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6 coisas que eu aprendi com o meu mochilão

Das selfies às bagagens, seis coisas que você aprende ao fazer uma viagem no estilo mochilão sozinho

6 coisas que eu aprendi com o meu mochilão
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Em abril, eu passei 27 dias mochilando sozinha pela Europa. Foram seis países diferentes, 13 cidades e cinco albergues. Uma experiência incrível e enriquecedora, mas também bastante cansativa. Logo no começo, você passa a prestar atenção em detalhes que só este estilo de viagem proporciona.

 

A seguir, eu listei seis coisas que eu aprendi com o meu mochilão. Espero que eles te ajudem a organizar a sua viagem e a ter uma experiência maravilhosa!

 

1. Selfies e vício em celular

 

Você perde vergonha rapidamente de ficar se gravando e falando sozinha com o celular perto das pessoas, seja de recordação ou para stories no Instagram. São registros ótimos da viagem e as redes sociais acabam servindo de companhia pra quem viaja sozinho. 

 

Eu tive uma experiência muito legal de gravar stories por todos os destinos que passei e os amigos e familiares sentiram como se viajassem comigo. É interessante porque, se você estiver em uma viagem solo, as redes socais ajudam a proporcionar a sensação de estar acompanhado pela presença virtual de pessoas queridas.

 

Mas, claramente, deve haver um equilíbrio. Às vezes, sem perceber, passamos tanto tempo olhando para a tela do celular que nos esquecemos de apreciar a paisagem. O seu aparelho vai ser um companheiro inseparável durante a viagem, mas saiba desligar-se dele para estar presente no momento.

 

2. Nem tudo sai como o planejado

 

Mesmo que você prepare sua viagem com cuidado, você não vai conseguir fazer tudo. Porque o desandar da viagem depende de muita coisa, como o tempo (fez bem mais frio do que eu esperava nos primeiros dias da viagem e choveu) e a sua vontade (você pode estar cansado demais para sair à noite ou então para acordar cedinho todos os dias, por exemplo). E está tudo bem se não sair tudo como o planejado. O importante é aproveitar como puder e entender que cada pessoa tem experiências diferentes.

 

Quando você viaja no estilo mochilão, principalmente se for sozinho, tem de aprender a respeitar o seu ritmo e os seus limites. Serão vários dias caminhando, passeando exaustivamente. Você precisa respeitar o seu corpo e a sua mente e dar tempo para que descansem e se recarreguem para o próximo passeio.

 

Eu, com certeza, não considerei este aspecto quando fiz o meu roteiro. Acreditava que ia conseguir passear todos os 27 dias. Na realidade, eu precisei tirar alguns dias, normalmente quando viajava para um novo destino, para ficar no albergue e descansar. Assim, na manhã seguinte, já acordava renovada para turistar com mais tranquilidade.

 

3. O peso da sua mala

 

Aconselho a não levar muita roupa porque vai pesar bastante e você vai ter que ficar carregando a bagagem a cada novo destino e isso é muito incômodo. Para mim, de fato, foi a pior parte de um mochilão.

 

Além disso, mesmo com o orçamento apertado, você vai acabar comprando mais coisas e não terá espaço para elas se já for abarrotado de bagagem.

 

E não precisa se preocupar com roupas sujas: a grande maioria dos albergues tem lavanderias que os hóspedes podem usar. As máquinas de secar e secadoras funcionam com moedas e você pode usá-las a qualquer hora do dia.

 

4. Imprevistos

 

Eu optei por uma mala pequena de rodinha ao invés do tradicional mochilão. As duas opções têm suas vantagens e desvantagens. No entanto, tive o infortúnio da minha mala rasgar inteira quando eu viajava de Berlim para Munique de trem. Por isso, outro fator essencial é estar preparado para lidar com todo tipo de imprevisto.

 

Por exemplo? Perder um trem ou não gostar do albergue que você reservou. São coisas que todo mundo está sujeito a passar. O essencial é manter a calma, respirar fundo e ativar o “modo praticidade”. Pergunte-se “Como posso resolver isso?”. Crie um plano B e tente não se desesperar.

 

Ah, e não tenha medo de pedir ajuda! No meu caso, por exemplo, eu fui perguntar para o pessoal da recepção do albergue de Munique se eles sabiam onde eu poderia encontrar malas com preços baratos para comprar na cidade, mesmo que usadas, e um dos funcionários me deu uma das malas que um hóspede havia deixado no hostel.

 

5. Evite itens que você pode comprar na viagem

 

Também sobre bagagem: não há necessidade de levar itens de beleza e higiene como xampu, condicionador e creme hidratante porque você pode comprá-los facilmente em qualquer farmácia ou mercado assim que chegar, e por preços muito bons. Desta forma, você diminui o peso da mala, evita problemas com embalagens com líquido na imigração e também evita que eles vazem na sua bagagem.

 

Para se sentir ainda mais preparado, antes de viajar, pesquise a localização do mercado mais perto do albergue/hotel. Uma vez feito o check-in e a mala guardada em segurança no locker do seu quarto, você pode dar uma passada no mercado e comprar os itens essenciais logo na sua chegada.

 

Além de tudo, passear por um mercado em outro país é sempre uma experiência incrível!

 

6. Cuidado com a saúde

 

É muito fácil ficar desidratado, pegar uma insolação ou uma infecção urinária em uma viagem longa se você não se cuidar direito. Você fica tão entretido em seus passeios que acaba se esquecendo de beber água, principalmente no inverno, que não dá tanta cede, e também se esquece de passar o protetor solar.

 

Outra coisa recorrente é acabar segurando mais a vontade de fazer xixi porque não é sempre que tem um banheiro por perto. Sem contar os diversos banheiros públicos sujos que você usará, né?

 

É importante ficar atento a estes pequenos detalhes para cuidar da saúde e ter uma experiência tranquila.

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SOBRE O AUTOR

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Brenda Bellani é editora de conteúdo e tradutora do Hotcourses Brasil. É formada em Jornalismo e especializada em Língua Inglesa e Tradução pela UNIMEP. Já morou 18 meses nos Estados Unidos como au pair e é apaixonada por viagens. Como hobby, ela mantém um blog sobre livros e tradução e é dona de uma lista infinita de livros-que-quer-ler.

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