Essenciais
Estude no exterior : Últimas notícias

Reino Unido, EUA e Canadá mudam requisitos de inglês e regras de trabalho durante pandemia

Covid-19: o que as universidades do Reino Unido, EUA e Canadá estão adaptando até o momento para atender às demandas dos estudantes internacionais durante a pandemia

Reino Unido, EUA e Canadá mudam requisitos de inglês e regras de trabalho durante pandemia

O governo do Reino Unido anunciou maior flexibilidade às universidades para os exames de proficiência na língua inglesa durante a pandemia. Medidas de suavização ou alternativas para testar o nível de proficiência dos futuros candidatos têm sido discutidas e adotadas por governos e universidades de outros destinos de estudo pelo mundo.

 

Universidades britânicas com um “histórico de conformidade” têm aprovação do governo para autoavaliar os estudantes com um nível B1 em inglês e progredi-los ao curso acadêmico principal de acordo com o desempenho em um curso de inglês pré-sazonal.

 

Isso significa que os estudantes poderão ser admitidos com um nível menor de fluência no inglês do que de costume desde que estudem o idioma na universidade e consigam melhorar a proficiência antes do início das aulas da graduação.

 

Isso se deve principalmente aos centros oficiais de testes fechados em quarentena, como os do IELTS e do TOEFL. A nova regra valerá para os estudantes internacionais que precisam prestar uma destas provas, mas que não terão acesso a um centro; e também às instituição sem o status de “histórico de conformidade” por consequência de um registro pendente no OfS (Office for Students).

 

Outras mudanças nos testes de proficiência: Duolingo aceito no exterior

 

Além da nova regra do governo, as universidades do mundo inteiro têm estipulado novos requisitos em concordância com a demanda atual de pandemia e segurança mundial.

 

A University of Glasgow, por exemplo, na Escócia, estendeu a validade dos exames IELTS e TOEFL para quatro anos e cinco meses (ao invés de dois anos e cinco meses) e também aceitará resultados no TOEFL At Home e TOEFL MyBest. Além disso, a Glasgow adicionou o Duolingo English Test como teste oficial para admissão na universidade. Dependendo da nota, o estudante pode ser selecionado para começar diretamente no curso acadêmico ou então no programa de inglês pré-sazonal da Glasgow.

 

A estratégia de recorrer ao Duolingo English Test também foi uma escolha de universidades de outros países como a americana University of Missouri. Ela aceitará provisoriamente o teste depois de analisar quantos estudantes internacionais do novo ciclo de inscrições ainda precisavam enviar os resultados nas provas de proficiência.

 

Embora usado como plano B por instituições de ensino superior, o teste do Duolingo gera divergências por não ter nenhuma autenticação de um examinador humano. Toda a avaliação é feita por meio da tecnologia. No entanto, no momento, realizar o exame cem por cento online de qualquer parte do mundo é uma saída viável. Nos Estados Unidos, de 600 faculdades e universidades trabalhando com a Duolingo em dezembro de 2019, o número subiu para mais de 1.000 já em fevereiro de 2020.

 

Ausência dos estudantes não acarretará a perda do visto no Reino Unido

 

Outra atualização anunciada pelo governo do Reino Unido é que o ministério não tomará nenhuma medida coerciva com instituições cujos estudantes deverão ter uma longa ausência por causa do coronavírus.

 

Dessa forma, não há a necessidade por parte das universidades de relatar a ausência de alunos que não puderem comparecer por mais de 60 dias. Os alunos, por sua vez, também correm o risco de perder o visto Tier 4.

 

A regra é vigente desde que a situação seja resultado direto da pandemia do Covid-19 – seja por motivo de doença, necessidade de isolamento ou incapacidade de viajar devido às restrições mundiais – e os estudantes pretenderem retomar os estudos assim que possível.

 

As universidades britânicas também podem manter os vistos Tier 4 dos estudantes que continuarem seus estudos por meio do aprendizado a distância, seja no Reino Unido ou em outro país.

 

Entretanto, o visto perde a validade para os novos alunos admitidos que tiverem de começar os estudos online por não conseguirem viajar ao Reino Unido.

 

Trabalhar em tempo integral no Canadá

 

O Canadá suspendeu até o dia 31 de agosto as restrições que proíbem estudantes internacionais de trabalhar mais de 20 horas por semana durante o ano letivo. Se os empregos dos estrangeiros com visto de estudante no país foram considerados “essenciais” eles poderão trabalhar integralmente.

