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Estude no exterior : Quando chegar lá

Como estudar no exterior sendo introvertido

8 dicas para aproveitar ao máximo os estudos no exterior sendo introvertido

Como estudar no exterior sendo introvertido

Estudar no exterior é uma das experiências mais legais, mas cheia de desafios. E sair da sua zona de conforto, que já é algo assustador, pode se intensificar se você for uma pessoa introvertida. Em alguns casos, isso leva, inclusive, à desistência da realização desse sonho. Mas há recursos e pequenas atitudes aos quais recorrer para conhecer o mundo.

 

Diferente do que a maioria das pessoas pensam, os introvertidos sabem lidar com situações sociais. Eles só preferem estar sozinhos ou com amigos com quem eles já se sente à vontade. Quando passam muito tempo rodeados de pessoas, gostam de recarregar as energias sozinhos, em silêncio ou em alguma atividade mais calma.

 

No entanto, estudar no exterior exige exatamente o tipo de situação cansativa ou intimidante aos introvertidos: ir para um lugar totalmente novo, sem conhecer ninguém; precisar fazer amizades novas e conviver com desconhecidos; se expor a situações de vulnerabilidade, etc.

 

É perfeitamente normal sentir-se assustado.

 

Além disso, a mídia vende uma imagem universitária internacional de festas, curtição, noites mal dormidas e galera reunida o tempo todo. Como se houvesse apenas essa realidade e quem não se enquadra nela é um peixinho fora d’água.

 

Essa não é a realidade absoluta. É possível ser introvertido e estudar no exterior confortavelmente dentro dos seus limites e preferências. Reunimos dicas de vários sites diferentes a seguir para que você tenha todas as ferramentas e aproveite ao máximo a experiência.

 

1. Aproveite o seu tempo sozinho

 

Estudar no exterior sendo introvertido

 

Não tenha receio de passar o tempo que você precisar sozinho, tanto para estudar quanto para aproveitar o seu tempo livre. Nos primeiros dias, visite o campus da sua universidade e passeie pelo seu barro. Tire um tempo para conhecer a cidade, os principais pontos turísticos e também para se familiarizar com a atmosfera local (claro, sempre tomando todas as medidas de segurança).

 

Caminhar sozinho é muito gostoso e você pode fazer tudo no seu tempo – sentar-se em algum parque, tomar um café ou visitar os museus que quiser.

 

O seu curso, com certeza, exigirá o convívio diário com outros estudantes, seja participando em sala de aula ou fazendo trabalho em grupo. Quando todas essas atividades começarem a pesar, encontre uma forma de passar um tempinho sozinho na sua acomodação, maratonando uma série, tomando um banho de banheira (isso é bem comum na Europa e Estados Unidos) ou qualquer outra coisa relaxante.

 

2. Encontre o “seu lugar”

 

Nos seus passeios pelo campus e pelo seu bairro, é bem provável que você encontrará um lugar que se transformará no seu refúgio durante o período no exterior. Pode ser a biblioteca da universidade, um parque, uma praça, um café ou um restaurante.

 

Esse lugar – que passará a ser o “seu lugar” – normalmente é um ambiente para você estar rodeado de pessoas, mas quieto consigo mesmo, no seu laptop, lendo um livro, meditando, estudando, ouvindo um podcast ou simplesmente observando o movimento. Leve os seus fones de ouvido e, se precisar, escute música para abafar o barulho ambiente e conseguir um momento tranquilo, em um local onde você se sente bem e seguro.

 

Essas pausas são boas, inclusive, para descansar a mente. É comum sentir-se emocionalmente exausto depois de se comunicar por um período prolongado em uma língua estrangeira, mesmo que você seja fluente.

 

Quando estiver a fim, pode convidar algum amigo para se juntar a você e tomar um café naquela “sua” coffee shop ou estudarem juntos no “seu” cantinho da biblioteca.

 

3. Faça parte de uma sociedade ou clube estudantil

 

Unir-se a uma sociedade acadêmica ou clube esportivo é uma excelente maneira de conhecer pessoas que compartilham dos mesmos interesses e gostos que os seus. As universidades internacionais, por meio da União dos Estudantes e/ou associações de alunos estrangeiros, mantêm grupos de todos os tipos, desde fotografia e política a xadrez e quadribol (se você for um Potterhead).

 

Se você tem dificuldade de fazer amizades ou começar uma conversa com um desconhecido, ajuda bastante se houver um assunto em comum, especialmente se for algo que os dois gostam muito e sentem-se confortáveis para expressar suas opiniões.

 

Outra dica é chegar sempre às reuniões, em especial na primeira, com alguns minutos de antecedência ao horário marcado para se acostumar com o ambiente antes de todos aparecerem. Assim, você também evita de encontrar um grupo grande de pessoas e ter de se apresentar e cumprimentar todos, se isso te deixa desconfortável ou envergonhado.

 

Quando menos perceber, os integrantes da sociedade ou clube estudantil podem se tornar o seu grupo de amigos dentro da universidade, o que nos leva ao próximo item.

