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6 hábitos curiosos dos europeus

Salada no café da manhã, sopa no calor, banheiros sem lixo... Seis hábitos curiosos de algumas partes da Europa.

6 hábitos curiosos dos europeus
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Durante o meu mochilão pela Europa, eu fui notando alguns costumes curiosos em cada um dos países pelos quais eu passei. Alguns se repetiam a cada destino; outros sofriam pequenas alterações, mas continuavam presentes; e uns eram típicos apenas em um dos países.

 

 

Apesar de variarem por toda a Europa, é sempre válido aprender sobre costumes e hábitos que você possa encontrar no seu destino de estudo antes de se mudar por diferentes razões:

 

  • Já se familiarizar com a cultura do país;
  • Evitar o estranhamento ao chegar ao país;
  • Evitar situações constrangedoras em que você não sabe como agir;
  • Agilizar o processo de adaptação.

 

Vale ressaltar mais uma vez que os itens listados abaixo podem mudar de acordo com país e são baseados na minha experiência pessoal. São curiosidades que eu achei interessantes e dignas de notas por suas dessemelhanças em relação aos nossos costumes. No entanto, elas não representam a Europa como um todo.

 

Por isso, gostaria de saber: qual foi o costume que você mais achou curioso durante a sua viagem ou os seus estudos na Europa?

 

1. Beijo no rosto

 

Quando cheguei na Holanda, fui recepcionada por amigos com dois beijos, um em cada lado do rosto. A mesma coisa aconteceu na Hungria, quando encontrei a minha amiga e a sua família. Eu, do interior de São Paulo, estou acostumada com um beijo só, geralmente virando o lado direito do rosto. Em ambos os países, esta forma de cumprimentar é comum entre pessoas conhecidas, como familiares e amigos, até mesmo entre homens.

 

Foi um pouco constrangedor perceber que estavam esperando pelo segundo beijo na Holanda – por sorte, me explicaram logo como era o costume e não tiraram sarro de mim. Já na Hungria, fui cumprimentar a mãe da minha amiga começando pela direita e ela virou o lado esquerdo do rosto. Aí tivemos aquele segundo constrangedor em que as duas tentam mudar a direção e ficam sem saber o que fazer.

 

Mas esse é um costume que muda entre as regiões do mesmo país, como acontece entre os estados brasileiros. No Rio de Janeiro, por exemplo, as pessoas se cumprimentam com dois beijos no rosto, enquanto em São Paulo, o mais comum é apenas um só ou até mesmo um rápido abraço, se forem conhecidos.

 

É por estas e outras que eu quase sempre recorro ao seguro e respeitoso aperto de mão, mesmo correndo o risco de retribuírem o cumprimento com um abraço ou beijo na bochecha e eu ter de disfarçar a minha mão ali erguida e ignorada.

 

Nós já escrevemos um pouco sobre as diferentes formas de cumprimento especificamente nos Estados Unidos em um outro artigo, que você pode ler aqui.

 

2. Não usar sapatos dentro de casa

 

Apesar de ser um hábito mais comum na cultura oriental, alguns lares europeus aderiram ao costume de não usar sapatos dentro de casa. Isso se deve a diferentes motivos, principalmente por uma questão de higiene: evita-se trazer a sujeira da rua para dentro.

 

Assim, quando esta for a norma da casa, normalmente haverá um lugar para guardar os seus sapatos no hall de entrada e, na maioria das vezes, lhe oferecerão uma opção de pantufas ou chinelos que só serão usados dentro da casa. Se este não for o caso, pode ser comum andar descalço pelo local.

 

Talvez você não se sinta muito confortável andando descalço, mas o ideal é respeitar as regras da casa, afinal, você é um hóspede. Agora, se a casa ou dormitório acadêmico for só seu, você é livre para escolher aderir ou não a este costume, porque não é nenhuma regra de etiqueta nos países europeus, e sim mais uma escolha pessoal.

 

3. Não ter lixo no banheiro

 

A primeira vez que fui usar o banheiro em uma casa na Holanda, não encontrei lixinho por perto. Por ter morado nos Estados Unidos, que possui o mesmo costume, logo percebi que deveria jogar o papel na privada. Claramente, você encontrará lixos nos banheiros públicos, mas mesmo que os encontre em casas familiares na Europa, a norma é jogar a sujeira diretamente na privada.

 

Eu tive um diálogo interessante com a minha amiga húngara. Comentei com ela que nós, brasileiros, não tínhamos o costume de jogar o papel higiênico na privada porque corríamos o risco de entupi-la. Ela disse que lá na Hungria é normal jogar tudo na privada – “tipo, até comida”. Eu disse que jogávamos todo o papel higiênico no lixo e ela me devolveu uma pergunta pertinente: mas o banheiro não fica fedendo?