 

Esta é uma tentativa do governo canadense de ajudar os estudantes a se manter no país, mas também de complementar a mão de obra em áreas-chave ao combate ao Covid-19, como saúde, infraestrutura crítica e fornecimento de alimentos.

 

De acordo com o Statistics Canada, havia mais de 11.000 estudantes internacionais matriculados em cursos da área de Saúde de faculdades e universidades do Canadá em 2018. Este número representa aproximadamente quatro por cento de todos os estudantes de saúde no país.

 

A suspensão do limite de horas de trabalho semanais fornece aos serviços de saúde canadenses acesso a trabalhadores adicionais bem treinados em um momento de necessidade.

 

Datas incerta de retorno das aulas

 

O retorno às aulas ainda é incerto. A grande maioria das universidades ainda avalia a situação a fim de procurar a melhor solução não só para retomar às aulas novamente, mas também de não atrasar os cursos se a quarentena precisar se estender de novo.

 

A University of Aberdeen, outras instituição escocesa, já anunciou o retorno das atividades presenciais no dia 21 de setembro, quando o ano letivo 2020/2021 terá início no campus. Embora já tenha uma data, ela reconhece que ainda precisará desenvolver flexibilidades adicionais no formato do ensino e aprendizado para atender a todas as circunstâncias de seus estudantes, professores e colaboradores.

 

A Bristol, University of the West of England (UWE Bristol) mudou todas as aulas para o ambiente virtual até o final do ano letivo em andamento, para que os alunos possam concluir os estudos remotamente sem muito prejuízo ou atraso.

 

Nos Estados Unidos, a Texas State University estendeu o prazo final de inscrições para o próximo ano letivo. Candidatos a graduações têm até 1º de agosto de 2020 para se inscrever, enquanto as inscrições para as pós-graduações vão até o dia 1º de julho, apesar de a data poder variar de acordo com o curso.

 

Novas atualizações são publicadas todos os dias. O ideal, no momento, é manter-se em alerta e visitar regularmente os sites oficiais das universidades e do governo de cada país para entender como proceder com o plano de estudar no exterior.

 

Leia o anúncio do governo do Reino Unido na íntegra.

 

Leia mais:

Irlanda e o Covid-19: Respostas sobre migração, vistos e trabalhos

10 coisas para fazer durante a quarentena pelos seus estudos no exterior

Covid-19: Orientações do Reino Unido sobre renovação e solicitação de visto

CURSO PERFEITO
Quer saber qual curso é melhor para você?
Descubra com a nossa nova ferramenta "Selecionador de curso"!
COMEÇAR SUA BUSCA

Leitura recomendada

As 10 melhores cidades universitárias de 2015

O QS Top Universities lançou mais uma lista útil para quem está considerando estudar no exterior: as 10 melhores cidades universitárias do mundo. Para constar no ranking, elas deveriam ter pelo menos duas universidades no ranking da QS World University Rankings e uma população de mais de 250 mil habitantes. As cidades foram avaliadas em cinco fatores: ranking universitário, diversidade de estudantes, empregos, atração de estudantes e acessibilidade financeira.

4.8K

As 20 melhores cidades estudantis do mundo de 2017, segundo ranking QS

Montreal, eleita a melhor cidade estudantil de 2017, desbancou Paris, invicta há cinco anos.   Duas cidades francófonas dominaram o índice QS Best Student Cities, lista das melhores cidades do mundo para estudantes internacionais. Montreal, no Canadá, ultrapassou Paris e conquistou o primeiro lugar da lista. Localizada na província de Quebec, ela tem a segunda maior população nativa na língua francesa do mundo, perdendo apenas para a própria capital

4K

LinkedIn lista as 10 faculdades mais influentes do mundo na rede

O LinKedIn costuma fazer listas das marcas mais influentes na rede social separadas por setores. Um deles é o da educação. A edição mais atual listou as 50 instituições mais influentes do mundo segundo a avaliação de marketing de conteúdo do LinkedIn, que analisa todas as atividades das marcas na plataforma, como updates na página da empresa, compartilhamentos dos seus colaboradores, posts patrocinados, atividades em grupos na rede e textos publicados.  

1.9K