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Pesquisa aponta movimentação de intercâmbios no Brasil antes e após Covid-19

Pesquisa Selo Belta 2020 indica o otimismo dos estudantes que pretendem estudar no exterior no cenário pós-Covid-19. Canadá e EUA continuam os destinos mais desejados.

Pesquisa: Mercado de intercâmbios no Brasil antes e após Covid-19

Em sua quinta edição, a Pesquisa Selo Belta 2020 sobre o mercado brasileiro de intercâmbios e estudos no exterior no ano passado foi divulgada nesta quinta-feira (3) e revelou que Canadá e cursos de idioma ainda são, respectivamente, o destino e tipo de programa mais procurados pelos estudantes do Brasil. Segundo os agentes e os intercambistas participantes, o setor movimentou 1,3 bilhão de dólares em 2019, o que representa um crescimento de 5,86% em relação aos dados da edição anterior.

 

Esse ano, a pesquisa teve um diferencial. Além do panorama geral do setor ao longo de um ano como nas edições anteriores, o Selo Belta também conduziu um novo questionário entre julho e agosto de 2020 para identificar o cenário pós-Covid.

 

A pesquisa é encomendada pela Belta, a Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio, e conduzida pelo Grupo de Pesquisa Mobilidades. Este ano, ela contou com respostas de 534 agências de intercâmbio e 2.837 estudantes.

 

Catálogos universitários: estudar no exterior

 

O que os brasileiros estão estudando no exterior

 

Dos 2.837 estudantes respondentes de 22 estados brasileiros, 64% de fato viajaram em 2019; os demais estavam planejando suas viagens. Os cursos de idioma foram os mais procurados, com a língua inglesa como primeiro interesse.

 

No entanto, o francês apareceu em segundo lugar pela primeira vez, o que pode ser explicado pela popularidade do Canadá como destino de estudo entre os brasileiros, uma vez que o país é bilíngue e oferece tanto cursos de inglês quanto da língua francesa aos intercambistas.

 

Veja o resumo das categorias da pesquisa:

 

1. Destino de estudo

 

Depois do Canadá, os países mais procurados foram:

 

1. Canadá

2. Estados Unidos

3. Irlanda

4. Reino Unido

5. Austrália

6. África do Sul

7. Malta

8. Nova Zelândia.

 

Uma novidade nesse fator foi a África do Sul em sexto lugar, desbancando Malta e Nova Zelândia. Também em relação à pesquisa referente a 2018, a Irlanda venceu o Reino Unido na terceira posição.

 

Segundo os agentes de intercâmbio e gestores de agências, os aspectos que mais influenciaram a escolha pelo país entre os clientes atendidos em 2019 foram o câmbio favorável, o idioma nativo e a qualidade de vida no país.

 

2. Tipos de programas

 

Os cursos de idioma aparecem em primeiro e segundo lugar, mas a cada ano cresce a procura por programas de intercâmbio que proporcionem a oportunidade de trabalhar no país durante ou após os estudos entre os brasileiros.

 

A graduação subiu uma posição, ficando em terceiro lugar. Porém, entre os interessados em uma formação acadêmica em bacharelado no exterior, Portugal aparece como destino principal com 24,1% das respostas.

 

Como aponta Maura Leão, presidente da Belta, isso se deve ao nível maior de exigência em relação à proficiência no idioma e facilita ser a nossa língua nativa. “Além disso, muitas universidades portuguesas recebem brasileiros via ENEM, o que facilita o processo ainda mais. Embora não há indícios de como isso continuará após a pandemia”, ela lembra.

 

Os programas mais procurados/cursados no exterior pelos brasileiros foram os seguintes:

 

1. Curso de idioma

2. Curso de idioma com trabalho temporário

3. Graduação

4. High School (colegial)

5. Curso profissional, certificado ou diploma

 

Os agentes respondentes indicaram a necessidade do cliente em investir em idiomas e o interesse em vivenciar uma experiência internacional como principais fatores que favoreceram a venda de produtos e serviços em 2019.

