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Alunos internacionais desejam vacina e quarentena para estudar no exterior

Nova pesquisa do IDP Connect com estudantes internacionais apontou também que a maioria aceita começar estudos online se houver garantia de transição.

Alunos internacionais desejam vacina e quarentena para estudar no exterior

Os estudantes interessados em estudar no exterior permanecem comprometidos com seus objetivos. Segundo a mais recente pesquisa do IDP Connect, a maioria dos respondentes está disposta a se vacinar e ficar em quarentena para conseguir estudar presencialmente no campus e ter a experiência completa de viver no exterior, apesar dos desafios que a pandemia da Covid-19 ainda tem acarretado.

 

Embora 75% dos alunos entrevistados pelo IDP Connect esperam começar seus estudos conforme planejado, a confiança caiu 5% desde a pesquisa de outubro de 2020, sugerindo que alguns estudantes estão ficando cansados da incerteza e da interrupção prolongada dos estudos presenciais e viagens internacionais.

 

Preferência pela experiência completa no campus

 

Embora tenha havido muito debate sobre se uma oferta online pode realmente substituir a experiência no campus, os resultados da pesquisa reforçaram que os alunos querem o aprendizado tradicional presencial. Apenas 10% dos alunos declararam que iniciarão um curso internacional inteiramente online no seu país de origem.

 

Demonstrando a resiliência dos alunos e a vontade de ter uma experiência completa, 43% dos entrevistados disseram que só começariam os estudos online se o curso passasse para presencial em algum momento.

 

Enquanto 31% dos alunos disseram que iriam adiar seus estudos no exterior até que o ensino presencial fosse possível, 11% permanecem indecisos se eles começariam online ou esperariam pelo ensino presencial. Por fim, 4% responderam que cancelariam suas inscrições se a situação não melhorasse.

 

Pesquisa IDP Connect: estudar no exterior

 

Os entrevistados afirmaram que a impossibilidade de ter uma experiência internacional foi o principal fator que os impediu de começar os estudos apenas online. Trinta e nove por cento dos alunos relataram que provavelmente mudariam de destino se isso significasse poder voltar ao aprendizado presencial mais cedo.

 

Indo mais além, 30% dos entrevistados disseram que mudariam de destino para ter aulas presenciais, mesmo que isso significasse abrir mão de uma oferta de bolsa de estudos no exterior.

 

Maioria tomaria a vacina para estudar no exterior

 

Todas essas descobertas sobre os ânimos e desistências entre estudantes internacionais em meio ao segundo ano da pandemia do coronavírus fazem parte da quarta edição da pesquisa International Student Crossroads do IDP Connect. Ela examinou as atitudes, preferências e comportamentos de estudantes interessados em estudar no exterior, bem como de quem já se inscreveu e garantiu uma vaga.

 

A última pesquisa entrevistou pouco mais de 6.000 pessoas de mais de 57 países do dia 16 de março ao 5 de abril de 2021, todas com aspirações ou matrículas já feitas para estudar em instituições de ensino superior na Austrália, Canadá, Nova Zelândia, Reino Unido e Estados Unidos.

 

O estudo também descobriu que 55% dos estudantes internacionais querem tomar a vacina contra Covid-19 o mais rápido possível para conseguir estudar no exterior, tendo em vista que alguns dos destinos mais populares, como Estados Unidos e Austrália, estão sugerindo a comprovação de vacinação para voltar a aceitar estudantes internacionais no país.

 

Outros 9% já foram vacinados e 30% permanecem hesitantes, afirmando que precisam de mais informações sobre as vacinas antes de dar os próximos passos – apontando uma necessidade de governos e instituições públicas se comunicarem melhor com a população.

 

Os 6% restantes declararam que estão dispostos a esperar até que a comprovação da vacina deixe de ser necessária para estudar no exterior.

 

Os destinos de estudo

 

A nova edição da pesquisa do IDP Connect também coletou percepções dos alunos em relação aos países de destino. De modo geral, o Canadá recebeu a melhor classificação – especialmente graças às suas políticas de incentivo aos estudantes internacionais e aos vistos de trabalho após os estudos. Entre os cinco destinos de estudo mais populares, os Estados Unidos continuaram em último lugar.

 

A Nova Zelândia foi considerada a que melhor respondeu à pandemia da Covid-19, seguida pela Austrália. O Reino Unido ficou em terceiro lugar em quase todas as categorias.

 

Andrew Barkla, CEO do IDP Education, disse que embora os resultados tenham mostrado apenas um declínio marginal na confiança dos alunos em poderem começar seus estudos conforme planejado desde outubro de 2020, também serviram como um alerta aos países. Os destino que estavam atrasados ​​no atendimento aos estudantes internacionais precisavam mudar rapidamente.

 

“Urgência é a chave. Países como a Austrália precisam dar garantias aos alunos e traçar um roteiro de como os estudantes internacionais podem entrar no país com segurança e começar o aprendizado no campus, além de um cronograma para o retorno ao aprendizado presencial”, disse Barkla.

 

“A pesquisa mostra claramente que um curso online não pode substituir a experiência no campus, nem é o que a maioria dos alunos deseja”, ele continua. “Os estudantes demonstraram uma vontade real de fazer a quarentena e se vacinarem e estão abertos a iniciar os seus estudos online. Essa flexibilidade e compromisso devem ser retribuídos com políticas claras e acolhedoras que reconhecem sua enorme contribuição para a comunidade australiana.”

 

Segundo o CEO do IDP Education, o Canadá continua a definir o tom em suas políticas progressivas e na comunicação com os alunos, mas esta abordagem pode e deve ser adotada por todos os principais destinos de estudo.

 

Porcentagens sobre os respondentes da Pesquisa do IDP Connect:

 

  • 39% receberam uma oferta para estudar no exterior;
  • 20% ainda não se candidataram, mas começaram a pesquisar opções de estudo;
  • 18% estão atualmente estudando como aluno internacional;
  • 10% inscrição e oferta de admissão pendentes de uma instituição;
  • 9% colocaram seus planos de estudo em espera;
  • 2% optaram por estudar em seu país de origem;
  • 1% desistiu da inscrição no exterior.

 

Leia também:

 

Fonte: IDP Connect.

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