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Estude no exterior : Destino de Estudo

Após estudar na Inglaterra e China, Bianca relembra diferenças entre culturas e sistemas de ensino

Bianca conversou com o Hotcourses sobre suas experiências de intercâmbio, as diferenças entre os dois destinos de estudo e as vantagens profissionais de estudar no exterior

Com experiência de estudo na Inglaterra e China, Bianca relembra diferenças entre culturas e sistemas de ensino
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Bianca Camillo Ferreira tem 23 anos e está se formando em Ciências Contábeis. A paulista já estudou por um ano em Cambridge, no Reino Unido, durante o ensino médio, e por um ano e meio em Harbin, na China, para aprender o mandarim.

 

Em entrevista ao Hotcourses Brasil, ela conta como foi a sua experiência e de que forma os intercâmbios ajudaram a sua vida profissional e pessoal.

 

Como conseguiu o intercâmbio na China? Como foi o processo de inscrição?

 

O processo para intercâmbio na China foi bem simples. Para o curso de chinês (non-degree), as universidades exigem domínio do inglês, ensino médio completo e boas condições de saúde. No meu caso, eu descobri as universidades que eu tinha interesse em uma feira de universidades chinesas que acontecia em SP.

 

Escolhi duas universidades e peguei o cartão de visita dos responsáveis, e posteriormente entrei em contato com o International Office das universidades. A universidade que eu escolhi no final, o Harbin Institute of Technology, me enviou o application e, com esse finalizado, me enviou a carta convite para que eu pudesse dar entrada no visto de estudante.

 

E como foi a sua vida de estudante colegial no Reino Unido?

 

A vida de estudante no Reino Unido foi muito interessante. Em geral, as matérias costumavam ser mais fáceis do que no Brasil (por exemplo, ciências, matemática, etc). Mas como meu nível de inglês ainda não era fluente, o fato de eu já ter aprendido essas matérias anteriormente facilitou meu aprendizado da língua.

 

Eu tinha aula o dia todo, se eu não me engano, das 9h às 15h, então acabava comendo na escola (a comida era horrível por sinal). O que era muito interessante é que nem todas as matérias eram obrigatórias, portanto, eu tive direito de escolher quatro matérias optativas. Eu escolhi Francês, História, Food Technology e Media & Film.

 

Food Technology era incrível! Eu tinha que cozinhar uma vez por semana e sempre levava meu prato pra casa. Em Media & Film a gente acabava assistindo filmes frequentemente e discutindo sobre eles.

 

 

De que forma estes dois anos de ensino médio no Reino Unido te preparam para a universidade?

 

Não sei se meu período no Reino Unido (foi apenas um ano) contribuiu diretamente para a entrada na universidade. Mas com certeza me deu mais confiança e maturidade para o período que eu passei na China.

 

Em sua experiência pessoal, quais são as vantagens de ter proficiência nos idiomas estrangeiros inglês e mandarim?

 

O conhecimento dos dois idiomas tem me gerado bons frutos na vida pessoal e na profissional. Meu primeiro emprego eu consegui por causa do mandarim, pois trabalhava em uma empresa chinesa com um chefe chinês. Também, atualmente, uso muito o inglês no trabalho pois tenho vários clientes estrangeiros.

 

Na vida pessoal, o conhecimento dos idiomas me possibilitou viajar e fazer vários amigos pelo mundo. Nas últimas férias, passei quase 40 dias pela Ásia e os idiomas foram fundamentais para que eu pudesse viajar e encontrar velhos amigos.

 

Como estes intercâmbios lhe ajudaram profissionalmente ao longo da sua carreira?

 

O inglês já é um idioma essencial em grande parte das empresas. Portanto o inglês fluente me deu oportunidades de emprego e também dentro do local que eu já trabalho.

 

O chinês me abriu as portas pois é um diferencial. Os recrutadores costumam ficar intrigados com a história de como fui parar na China e valorizam essa experiência.

 

Qual dos dois destinos de estudo você gostou mais? Por quê?

 

É difícil dizer qual destino eu gostei mais pois os dois são bem diferentes. Enquanto na Inglaterra tudo funciona, e existe uma certa formalidade, a China é caótica e a vida é um pouco emocionante. Eu, particularmente, voltei da China apaixonada pela Ásia em geral. Amo a comida, a cultura e a forma de viver.

 

O que fez com que você se apaixonasse pela Ásia? 

 

Eu me apaixonei pelo quão exótica ela é, pela cultura milenar e pelo povo, principalmente os chineses, coreanos e tailandeses, que sempre me receberam tão bem, são muito simpáticos e hospitaleiros. 

 

Quais aspectos culturais você destacaria dos dois lugares em que já morou no exterior, principalmente aqueles que mais se destoam dos brasileiros?

 

Da Inglaterra eu destacaria a pontualidade e a formalidade. E da China a curiosidade dos chineses (eles perguntam tudo, até o seu salário, sem nem pensar) e a hospitalidade.

 

 

Onde você morou durante o seu intercâmbio na China? Como encontrou a acomodação?

 

Eu morei na universidade. As universidades chinesas tem dormitórios dentro do campus. O prédio que eu morava era só para estudantes estrangeiros. Eu dividia um apartamento com duas coreanas e uma tailandesa.

 

Como era o convívio em sala de aula tanto no Reino Unido quanto na China? Você estudou com outros estrangeiros? Os nativos eram acessíveis e acolhedores? E os professores? Há muita diferença entre o Reino Unido e China neste aspecto?

 

Na China, eu só estudava com estrangeiros pois o curso era de chinês. Os estudantes eram em sua maioria coreanos, russos e tailandeses. O convívio era ótimo, e como a maioria deles não falava inglês, a amizade com meus classmates colaborou muito para o desenvolvimento do meu chinês.

 

Os professores eram incríveis! Eram engraçados e faziam o máximo para serem entendidos sem usar o inglês (tudo para melhorar nosso chinês). Também saíam para jantar com a gente, e auxiliavam nos assuntos do dia-a-dia.

 

Na Inglaterra, a maioria das minhas amigas eram estrangeiras, do leste europeu. Os nativos eram acessíveis mas não muito acolhedores, ao contrário da China. Os professores eram mais formais do que no Brasil. Tratávamos todos como "Sir" e o relacionamento não era tão próximo com os alunos como no Brasil.

 

Você recomendaria a experiência de estudar no exterior para outros brasileiros que estão planejando um intercâmbio? Por quê?

 

Sim, recomendaria. Um intercâmbio proporciona muito mais do que o aprendizado de línguas. Você se torna mais independente, tolerante a outras culturas, resiliente e ainda faz diversas amizades! 

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SOBRE O AUTOR

Com experiência de estudo na Inglaterra e China, Bianca relembra diferenças entre culturas e sistemas de ensino

Brenda Bellani é editora de conteúdo e tradutora do Hotcourses Brasil. É formada em Jornalismo e especializada em Língua Inglesa e Tradução pela UNIMEP. Já morou 18 meses nos Estados Unidos como au pair e é apaixonada por viagens. Como hobby, ela mantém um blog sobre livros e tradução e é dona de uma lista infinita de livros-que-quer-ler.

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