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Estude no exterior : Quando chegar lá

O que é inteligência emocional e como estudar no exterior ajuda a desenvolvê-la

O que significa inteligência emocional? Quais os benefícios da IE desenvolvida para a sua vida pessoal e profissional? Como os estudos no exterior ajudam a desenvolvê-la?

O que é inteligência emocional e como estudar no exterior ajuda a desenvolvê-la
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Um curso universitário no exterior, independente do país onde for oferecido, proporciona diversos benefícios aos estudantes. Além do diploma superior, o desenvolvimento intelectual, o preparo profissional e, consequentemente, a vantagem no mercado de trabalho, o graduado adquire uma bagagem de habilidades e conhecimentos conhecidas como soft skills ou, às vezes, também como people skills que ajudam a desenvolver a inteligência emocional.

 

O que são as soft skills?

 

Diferente das hard skills – habilidades técnicas facilmente mensuráveis, como aprender a mexer em um software ou ter proficiência em um idioma estrangeiro –, as soft skills são competências comportamentais mais voltadas à vivência, à interação com os outros e à inteligência emocional, como empatia, trabalho em equipe e resiliência.

 

Apesar de, em muitos casos como entrevista de trabalho e processo de admissão no exterior, as hard skills normalmente terem um peso maior, principalmente pela facilidade de avaliá-las – com históricos escolares, diplomas, certificados e currículos, por exemplo –, as soft skills também são acessadas e a sua valorização tem se intensificado cada vez mais. Prova disso são perguntas como “Qual é o seu maior defeito?” e “Como você lida com adversidades?”.

 

Basicamente, são habilidades mais “leves” e “sociais”. Assim como nas habilidades técnicas, é comum que as pessoas sejam mais eficientes em algumas do que em outras. Mas elas não são adquiras com livros, cursos e muito estudo. As soft skills são desenvolvidas com a vivência e a convivência – ou seja, você vai aprender interagindo com os outros em diferentes ambientes e situações e, também, com exercícios de autorreflexão e autoavaliação.

 

E aí se encontra a razão para que o intercâmbio seja tão bom para a sua inteligência emocional. Mas antes de discutirmos este tópico específico, precisamos responder uma pergunta fundamental...

 

Mas, afinal, o que significa inteligência emocional?

 

Inteligência Emocional (IE) foi um termo popularizado pelo psicólogo e jornalista científico Daniel Goleman. O seu livro Inteligência Emocional, publicado em 1995, virou um best-seller mundial e disseminou, entre tantas outras inovações, a ideia de que o QI de um indivíduo não é medido apenas por suas habilidades e que a “alfabetização emocional” deveria ser ensinada na escola.

 

A partir daí criou-se o “quociente emocional” também conhecido como QE, uma forma de medir a inteligência emocional, que, segundo Goleman, é formada de cinco elementos principais:

 

  • Autoconsciência;
  • Autorregulação;
  • Motivação;
  • Habilidades sociais;
  • Empatia.

 

A IE está intrinsicamente ligada às emoções, tanto as nossas próprias quanto as dos outros: à capacidade de identificá-las, reconhecê-las, lidar com elas, gerenciá-las, etc. No geral, são habilidades que não são ensinadas nas escolas, não se aprende só de ler em livros ou de fazer cursos. Elas podem ser desenvolvidas, sim, de diversas formas; no entanto, para que isso aconteça, o indivíduo precisa estar disposto a evoluir pessoal e intimamente.

 

A importância da inteligência emocional

 

O QI, quociente de inteligência, refere-se, de forma simplificada, à capacidade de processar e reter informações. Entretanto, a IE veio à tona para provar que não basta apenas ter um QI elevado se a pessoa não souber administrar suas próprias emoções e não souber interagir saudavelmente com as pessoas ao seu redor. Segundo Goleman, a IE contribui com 80% do sucesso na vida de uma pessoa. Assim, o QI e o QE devem se complementar!

 

É por isso que o mercado de trabalho, de maneira geral, tem crescentemente valorizado as habilidades relacionadas à IE nos profissionais, por consequência, os cargos de gerência são ocupados por pessoas com um QE mais desenvolvido. Atualmente, é comum ver mais empresas investindo no bem-estar de seus colaboradores e também em workshops voltados ao coaching e desenvolvimento social e emocional. A IE pode ter um papel fundamental na evolução de um negócio.

 

Inteligência emocional desenvolvida

 

Então como saber se a sua inteligência emocional é desenvolvida?

 

Existem diversas formas de acessar e avaliar a sua IE. A seguir, listamos algumas característica de uma pessoa com inteligência emocional desenvolvida. Com quais você se identifica?

 

  • Gostar de conhecer pessoas novas;
  • Sentir-se curioso e mostrar-se interessado nas pessoas que você conhece;
  • Ter habilidades de liderança;
  • Ter consciências dos seus pontos fortes e fracos;
  • Ter consciência dos seus próprios sentimentos e emoções, saber reconhecer a importância deles e lidar com eles;
  • Ter controle sob suas emoções e pensamentos;
  • Ser capaz de se focar com facilidade;
  • Ser capaz de aceitar críticas e feedback, mesmo que negativos, aprender com eles e usá-los para se aperfeiçoar;
  • Ser uma pessoa autêntica e honesta;
  • Ter e saber demonstrar empatia, por exemplo, compreender os sentimentos dos outros mesmo quando você nunca tenha passado por situação semelhante;
  • Saber ouvir e respeitar a opinião alheia, principalmente quando difere da sua;
  • Saber reconhecer sua culpa e pedir desculpas;
  • Conseguir se relacionar bem com as pessoas e tirar aprendizados dessas interações;
  • Valorizar a sua “identidade moral” – quem você é, o que você quer representar para o mundo ética e moralmente;
  • Sentir prazer em ajudar os outros;
  • Ter qualidades de uma pessoa altruísta;
  • Ter facilidade em reconhecer as expressões faciais e corporais dos outros;
  • Conseguir se recuperar depois de uma decepção ou fracasso;
  • Ser capaz de dizer não;
  • Conseguir manter a sua palavra e, assim, ser um pessoa confiável;
  • Ser automotivado.