 

Nunca tinha parado para pensar nisso antes. Para eles, este nosso costume parece anti-higiênico. Eu disse que não costumava ficar fedendo e que, de qualquer forma, temos o costume de trocar o lixo com frequência. Mas, de fato, pensando bem, é mesmo um pouco nojento. Eu também não soube explicar para ela porque nossas privadas entopem e as europeias não, porque não entendo de encanamento, arquitetura ou sei lá qual área que explicaria esta diferença entre os países. Mas achei a conversa curiosa.

 

São pequenas coisas como estas que causam certa estranheza quando nos mudamos de país – e algumas pessoas que não são tão delicadas quanto à minha amiga podem acabar julgando hábitos que são diferentes em outros países. Por estar no exterior, você acaba aderindo aos costumes da cultura local; depois, quando volta ao Brasil, vai demorar para se readaptar, por exemplo, a jogar o papel higiênico no lixo e não na privada.

 

4. Comer sopa de entrada

 

Ainda na Hungria, fomos almoçar em um restaurante e a minha amiga disse que ia pedir sopa. Eu estranhei, porque estava um dia muito quente e, aqui onde moro no Brasil, só costumamos tomar sopa quando o tempo esfria. Eu disse que ia comer outra coisa.

 

Quando acabou de fazer o nosso pedido em húngaro para o garçom, ela me informou que havia pedido uma sopa leve para mim. Não entendi muito bem, mas não disse nada, até que os pedidos chegaram e todo mundo também tinha pedido sopa. Na Hungria, é comum começar as refeições, almoço ou janta, com uma sopa de entrada, independente do clima. Depois dela, você escolhe o seu prato principal.

 

 

Foi aí que entendi porque o garçom havia reagido de forma meio estranha quando eu pedi só uma sopa para o almoço em um restaurante em Praga, na República Tcheca, uma das cidades pelas quais eu passei antes de viajar para Budapeste. Eu havia comido apenas a entrada e já me dado por satisfeita!

 

Aliás, a sopa goulash é bem típica tanto na República Tcheca quanto na Hungria, mas também pode ser encontrada com algumas variações na Alemanha, Áustria e outros países europeus. No geral, trata-se de uma sopa rala, bem salgada e saborosa, com pedaços de legumes e de carne de vaca.

 

5. Café da manhã

 

Falando em comida, em alguns países pelos quais eu passei, como Hungria, República Tcheca e Áustria, era comum comer sanduíches com tomate, pepino e pimentão no café da manhã – tanto que todos os albergues nos quais fiquei hospedada eu encontrava esses ingredientes na mesa do café. Na Alemanha, era possível encontrar todo tipo de frios e até mesmo de linguiças no café da manhã. Na Holanda, por sua vez, come-se torrada com granulado de chocolate ou outros confeitos, como anis em pó.

 

 

Cada país tem costumes diferentes em relação à refeição mais importante do dia, que podem parecer um tanto quando estranhos ou esdrúxulos para os brasileiros. Mas vale a pena experimentar comidas típicas durante a viagem, porque faz parte da pacote cultural do país.

 

6. Cachorros em todos os lugares

 

Em vários países da Europa, você vê pessoas passeando com cachorros com muita frequência. E eles acompanham os tutores em todos os lugares: parques, praias, metrôs e ônibus, lojas e shoppings, restaurantes e cafés, até mesmo em bares e baladas! Também é bastante comum ver cães passeando pelas ruas sem guia, acompanhando seus tutores de perto.

 

Eu amo cachorros, então achei ótimo ver tantos deles tão bem tratados por todos os lugares que visitei pela Europa. Mas ficava pasma com o quão comportados eles eram. Entravam no vagão do metrô ou no ônibus e ficavam sentados quietinhos ao lado do dono; ou então deitados debaixo da mesa do restaurante sem emitir um som.

 

 

Como pode? Este post do site The Bark tem algumas considerações bem interessante sobre o bom comportamento dos cachorros europeus. Por exemplo, as pessoas nas ruas não têm costume de mexer nos cães alheios, o que, além de mostrar respeito, ajuda a não distrair os bichos.

 

O que a adestradora especializada percebeu foi que os cães na Europa parecem receber, desde cedo, um tratamento muito parecido com o dos cães de serviço, como os guias ou policiais. Eles são criados em ambientes calmos e confortáveis, para que desenvolvam um comportamento tranquilo. Eles se acostumam a andar pelas ruas sem dar muita atenção às pessoas ao redor. Além disso, as crianças são ensinadas a não mexer com eles nas ruas. Por isso, os cachorros europeus são mais comportados.

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SOBRE O AUTOR

6 hábitos curiosos dos europeus

Brenda Bellani é editora de conteúdo e tradutora do Hotcourses Brasil. É formada em Jornalismo e especializada em Língua Inglesa e Tradução pela UNIMEP. Já morou 18 meses nos Estados Unidos como au pair e é apaixonada por viagens. Como hobby, ela mantém um blog sobre livros e tradução e é dona de uma lista infinita de livros-que-quer-ler.

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