alguns australianos durante o progresso da situação do coronavírus. Os participantes compartilharão suas principais preocupações relacionadas à pandemia e como elas têm afetado sua saúde mental e bem-estar.

 

A pesquisa é online e aberta a quem quiser participar, desde que tenha mais de 18 anos e more na Austrália no momento. No início de cada mês, esta página reabre por 48 horas e os participantes só precisam acessá-la e responder as perguntas.

 

“Nós notamos muito estresse em relação ao Covd-19, mas gostaríamos de entender exatamente de onde ele está vindo e como as pessoas estão reagindo à situação atual”, explica Susan Rossell, professora e pesquisadora do Centro de Saúde Mental da Swinburne.

 

“Quais são as principais questões que as pessoas estão enfrentando? Elas estão preocupadas com a questão financeira? Com suas famílias? Com seus amigos? Há muita discussão na mídia sobre as razões para as pessoas estarem preocupadas, mas ainda não as capturamos amplamente. Há uma necessidade urgente e crescente de entendê-las por meio da pesquisa.”

 

Com início em abril de 2020, o projeto se prolongará por vários meses. Os resultados desta pesquisa serão usados para informar futuras políticas públicas e tomadas de decisões a fim de ajudar a população da Austrália a partir de uma compreensão ampla da saúde mental nacional nesse período.

 

2. Oxford University – Reino Unido

 

A Escola de Governo Blavatnik da Oxford University criou uma ferramenta que rastreia e compara as respostas das políticas governamentais à crise do coronavírus pelo mundo inteiro.

 

O objetivo do Oxford COVID-19 Government Response Tracker (OxCGRT) é ajudar pesquisadores, tomadores de decisões e cidadãos a ter acesso a informações sobre como governadores estão reagindo à crise; compreender os fatores por trás de diferentes decisões políticas; e comparar e avaliar a eficácia dos isolamentos sociais ao diminuir a velocidade do processo de disseminação da doença.

 

Atualmente, o OxCGRT já inclui dados de 104 países diferentes, como China, Coreia do Sul, Estados Unidos, Reino Unido, Itália e até do Brasil. Embora não conte a história completa, o índice inventado pela Oxford reúne dados suficientes para examinar a resposta dos países e entender quais medidas foram mais eficazes em determinados contextos e por quais razões.

 

Em última análise, isso pode orientar governantes e profissionais de saúde pública na tomada de decisões em prol da sociedade.

 

Essa é uma das diversas iniciativas de pesquisas relacionadas ao coronavírus na Oxford University. Desde janeiro, o Grupo de Vacina da Oxford, juntamente ao Jenner Institute, tem trabalhado no desenvolvimento de uma vacina para prevenir o Covid-19. No momento, a equipe de pesquisadores já encontrou uma vacina em potencial que está na primeira fase de testes clínicos.

 

3. University of Washington – Estados Unidos

 

O Laboratório de Virologia (Virology Lab) da Universidade de Washington em Seattle tem aplicado testes que detectam se a pessoa já havia sido infectada pelo novo coronavírus de 2019. Eles se diferem dos demais testes de diagnóstico da doença por identificarem os anticorpos – as proteínas criadas pelo sistema imunológico em resposta à presença do vírus no corpo – e não o vírus real. Os anticorpos tipicamente servem para proteger o organismo de ser infectado de novo pela mesma doença para a qual o seu sistema imunológico os produziu.

 

A maioria dos testes já disponíveis detecta se o paciente está atualmente infectado pelo vírus, mas não é capaz de identificar se uma pessoa saudável já esteve, em algum momento, infectada pelo coronavírus, considerando que muitas pessoas nem mesmo sentirão os sintomas da doença. A ideia original é, se de fato comprovada a eficácia do teste, torná-lo amplamente disponível pelo país para que as pessoas com imunidade comprovada possam voltar a trabalhar.