 

3. Idiomas

 

Os idiomas mais procurados para serem estudados no exterior pelos brasileiros foram:

 

1. Inglês

2. Francês

3. Espanhol

4. Alemão

5. Italiano

 

4. Duração

 

Os períodos de duração dos intercâmbios:

 

1. Até 1 mês

2. Entre 4 e 6 meses

3. Entre 7 e 11 meses

4. 2 meses

5. 13 a 24 meses

 

A duração de até um mês condiz com os dois tipos de programas mais procurados – cursos de idioma e cursos de idioma com trabalho temporário.

 

5. Faixa etária

 

Em 2019, a pesquisa já havia apontado um envelhecimento da faixa etária das pessoas que procuraram intercâmbios em 2018. Naquela edição, a maio porcentagem pertencia à faixa dos 18 a 21 anos, o que reforçava o interesse por graduações e pós-graduações no exterior ou a procura pela fluência no inglês como reforço à carreira profissional.

 

Esse ano, o envelhecimento foi ainda mais evidente:

 

1. 25 a 29 anos

2. 22 a 24 anos

3. 18 a 21 anos

4. 30 a 39 anos

5. 15 a 17 anos

 

O cenário após a pandemia do coronavírus

 

Embora tenha caído para o oitavo lugar, quando perguntado qual país enxergavam como referência na luta contra o Covid-19, em questões sanitárias, sociais e de segurança, Nova Zelândia aparece em primeiro lugar para os 498 estudantes que responderam o questionário entre julho e agosto. Canadá e Austrália vêm depois.

 

Mesmo assim, o Canadá e os Estados Unidos continuam sendo os destinos de estudo mais desejados pelos brasileiros em um cenário pós-Covid, mesmo que apenas 11,9% considerem os americanos competentes nos protocolos de controle e 16,7% achem o país seguro em termos sanitários.

 

Veja alguns números do impacto da Covid-19 nos planos de estudar no exterior e nas agências e intercâmbio do Brasil:

 

  • 13% dos estudantes desistiram do intercâmbio em breve;
  • 3% desistiram definitivamente;
  • 33% continuam com o mesmo plano de antes;
  • 98% das agências disseram ter tido um impacto negativo com -46% na média de vendas.

 

Os estudantes ainda esperam poder estudar o curso 100% presencial no exterior no pós-pandemia, mesmo que isso signifique precisar passar por uma quarentena prévia no país de destino. Os agentes acreditam que a normalidade será retomada apenas com uma vacina; já os estudantes têm esperanças de viajar em 2021.

 

Segundo Maura Leão, embora os estudantes continuem otimistas – e isso é um ótimo sinal –, é importante ficar de olho no número de casos de Covid-19 no Brasil porque pode significas se os brasileiros serão aceitos ou não nos países de destino. “No momento, as fronteiras estão fechadas para nós, mesmo em países que já estão abertos, como a Espanha”, explica.

 

Pesquisa Selo Belta

 

Belta (Brazilian Educational & Language Travel Association) é um grupo de agências e instituições brasileiras que trabalham com intercâmbios e programas de educação internacional com mais 25 anos de atuação no mercado do país. Os seus objetivos são orientar os estudantes e profissionais brasileiros interessados em cursos no exterior e manter a qualidade dos serviços oferecidos pelas agências que recebem o Selo Belta pelo país.

 

Há cinco anos, a Pesquisa Selo Belta propõe uma visão inédito do mercado de educação internacional no Brasil. Ela é realizada pelo Grupo de Pesquisa Mobilidades por questionário online tanto com estudantes que já foram ou pretendem ir para o exterior quanto com agentes, gestores de agências, franqueados, donos ou representantes de marcas de intercâmbio.

 

Leia sobre as edições anteriores da pesquisa:

Pesquisa Selo Belta 2019

Pesquisa Selo Belta 2018

Pesquisa Selo Belta 2016

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