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III ForBEI enfatiza a importância da experiência internacional para a vida pessoal e profissional

O Fórum Brasil de Educação Internacional reuniu agências de intercâmbio e representantes de consulados para promover a educação e experiência interculturais em mesas de discussões

III ForBEI promove a importância da experiência internacional na vida pessoal e profissional
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Na última terça-feira (23), foi realizado em São Paulo o III ForBEI – Fórum Brasil de Educação Internacional, organizado pela Belta – Brazilian Education & Language Travel Association, reunindo representantes de agências de intercâmbio, consulados, universidades e organizações de educação internacional como o British Council, EducationUSA e Campus France.

 

Tendo como tema os desafios e oportunidades de se estudar no exterior, o evento contou com mesas de discussões sobre diferentes assuntos ligados ao incentivo e à importância da educação internacional e experiência intercultural tanto para a vida pessoal quanto profissional do intercambista.

 

Como o intercâmbio pode mudar a sua vida

 

Mesa sobre o choque cutural de retorno nos programas oferecidos pelo governo. Da esquerda para a direita: Karen Góes, psicóloga; Allan Mitelmão, Diretor de Operações da Belta e Diretor da Just Intercâmbios; e Felipe Andrade, ex-bolsista do programa Ciência sem Fronteiras no Reno Unido.

 

Em uma das mesas, a psicóloga Karen Góes, especializada em desenvolvimento intercultural, perguntou ao público: Onde você estaria se não tivesse feito intercâmbio? A grande maioria dos presentes teve algum tipo de experiência intercultural antes de se envolver profissionalmente com o mercado da educação internacional. A pergunta tinha como intenção instigar a reflexão de como o intercâmbio pode mudar a vida de uma pessoa, influenciando as suas escolhas pessoais e caminhos profissionais.

 

Segundo ela, estar no exterior não significa naturalmente ter uma experiência intercultural. Para isso, é necessária uma série de fatores, como o conhecimento da cultura local e seus valores e também habilidades e disposição para colocar estes conhecimentos em ação ao interagir e viver no estrangeiro, sem deixar de lado a sua própria cultura.

 

Em outra mesa, Priscila Troitino, psicóloga e diretora da Fundamenta RH, salientou as vantagens da educação internacional para a empregabilidade dos intercambistas. “Nos últimos cinco anos, houve uma explosão de profissionais que passaram a se importar com a experiência internacional, principalmente para ‘resolver o problema de [falta de fluência no] inglês’. E por que o RH incentiva estes profissionais? Porque o ganho de quando eles voltam para a empresa é muito maior e além do que uma segunda língua”. De acordo com Troitino, este profissional costuma pedir férias não remuneradas para estudar no exterior e retorna mais flexível, proativo e com competências muito interessantes para a empresa.

 

A mesma coisa acontece com candidatos a vagas profissionais que já possuem algum tipo de experiência de intercâmbio ou educação internacional. Como diferenciar profissionais em meio a tantos currículos? Segundo ela, com a crise, tem ocorrido um “achatamento de hierarquia”, o que significa acabar com cargos de liderança para diminuir os gastos e contratar alguém para exercer diferentes funções em um cargo só. Com isso, há a procura por profissionais proativos, com energia, adaptáveis e que lidem sob pressão.

 

“É por este motivo que quem tem experiência internacional se destaca”, explica. “O RH não pode errar, por isso o processo de seleção tem se prolongado tanto, com parte técnica, profissional, cultural e experiências prévias, como estudos, viagens e voluntariado. Atualmente, importa também o que você faz além do ambiente de trabalho.”

 

Todas as discussões foram marcadas pelo depoimento de brasileiros que já passaram por algum tipo de experiência de intercâmbio, como é o caso de Anna Chagas, que estudou o ensino médio em um programa cultural de High School em Pacífica, na Califórnia, entre 2005 e 2006, e até hoje mantém contato diário com a sua host family. E também Felipe Andrade, participante do programa Ciência sem Fronteiras na Newcastle University, Reno Unido, onde estudou engenharia.

 

Prévia da Pesquisa de Mercado SELO BELTA 2017

 

Maura Leão, presidente da Belta, apresentando os dados prévios da Pesquisa Selo Belta 2017 durante o III ForBEI, em São Paulo.

 

Durante o ForBEI, Maura Leão, presidente da Belta e CEO da agência de intercâmbio Yazigi Travel, apresentou alguns dados prévios da Pesquisa de Mercado Selo Belta, que deve ser lançada na íntegra em agosto de 2017. Com realização da empresa Mobilidade Acadêmica, a pesquisa tem natureza quantitativa e foi feita por questionário online de março a maio de 2017 com respondentes por todo o território nacional. A listagem de participantes foi fornecida pela Belta e contou com agências associadas e não associadas ao Selo.

 

Os dados prévios divulgados no Fórum são referentes ao ano de 2015-2016 e às respostas apenas de gestores de rede de agências de intercâmbio, gestores de agência de intercâmbio, franqueados, supervisores, gerentes, e donos ou representantes de marcas de intercâmbio. Quando concluída, a pesquisa conterá também os dados referentes aos intercambistas.

 

Segundo as informações já divulgadas, os produtos mais vendidos pelas agências no ano de 2016 foram cursos de idioma, majoritariamente de inglês, seguido por cursos de idioma com trabalho temporário, cursos de férias para jovens, seguro de saúde para viagem e ensino médio (High School).

 

O Canadá continua sendo o destino de estudo mais popular por diferentes razões citadas por Maura Leão, como a moeda mais barata, a intensiva divulgação do ensino superior feito pelo próprio governo canadense e o visto que passa a ser eletrônico este ano. O resultado de popularidade entre os países continua igual ao de 2015: depois do Canadá, vêm Estados Unidos, Austrália, Irlanda, Reino Unido e Nova Zelândia.

 

O mercado viu uma melhoria em 2016 comparado ao ano anterior, com uma média de crescimento total de 14%.

 

Leia nosso artigo sobre a Pesquisa Selo Belta de 2016 aqui.

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SOBRE O AUTOR

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Brenda Bellani é editora de conteúdo e tradutora do Hotcourses Brasil. É formada em Jornalismo e especializada em Língua Inglesa e Tradução pela UNIMEP. Já morou 18 meses nos Estados Unidos como au pair e é apaixonada por viagens. Como hobby, ela mantém um blog sobre livros e tradução e é dona de uma lista infinita de livros-que-quer-ler.

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