 

Além dos testes, um grupo de pesquisadores da faculdade de Medicina da UW, com a ajuda de voluntários da Microsoft, que também tem sai sede em Seattle, está desenvolvendo um novo aplicativo de rastreamento de contágio que presa pela privacidade dos usuários.

 

O CovidSafe, alimentado com informações de autoridades de saúde pública e equipes de rastreamento, deverá alertar as pessoas que podem ter sido expostas ao coronavírus, mas mantendo todos os envolvidos no anonimato. De maneira geral, o app poderá ajudar as agências de saúde pública a rastrear o vírus com mais precisão e, por consequência, desacelerar a sua propagação pela comunidade.

 

A equipe envolvida na criação do CovidSafe é formada por engenheiros, médicos, profissionais da saúde, designers UI/UX, gerentes de produtos, desenvolvedores, redatores e muito mais, comprovando, mais uma vez, a importância de esforços interdisciplinares.

 

4. Hong Kong University of Science and Technology (HKUST) – Hong Kong

 

A Hong Kong University of Science and Technology (HKUST) criou um revestimento antimicrobiano PECD que esteriliza até 99,99% dos vírus. O seu uso em filtros de partículas do ar em sistemas de purificação de hospitais auxilia no esforço de conter a transmissão do vírus. A tecnologia foi adotada no Hospital Huoshenshan em Wuhan, na China, um centro emergencial construído especificamente para a luta contra a pandemia.

 

A HKUST também desenvolveu um revestimento de polímero antimicrobiano (MAP-1) esterilizador que também mata até 99,99% dos diferentes vírus infecciosos, como sarampo, caxumba e rubéola e é mais resistente que o coronavírus, inclusive o Covid-19. Utilizá-lo em desinfetantes, tintas e, potencialmente, até em roupas e máscaras cirúrgicas poderá fornecer uma proteção duradoura contra a contaminação microbiana em locais públicos.

 

Além disso, vários veículos de direção autônoma criados pelos pesquisadores desta prestigiosa universidade de Hong Kong foram implantados em diferentes cidades mais afetadas na China. Eles são equipados com mapeamento 3D e tecnologias de navegação visual e por sensores em larga escala. Assim, o contato humano é minimizado para limitar os riscos de transmissão da doença.

 

Por fim, talvez o mais curioso: robôs projetados pelos alunos da HKUST foram enviados a hospitais e pontos de quarentena na China para servir alimentos e medicamentos aos pacientes e impedir a contaminação cruzada.

 

5. Trinity College – Irlanda

 

O Instituto de Ciências Biomédicas da Trinity College Dublin, em colaboração com o Instituto de Medicina Translacional da universidade e a Instalação de Pesquisa Clínica do St. James’ Hospital tem mantido um programa de pesquisa chamado Projeto de Imunologia COVID-19 (COVID-19 Immunology Project).

 

Liderada por Aideen Long, professora de Medicina Molecular, e Kingston Mills, professor de Imunologia Experimental, a equipe conta com cientistas e imunologistas trabalhando em pesquisas básicas e aplicadas; e cientistas translacionais e clínicos tratando de pacientes do coronavírus. Além disso, há esforços de especialistas em doenças infecciosas e de doenças respiratórias.

 

O projeto busca desenvolver e aumentar o acesso a novos testes de anticorpos, investigar a resposta imunológica nos pacientes e produzir novos medicamentos e vacinas para o Covid-19.

 

Além do COVID-19 Immunology Project, outras áreas da Trinity College Dublin estão empenhadas em ajudar no combate à pandemia. A start-up Akara Robotics, patrocinada pelo Laboratório de Inovação e Robótica da faculdade, por exemplo, inventou um robô que emite luz ultravioleta (UVC) com a habilidade de desinfetar hospitais e clínicas e matar o coronavírus de maneira rápida e efetiva. Clinicamente comprovado, o Robot Violet consegue eliminar vírus, bactérias e germes nocivos em um tempo muito menor do que os métodos de limpeza comuns.

 

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