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Estudantes são a favor da vacina obrigatória, diz pesquisa

Nova pesquisa revelou que 50% concordam com vacina obrigatória para estudar no exterior. Entenda essa e outras notícias sobre a educação global na pandemia.

Estudantes são a favor da vacina obrigatória, diz pesquisa

Um novo relatório da QS revelou que metade dos estudantes internacionais entrevistados concorda que as universidades devem “exigir que os alunos tenham tomado a vacina antes de poderem viajar para o destino de estudo onde a instituição está localizada”.

 

A pesquisa da organização contou com a participação de 2.513 respondentes, entre eles alunos que já estão no exterior estudando em 153 países diferentes e também futuros estudantes internacionais. Outros 23% não apoiaram a medida da vacinação obrigatória e 27% se disseram incertos em relação ao assunto.

 

Isso sugere que as instituições podem precisar considerar um plano de comunicação abrangente se decidirem adotar os requisitos da vacina, a fim de garantir que os alunos estejam cientes das razões por trás dessa decisão e dos benefícios que ela traz à comunidade acadêmica.

 

Além disso, aproximadamente 65% das pessoas que responderam a pesquisa da QS estão abertas a tomar a vacina contra o coronavírus em comparação às 10% que responderam negativamente.

 

“À medida que os países no mundo todo buscam aumentar os seus programas de vacinação e reabrir suas economias, é vital que as universidades considerem a abordagem que desejam adotar em relação à vacinação dos seus alunos”, declarou o diretor de Marketing da QS, Paul Raybould, segundo o site The Pie News.

 

Northeastern University torna vacina obrigatória para matrícula

 

E a obrigatoriedade da vacina no ensino superior global já começou de fato. Uma instituição dos Estados Unidos, a Rutgers University, localizada em Nova Jersey, anunciou em março que passaria a exigir que todos os seus alunos fossem vacinados antes de chegar ao campus para o semestre de outono de 2021, quando começa o ano letivo no país.

 

No início de abril, a Northeastern University publicou uma nota em seu site oficial revelando planos semelhantes. O texto dizia que “todos os estudantes que retornam aos campi da Northeastern University para o outono de 2021 devem estar totalmente vacinados contra a Covid-19 no primeiro dia de aula”.

 

A nova medida faz parte do plano da Universidade para retornar o ensino integral presencial em setembro de 2021 com toda a segurança possível para os estudantes da Northeastern e a ampla comunidade dos seus campi.

 

A nota ainda informava que, nos Estados Unidos, todas as pessoas com mais de 16 anos teriam acesso à vacina a partir de 1º de maio. Em Massachusetts, no entanto, onde a Universidade está localizada, a vacinação da faixa etária começará antes, no dia 19 de abril.

 

Para retornar às aulas presenciais em qualquer campus da Northeastern, o estudante deverá comprovar a inoculação de uma vacina aprovada no país. No entanto, ainda não foram divulgados os métodos pelos quais poderão ser apresentadas provas de vacinação.

 

Por fim, a nota afirmava também que “a universidade ajudará os estudantes internacionais ou outros que não podem ser vacinados antes de chegar ao campus no outono a navegar pela vacinação conforme necessário”, embora não explique exatamente como fará isso.

 

Vacinas de graça para estudantes internacionais na Austrália

 

Os 520.000 estrangeiros que permaneceram na Austrália com um visto de estudante durante a pandemia receberão a vacina contra a Covid-19 durante o programa do governo federal que está sendo realizado em cinco fases desde fevereiro.

 

Austrália garantiu 150 milhões de doses de várias vacinas. Só em março, Sydney recebeu 300.000 doses da AsyraZeneca, desenvolvida pela University of Oxford. A primeira fase, como tem acontecido pelo mundo, focou na proteção dos mais vulneráveis, independente de visto ou status de cidadania.

 

No entanto, para quem pretendia estudar na Austrália presencialmente em 2021, as notícias não são animadoras. Segundo pronunciamento recente do primeiro-ministro australiano, as fronteiras devem permanecer fechadas, provavelmente até 2022.

 

Antes da pandemia, a Austrália estava próxima a se tornar o segundo destino de estudo mais popular do mundo, ultrapassando o Reino Unido. Agora, segundo um professor da Oxford entrevistado pela Times Higher Education, é praticamente impossível que essa posição seja restaurada após a queda de estudantes internacionais no país e a decisão de manter as fronteiras fechadas por tempo indeterminado.

 

“Se a pandemia acabar até o final de 2021, as inscrições internacionais irão se recuperar significativamente em 2022 na Austrália, mas vai demorar cinco anos ou mais para recuperar as inscrições de 2019, e vai demorar mais para recuperar a participação no mercado... Na verdade, a Austrália pode não recuperar a participação de mercado no longo prazo”, disse o professor, de acordo com matéria do Inside Higher Ed.

 

Enquanto isso, a grande maioria das universidades da Austrália está oferecendo os seus cursos online para que os estudantes internacionais continuem tendo acesso ao ensino superior do país, mesmo que virtualmente.

 

Cursos online: a opinião de estudantes internacionais

 

O relatório da QS também ofereceu uma nova visão sobre a perspectiva dos alunos internacionais em relação ao ensino online. Quase um em cada cinco entrevistados disse preferir o ensino online ao presencial; outros 23% indicaram não ter preferência.

 

Entretanto, 63% dos alunos estão assistindo a aulas virtuais no período da noite. “Em uma pesquisa recente com profissionais do ensino superior conduzida pela QS, descobrimos que 55% haviam introduzido horários flexíveis para permitir que os alunos estudando remotamente assistissem às aulas em um horário mais razoável”, observou o relatório.

 

A flexibilização dos horários, portanto, talvez seja uma das razões principais para os estudantes internacionais preferirem continuar com os estudos online. O Hotcourses Brasil acredita que o fator financeiro é também outro aspecto definitivo.

 

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