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5 carnavais pelo mundo (além do Brasil)

Apesar de o Brasil ter a festa mais popular do mundo, o Carnaval também acontece em outros países com diferentes formados e durações.

5 carnavais pelo mundo (além do Brasil)

Fantasias, trio elétrico, carros alegóricos, escolas de samba... O Brasil popularizou o Carnaval até se tornar uma das maiores festas do mundo. Feriado nacional, os brasileiros também usam a data para descansar ou viajar, mas, principalmente, para pular carnaval na folia. Cada estado do Brasil tem as suas tradições locais, no entanto, é o Rio de Janeiro que atrai turistas do mundo inteiro nessa época. Mas não é só aqui que a festa acontece. Você conhece outros carnavais pelo mundo?

 

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Quem inventou o Carnaval?

 

Por mais que seja popular no Brasil, o Carnaval tem origem no catolicismo desde à antiguidade, provavelmente na Babilônia, como uma celebração que precede a Quaresma.

 

Segundo o site Brasil Escola, o significado da palavra vem do latim carnis levale, ou “retirar a carne”, por causa do jejum e controle de prazeres mundanos que os católicos devem fazer durante o período da Quaresma.

 

No Brasil, o Carnaval teve início no período colonial, trazido ao país pelos portugueses.

 

5 carnavais pelo mundo além do brasileiro

 

A seguir, separamos cinco de vários carnavais que acontecem pelo planeta inteiro e têm diferentes formatos, durações, localizações, tradições e desfiles.

 

1. Mardi Gras, em Nova Orleans, Estados Unidos

 

Mardi Gras, Estados Unidos

 

O Mardi Gras ou Fat Tuesday (que significa “Terça-Feira Gorda” respectivamente em francês e em inglês) é uma festa tradicional de carnaval de Nova Orleans, no estado de Louisiana. Apesar de acontecer em outras cidades americanas e mundiais com concentração maior de descendentes de franceses, foi em Nova Orleans que ela ganhou maior popularidade.

 

Realizada anualmente no final de fevereiro, nativos e turistas vão a baladas e bailes temáticos, comem ostras e “bolo do rei” (quitute típico da região criado a partir da história dos três reis magos que visitaram Jesus na manjedoura), usam todo tipo de fantasia extravagante e assistem ao grande desfile pela cidade, com carros alegóricos e balões gigantes.

 

Nestes desfiles, os foliões jogam colares de contas para os expectadores. (Inclusive, ainda hoje há a tradição de mulheres mostrarem os peitos para ganhar mais colares.)

 

2. Nice, na França

 

Carnaval em Nice, na França

 

Segundo o site oficial da Carnaval de Nice, em 1873, Andriot Saetonete de Nice fundou o “Comitê de Festividades” que recebeu o patrocínio da cidade para organizar e ampliar as festas locais. Foi assim que surgiram os desfiles de carros alegóricos, um cenário estruturado e muito mais. Desde 23 de fevereiro daquele ano, o carnaval acontece nessa cidade linda da França.

 

O carnaval no seu modelo moderno teve contribuição de Alexis Mossa e seu filho Gustave Adolf que trouxeram, em 1971, uma das peculiaridades mais esperadas da festa: os modelos espetaculares para os carros alegóricos que desfilam em Nice.

 

Na segunda metade de fevereiro, todos os anos, franceses e turistas do mundo inteiro viajam à Riviera Francesa para ver festivais de flores, desfiles de fantasias, festas e muito mais.

 

3. Veneza, na Itália

 

Carnaval em Veneza, na Itália

 

O Carnaval de Veneza, na Itália, assim como quase todos os outros, acontece anualmente um dia antes da quarta-feira de cinzes, 40 dias antes da Páscoa. O que destaca esta festa das demais é a produção das belas e elaboradas máscaras de Veneza.

 

Não se sabe exatamente por que e como essa tradição começou, mas acredita-se que cobrir o rosto em público foi uma resposta dos venezianos a uma das hierarquias de classe mais rígidas da história europeia.

 

Elas podem ser feitas de couro, porcelana ou, inclusive, usando uma técnica com vidro bastante típica da região. Na cidade, os residentes tinham permissão para usar as máscaras de outubro até o carnaval, em fevereiro. Assim, algumas pessoas optavam viver em disfarce por uma grande porção do ano. Antigamente, os artesão que criavam as máscaras, chamados de mascherari, tinham uma posição social especial, com suas próprias leis e guilda.

 

Hoje em dia, a cidade recebe diferentes bailes, festas e jantares temáticos, óperas e muito mais durante quase todo o mês de fevereiro.

 

4. Colônia, na Alemanha

 

Carnaval em Colônia, na Alemanha

 

O carnaval de Colônia, na Alemanha, é chamado de “quinta estação do ano”. Ele começa na metade de novembro e vai até a terça antes da quarta-feira de cinzas. Estas semanas de fevereiro são o que eles chamam de “crazy days” (“dias malucos”), com festas nas ruas, praças públicas e pubs. De fato, o horário normal de comércio se estende e bares e pubs permanecem abertos até altas horas durante o festival.

 

Há música, desfile, muitas pessoas fantasiadas pela cidade inteira. Mas o ponto alto é a Rose Monday (Segunda-Feira Rosa), com a marcha da “Tríade de Colônia” (ou Triumvirate) – o Príncipe, o Camponês e a Donzela – na procissão oficial de Rosenmontag que percorre um quilômetro da cidade.

 

O clímax do carnaval é o grande desfile oficial, um espetáculo colorido e animado com milhares de pessoas, carros alegóricos e fantasias.

 

5. Notting Hill, em Londres, Reino Unido

 

Notting Hill Carnival, em Londres, Reino Unido

 

O carnaval neste bairro lindo de Londres, Notting Hill Carnival, é um evento anual que acontece na cidade desde 1966, na região de Kensington.

 

Dentre todos desta lista, é o único realizado em agosto: apesar do nome, ele não faz parte da temporada global de carnavais e só acontece no feriado nacional da primeira segunda-feira do mês.

 

Organizado pela população caribenha da cidade, a festa atrai quase 2,5 milhões e pessoas todos os anos, representando uma das principais manifestações culturais da Grã-Bretanha.

 

O Carnaval de Notting Hill tomou formas na década de 60 quando um “Carnaval do Caribe” foi realizado na prefeitura de Canmden Town em resposta ao estado problemático das relações raciais da época, após ataques generalizados no Reino Unido e brigas raciais em Notting Hill.

 

Televisionada, a festa foi organizada em 1959 pela jornalista e ativista trinitária Claudia Jones que, inclusive, é conhecida como “a mãe do Carnaval de Notting Hill”. O evento reuniu tradições da cultura caribenha como o estilo cabaré e calipso, e culminou com um concurso para decidir a rainha do Carnaval.

 

Atualmente, o calipso, soca e reggae ainda são os estilos musicais mais tocados durante a festa e há também barracas de comidas típicas do Caribe pelas ruas do bairro.

 

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