 

4. Forme um grupo de amigos

 

Formar um grupo de amigos vai acontecendo naturalmente. Não é algo que você decide de um dia para o outro. As amizades se constroem aos poucos, em sala de aula, no residencial estudantil ou em uma sociedade acadêmica, como mencionamos acima.

 

O introvertido costuma ter poucos, mas bons amigos, geralmente de longa data. Aquela turma com quem você se sente à vontade e gosta de passar o tempo junto, nem que seja para cada um ficar no seu canto lendo confortavelmente em silêncio. Isso pode ser um desafio ao estudar no exterior, porque será inevitável se colocar na posição de fazer novas amizades. Mas você precisa estar aberto e disposto a conhecer outras pessoas, mesmo que isso te assuste no começo.

 

Fazer amizades de todas as partes do mundo é um item essencial no “pacote de vantagens” de se estudar no exterior. O resultado de aprender com diferentes culturas e costumes é uma tolerância maior às diferenças e uma vivência multicultural que reverbera ao longo da sua vida.

 

Ao se sentir à vontade com alguém da sua sala de aula, convide-o para um café ou para estudarem juntos, talvez? Ou então comece a participar das atividades da sua sociedade/clube acadêmico. Quando menos perceber, terá o seu grupinho de amigos com quem compartilhará a experiência no exterior.

 

5. Registre a experiência de uma forma criativa

 

Manter um diário durante os estudos no exterior

 

Encontre uma forma de expressar os seus pensamentos e sentimentos e de registrar a experiência de estudos no exterior. Ajuda bastante se essa forma for criativa, como escrever um diário, manter um bullet journal, pintar ou desenhar, criar um blog ou canal no YouTube, entre várias outras opções.

 

Quando você se sentir sozinho ou com saudades de casa, registrar a sua experiência no exterior de uma forma criativa é uma maneira de externar os seus sentimentos e não deixar que tomem conta. Geralmente, colocá-los para fora escrevendo, falando ou desenhando sobre eles ajuda a entendê-los melhor. Isso por si só já é interessante, principalmente estando longe da sua família e amigos.

 

Mas há também o benefício enorme de ter recordações ao longo de todo o seu período no exterior que ajudarão a manter as vivências, os aprendizados e as memórias vivas muito além do seu retorno ao Brasil.

 

6. Transforme o seu quarto na sua casa

 

O quarto de um introvertido tem características de santuário: o lugar mais importante dentro de casa que funciona como um refúgio, vedado ao público. Basicamente, é aquele lugar onde você se sente em casa.

 

Longe de tudo, é importante que isso aconteça no exterior também para você ter sempre um local para recarregar as suas energias. A acomodação estudantil, seja um dormitório em um residencial acadêmico ou um quarto em uma homestay, vai se transformar no seu lar longe de casa.

 

Por isso, dedique-se a torná-lo aconchegante e com a sua cara: cole pôsteres na parede, use uma roupa de cama confortável, decore o ambiente com coisas que te façam se sentir bem, coloque porta-retratos com fotos da sua família e amigos, etc.

 

7. Desafie-se

 

Vai ser difícil no começo, não vamos negar, mas diga “sim” a coisas que normalmente te tiram da sua zona de conforto. Pode ser um jantar com pessoas novas ou uma festinha de vez em quando. Talvez o seu modo automático seja recusar todos os convites a atividades sociais para não precisar sofrer por antecedência e depois se sentir deslocado durante o evento.

 

Porém essa é a hora de tentar coisas novas, afinal, você até se mudou de país para isso.

 

Obviamente você não precisa dizer “sim” para tudo ou fazer coisas que não queira de fato. A sugestão é para apenas considerar coisas novas e não usar o mecanismo de defesa de recusar qualquer convite sem ao menos tentar ao menos uma vez antes.

 

8. Use todos os recursos ao seu dispor

 

Estudar e viajar são duas coisas introspectivas, embora muitas vezes pareça o contrário. Nós aprendemos em grupo em salas de aula, mas o que absorvemos do conteúdo e o que resolvemos fazer com ele é muito individual. Portanto, não se sinta mal de gostar de ficar sozinho!

 

Por fim, não tenha vergonha de pedir ajuda se a adaptação estiver difícil. Ela é complicada mesmo, seja você introvertido ou extrovertido, e cada um passa por essa transição de uma forma distinta.

 

As universidades têm todo tipo de recursos, serviços e ferramentas para ajudar os estudantes a se sentirem em casa e aproveitarem este período ao máximo. Um exemplo bastante comum é o peer mentoring, pelo qual veteranos se voluntariam para receber os novos estudantes, apresentá-los ao campus e tirar todas as suas dúvidas sobre a vida universitária. Assim, os calouros já começam os estudos conhecendo alguém e têm a quem recorrer se precisarem.

 

Leia também:

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O que é inteligência emocional e como estudar no exterior ajuda a desenvolvê-la

18 dicas para sobreviver à universidade com um orçamento limitado

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