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Pesquisa: 53% dos alunos internacionais já estão totalmente vacinados

Nova edição da pesquisa do IDP Connect identifica opinião de estudantes internacionais sobre vacinação contra Covid-19 e estudo presenciais.

Pesquisa: estudar no exterior na pandemia e vacina Covid-19

A pesquisa International Student Crossroads V do IPD Connect identificou que a maioria dos estudantes internacionais já está totalmente vacinada e acredita que as universidades devem exigir comprovação de vacinação para entrar no campus. A pesquisa examinou as respostas e intenções de mais de 4.000 participantes formados por candidatos a estudantes internacionais, pessoas que já receberam ofertas de vagas no exterior e estudantes atuais em 20 países diferentes durante julho de 2021.

 

Segundo os resultados, 79% dos entrevistados esperavam começar seus estudos conforme planejado. Essa mesma pergunta obteve 74% há um ano, em junho de 2020. Como essa é a quinta versão da mesma pergunta, o IDP Connect é capaz de comparar atitudes e apontar mudanças nas perspectivas de alunos estrangeiros em meio ao segundo ano de pandemia do coronavírus.

 

Opções de estudos presenciais

 

À medida que o mundo continua a administrar a pandemia, a forma como o ensino e a aprendizagem são ministrados permanece uma consideração importante entre os respondentes. Quarenta e cinco por cento dos alunos desejam começar os estudos online apenas se puderem fazer a transferência para presencial; já outros 28% desejam adiar os estudos até que o modo presencial esteja disponível novamente. Apenas 11% desejam estudar totalmente online.

 

Como visto nas versões anteriores das pesquisas Crossroads do IDP Connect, a opinião dos alunos em relação ao estudo online difere dependendo do país de destino escolhido. Os estudantes interessados em estudar no Canadá e no Reino Unido, por exemplo, são mais propensos a começar as aulas online e fazer a transição para o presencial, enquanto os alunos da Austrália e da Nova Zelândia estão mais propensos a adiar os estudos até que a opção presencial esteja disponível.

 

Isso decorre, provavelmente, da relutância desses países em reabrir as fronteiras. A Nova Zelândia ainda não tem previsão de quando voltará a receber estudantes estrangeiros de novo. Já a Austrália, que estava reabrindo as fronteiras lentamente, tendo recebido pequenos grupos de estudantes de países vizinhos, no momento passa por mais uma fase de lockdown devido à nova variante da Covid-19.

 

Em face de tantas incertezas, 36% dos entrevistados disseram que mudariam de destino se isso significasse ser capaz de ter ensino presencial mais cedo do que o esperado.

 

Vacina contra a Covid-19

 

Mais da metade dos estudantes pesquisados já recebeu uma vacina que os habilitaria a cumprir os requisitos de viagem do “passaporte de vacina”, uma espécie de certificado digital que comprova que o indivíduo já foi vacinado contra a Covid-19; fez recentemente um teste que dei negativo; e/ou está recuperado da Covid-19. As exigências podem variar de país a país.

 

Outros 36% dos alunos expressaram a vontade de ser vacinados assim que possível, a fim de atender aos requisitos de entrada de seu destino. Apenas 11% dos respondentes disseram requerer mais informações sobre as vacinas ou pretendiam esperar até que elas não fossem obrigatórias para viajar para o destino de estudo escolhido.

 

A pesquisa indica que os alunos têm disposição e proatividade em relação à vacinação, muitas vezes acima da média da população em geral do seu país de origem. No entanto, as atitudes dos alunos variaram consideravelmente entre seus países de origem.

 

Dos estudantes que ainda não haviam recebido a vacina, 77% relataram que um país se tornaria mais atraente como destino de estudo para eles se disponibilizasse as vacinas aos alunos na chegada. Apenas 5% responderam que não queriam ser vacinados ou considerariam o destino menos atraente se a vacina fosse oferecida.

 

Acredita-se que isso reflita que a maioria dos alunos veem a vacinação como uma medida de proteção à sua saúde no país de destino, ou ainda como a esperança de garantir a retomada do ensino presencial.

 

Os alunos que ainda não haviam sido vacinados estavam menos confiantes de que poderiam receber as duas doses da vacina antes de viajar, mesmo que estivessem dispostos a fazê-lo. Enquanto 62% estavam muito confiantes de que podem ser totalmente vacinados antes de viajar para o país de destino, 38% estavam um pouco ou nada confiantes de que seriam capazes de fazê-lo.

 

Dependendo do destino, o estudante já tem garantia de vacinação pelo sistema público de saúde, como no Reino Unido. O país aplicará a vacina em alunos internacionais gratuitamente independente de nacionalidade e de país de origem. Caso o indivíduo já tiver tomado a primeira dose, o governo britânico fará o possível para proporcionar a segunda da mesma vacina.

 

Leia também: Orientações atuais sobre a Covid-19 para estudar no Reino Unido.

 

As opiniões dos alunos também são variadas em relação à sua disposição de tomar a segunda dose da vacina no destino de estudo. Embora 56% dos alunos relataram que estavam extremamente confortáveis com a viagem após receber a primeira dose da vacina em seu país de origem e receber a segunda no exterior, 16% relataram estar muito desconfortáveis com essa abordagem e outros 28% expressaram ter algum desconforto com a ideia.

 

Estudar no exterior na pandemia: pesquisa International Student Crossroads V do IPD Connect

 

Quarentena obrigatória

 

Considerando que grandes destinos de estudo ainda exigem a quarentena de indivíduos não vacinados ou que viajaram de países considerados de alto risco, 88% dos alunos relataram uma disposição para realizar a quarentena ao aterrissar no país de destino, ao invés de adiar os estudos.

 

Desses respondentes, quase um terço estava preparado para pagar os custos totais da quarentena em uma instalação do governo – como exigido no Reino Unido –, enquanto outros 44% esperavam pagar apenas uma parte da taxa. No entanto, um quarto dos alunos não estava disposto a cobrir os custos da quarentena.

 

Dos que se disseram indispostos, 65% esperavam que o governo e as instituições de ensino do destino compartilhassem a responsabilidade com as despesas adicionais. De fato, várias universidades do Reino Unido estão ajudando os alunos com os custos da quarentena.

 

Como escolher o destino de estudo neste período

 

A Covid-19 e as políticas governamentais tiveram um impacto nas percepções dos alunos em relação aos países de destino e à preocupação de cada um deles com o bem-estar dos estudantes internacionais.

 

Os países que reabriram suas fronteiras viram uma melhoria nas percepções dos alunos sobre o seu próprio bem-estar, enquanto aqueles que mantiveram suas fronteiras fechadas viram um declínio. Isso sugere que os respondentes veem as fronteiras abertas e a capacidade de estudar no país como a chave para o seu bem-estar, como indicação de uma experiência acolhedora.

 

Veja os resultados da pesquisa na íntegra.

 

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