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Pesquisa aponta movimentação de 2 bi no mercado de intercâmbio no Brasil em 2016

Canadá e cursos de idioma continuam a ser as escolhas mais populares entre estudantes brasileiros, segundo Pesquisa Selo Belta 2017

Pesquisa aponta movimentação de 2 bi no mercado de intercâmbio no Brasil em 2016
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Imagem: Danilo Martins Torini, do Grupo de Pesquisa Mobilidades, apresentando a Pesquisa Selo Belta 2017 na Casa Comércio Brasil-Canadá em São Paulo.

 

A nova pesquisa da Belta identificou um movimento de US$ 2,2 bilhões no setor de intercâmbio no Brasil no ano de 2016. Além disso, a representação do total de produtos comercializados por agências de intercâmbio – desde venda de seguro até todo tipo de programas de estudos no exterior – teve aumento geral de 12%; enquanto o valor investido em média pelo brasileiro em uma viagem educacional passou a ser de R$ 27.864,15, 82% a mais que o valor identificado na pesquisa de 2015.

 

A Pesquisa Selo Belta 2017

 

É o segundo ano consecutivo que a “Pesquisa Selo Belta” é encomendada pela Belta – Brazilian Educational & Language Travel Association e realizada pelo Grupo de Pesquisa Mobilidades para analisar os números do mercado de intercâmbio do Brasil, tanto do ponto de vista dos gestores de agências, franqueados, gerentes, supervisores, donos ou representantes de marcas de intercâmbio, quanto dos próprios estudantes e intercambistas que já foram ou estão planejando a ida ao exterior.

 

A pesquisa coletou respostas entre março e maio de 2017 por um questionário online, enviado por email e por telefone para uma listagem oferecida pela Belta e também por embaixadas, consulados e órgãos de educação internacional. No total, foram 1.145 respondentes por parte dos estudantes, dos quais 43,5% já tiveram uma experiência de viagem educacional. Os demais pretendem viajar em breve.

 

A mudança nos números dos estudantes

 

Alguns dados mudaram significativamente em relação ao ano de 2015. Apesar dos cursos de idioma ainda serem os mais procurados entre os intercambistas brasileiros, a opção “curso de idioma com trabalho temporário” subiu da 4ª posição para a 2ª.

 

“Os países que permitem que os intercambistas trabalhem durante os estudos continuam a atrair mais estudantes”, comentou Maura Leão, presidente da Belta, durante o evento de divulgação da Pesquisa Selo Belta 2017 em São Paulo.

 

Como é o caso do Canadá, ainda na dianteira disparada entre os destinos de estudo mais procurados pelos brasileiros – 53% apontaram o país em 1º lugar e 13% em 2º.

 

Os primeiros seis resultados no quesito “principais destinos” continuam os mesmos: após o Canadá, aparecem Estados Unidos, Austrália, Irlanda, Reino Unido e Nova Zelândia. No entanto, um número notável de 40 países foi citado pelos respondentes desta vez.

 

Procura por uma formação profissional no exterior

 

Entre os objetivos para a participação no intercâmbio, a principal citação foi o “interesse em investir em uma formação internacional”. Provavelmente devido à crise econômica e onda de desempregos no país, vários resultados como este levam a entender que o brasileiro está procurando diferenciar o currículo com uma experiência no exterior.

 

A graduação, por exemplo, passou de 12º para o 10º produto mais procurado nas agências de intercâmbio; e a média de estudantes interessados em cursos com duração acima de 12 meses aumentou 6,7%.

 

Notou-se também um amadurecimento geral do público mais interessado em intercâmbios. A média de idade é de 26,5 anos; no entanto, os respondentes de 30 a 39 anos correspondiam à porcentagem mais alta da lista de faixas etárias, com 25,3% (seguidos por 20,7% de pessoas entre 25 e 29 anos).

 

Brexit e Trump

 

Aparentemente, a votação para a saída do Reino Unido da Europa, popularmente conhecida como Brexit, e a eleição do presidente Donald Trump nos Estados Unidos não tiveram influência negativa na popularidade dos países entre os brasileiros, ainda entre os três destinos mais procurados tanto pelos que já foram quanto pelos que ainda pretendem estudar no exterior.

 

Nem mesmo os ataques terroristas que aconteceram na Inglaterra fizeram com que os brasileiros desistissem de viajar para o país. Maura Leão acredita que a ameaça do terrorismo está muito distante dos brasileiros; várias pessoas estão interessadas por um intercâmbio justamente para fugir da realidade de violência no Brasil com a qual convivem todos os dias.

 

Prova disso é a qualidade de vida do país aparecer como a maior influência na hora da escolha do destino de estudo.

 

Outros dados interessantes sobre a pesquisa e os intercambistas brasileiros:

 

  • 75,7% dos respondentes eram da região sudeste;
  • A qualidade de vida foi citada como a maior influência para a escolha do país de destino;
  • Dos 1.145 ex ou futuros intercambistas, 828 correspondiam à listagem da Belta e 317 da listagem de embaixadas, consulados e órgãos de educação internacional;
  • 39,4% são efetivados na empresa onde trabalham;
  • Pela primeira vez os digital influencers, como Felipe Neto, foram citados na pesquisa como influências para a participação em um intercâmbio;
  • Apesar de as principais fontes financiadoras de intercâmbio continuarem sendo de “poupança própria” ou “meus familiares”, os demais itens das listas tiveram um significativo aumento, como ser contemplado por uma bolsa de estudo de uma agência nacional ou internacional ou então da organização onde trabalha;
  • Os dados de 2016, diferente dos de 2015, não foram impactados pelo programa governamental Ciência sem Fronteiras;
  • 106 agências de intercâmbio participaram da pesquisa. Elas correspondem a 618 pontos de vendas no Brasil. 57% delas já realizam vendas online.

 

Presidente da Belta manda uma mensagem para os leitores do Hotcourses Brasil

 

 

Leia sobre a Pesquisa Selo Belta de 2016 aqui.

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SOBRE O AUTOR

Pesquisa aponta movimentação de 2 bi no mercado de intercâmbio no Brasil em 2016

Brenda Bellani é editora de conteúdo e tradutora do Hotcourses Brasil. É formada em Jornalismo e especializada em Língua Inglesa e Tradução pela UNIMEP. Já morou 18 meses nos Estados Unidos como au pair e é apaixonada por viagens. Como hobby, ela mantém um blog sobre livros e tradução e é dona de uma lista infinita de livros-que-quer-ler.

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