 

Como pode perceber, há várias habilidades atribuídas à IE e, claramente, cada pessoa tem um conjunto delas e não todas. Mas a partir do momento que você toma consciência sobre a IE e as suas características, pode passar a aprender e treinar as habilidades listadas acima que ainda não são naturais para você.

 

A Inteligência emocional no meio profissional

 

 

A inteligência emocional bem desenvolvida é uma marca de um bom líder que, além de apresentar qualidades mais “comuns”, como ética e ambição, também tem várias características de uma pessoa evoluída emocionalmente, capaz de lidar, liderar e conviver com pessoas de diferentes personalidades e históricos de vida.

 

Para prosperar no meio profissional e subir na carreira, o indivíduo precisa de um conjunto de habilidades específicas da IE, como gestão de pessoas, trabalhar em equipe, trabalhar sob pressão, lidar bem com adversidades, superar erros e fracassos, ser um bom juiz de caráter, ter intuição e instinto, saber dar feedback construtivo, estar aberto às críticas, ter controle emocional, entre tantas outras.

 

Equívocos sobre a inteligência emocional

 

Apesar de bem difundida hoje em dia, a compreensão da IE ainda vem acompanhada de equívocos comuns. Diferente do que possa parecer, ser uma pessoa emocionalmente inteligente não significa automaticamente ser feliz, otimista, agradável, calma e motivada o tempo todo.

 

QE não é sinal de “perfeição”, de não estar sujeito a erros, aos dias ruins, ao mau humor, à insegurança, à desmotivação e, em casos mais graves, até mesmo ao estresse e à depressão. Afinal, pessoas em posições de liderança, por exemplo, precisam lidar com enormes cargas de responsabilidade e isso pode gerar problemas emocionais até mesmo nas pessoas com IE mais desenvolvida.

 

Assim como as habilidades técnicas, as da IE também precisam ser treinadas rotineiramente para que não se desgastem e sejam esquecidas. Se você fica muito tempo sem treinar um idioma estrangeiro, a sua proficiência piora, não é mesmo?

 

Por isso que é interessante manter-se sempre na ativa e procurar situações e ambientes em que a sua IE possa ser desenvolvida, como participar de grupos presenciais de discussão, fazer trabalhos voluntários, entre outras opções.

 

A inteligência emocional e os estudos no exterior

 

Como os estudos no exterior podem ajudar a inteligência emocional? Por ser desenvolvida, principalmente, com a interação com os outros e com o meio, a experiência de estudar no exterior potencializa este desenvolvimento ao expor o estudante a uma cultura totalmente nova, normalmente muito diferente da que ele está acostumado.

 

Estudar em outro país é uma experiência desafiadora, enriquecedora e gratificante de diversas formas. Ela proporciona ao estudante um rápido crescimento emocional e social em medidas que nem sempre seriam possíveis se ele permanecesse em seu país de origem.

 

A vivência no exterior, primeiramente, faz com que o estudante torne-se uma pessoa aberta ao novo e culturalmente consciente, aprenda a respeitar e a valorizar as diferenças, e também a incorporar novos aspectos à sua forma de ser com intuito de se tornar uma pessoa melhor, em constante evolução.

 

Além disso, o estudante aprende a lidar com situações extremas e adversidades de todos os tipos e a superar desafios constantes, como se comunicar em um idioma estrangeiro, se locomover em um local completamente novo, fazer novas amizades do zero e viver longe de casa, da família e dos amigos. Isso tudo o fortalece emocionalmente!

 

Em uma universidade estrangeria, o estudante conviverá não só em uma cultura com outros costumes como também em um sistema acadêmico diferente e, por vezes, muito mais rígido que o brasileiro. Ele irá interagir com pessoas de diferentes nacionalidades e hábitos, realizando trabalhos em grupo e fazendo apresentações orais – situações que exigem um certo nível maturidade e disposição.

 

Estar aberto a estas situações, que, não há como negar, podem ser assustadoras, o estudante já está desenvolvendo diversas habilidades da inteligência emocional de uma forma ainda mais elevada devido ao simples fato de estar em país estrangeiro.

 

Uma pessoa que estuda no exterior adquire respeito às diferenças, tolerância ao estresse e adversidades, flexibilidade e independência. O resultado disso tudo é muito gratificante e, definitivamente, valerá muito à pena quando o estudante retornar ao Brasil e também quando for adentrar o mercado de trabalho.

 

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SOBRE O AUTOR

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Brenda Bellani é editora de conteúdo e tradutora do Hotcourses Brasil. É formada em Jornalismo e especializada em Língua Inglesa e Tradução pela UNIMEP. Já morou 18 meses nos Estados Unidos como au pair e é apaixonada por viagens. Como hobby, ela mantém um blog sobre livros e tradução e é dona de uma lista infinita de livros-que-quer-ler.

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