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Curso de espanhol na Espanha: Thaís explica bolsa Santander

Thaís explica como estudou espanhol em Salamanca, na Espanha, de graça com a bolsa de estudo Santander, depois de uma experiência de intercâmbio na Austrália.

Estudar espanhol da Espanha: Thaís explica sobre bolsa de estudo Santander
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Thaís Silva da Cunha tem 30 anos e é do Rio de Janeiro. Formada em Administração, há alguns anos ela resolveu fazer um curso de inglês na Austrália, onde morou por oito meses. Depois de retornar ao Brasil, inspirada pela experiência de estudos no exterior, ela procurou por novas alternativas de “voltar para o mundo” e encontrou a bolsa de estudo Santander para um curso de espanhol em Salamanca, Espanha.

 

Thaís conversou com o Hotcourses Brasil sobre as suas duas experiências de estudo no exterior. Confira a entrevista a seguir!

 

Estude na Europa

 

Como soube das bolsas de estudo do Santander e por que decidiu se inscrever?

 

Voltei de um intercâmbio que fiz na Austrália para estudar inglês e fiquei buscando alternativas para poder voltar para o mundo. Foi muito difícil retornar e me adaptar. Me inscrevi, pois já tinha um espanhol intermediário/básico e tinha certificado da escola que estudei, portanto encaminhei o certificado.

 

Como foi o processo seletivo? Você recebeu orientação ou ajuda da universidade ou de alguma agência?

 

Não recebi ajuda alguma, fiz tudo por conta própria e fui buscando tudo que eles solicitavam e encaminhando. O processo dependia de demonstrar se o espanhol era intermediário, o se o coeficiente de rendimento na Universidade era satisfatório e se já possuía passaporte.

 

O que você estudou e por quanto tempo? Como foram os estudos? Gostou da experiência?

 

Brasileira na Espanha - Bolsa Santander

 

Estudei espanhol na Universidade de Salamanca durante um mês. Foi uma experiência incrível com mais ou menos 180 alunos de todo lugar do Brasil, ficamos alojados nas dependências da Universidade e foi ótimo conhecer todos. A gente estudava todos os dias durante a manhã e as aulas eram ótimas, foi muito agregador.

 

O que a bolsa incluiu? Você a recomendaria a outros brasileiros? Quais dicas daria a quem está interessado em se inscrever para ser selecionado e também poder aproveitar ao máximo a experiência?

 

A bolsa incluía as passagens aéreas, alojamento, três refeições por dia. Recomendo com certeza essa experiência, tenho amigos até hoje de quando fiz esse intercâmbio. A é ir bem na Faculdade, ter um bom rendimento, provável acima de 9,0 e já ter um passaporte válido.

  

O que achou da Espanha, tanto no meio acadêmico quanto no dia a dia? Os espanhóis são receptivos?

 

Eu amei a Espanha em quase todos os sentidos, não me adaptei muito à comida. Tive diversas alergias e até hoje não sei muito bem o motivo. Mas a Espanha é linda, tem muita história, uma arquitetura fantástica e os espanhóis nos trataram muito bem.

 

Como foi a sua experiência de estudos no exterior anterior?

 

Foi a minha segunda experiência de estudos internacionais. Primeiro morei na Austrália por oito meses e isso me mudou, eu amadureci, aprendi inglês, vivi sozinha e foi demais! Acho que é válido para todos viver isso, a gente sai da zona de conforto e aprende a se virar. Acho que não há contra, pois todos os perrengues que vivi foram válidos para meu crescimento.

 

Quais foram os perrengues mais marcantes desta experiência? 

 

Eu quebrei meu dedo do pé no campeonato que o Gabriel Medina ganhou pela primeira vez e eu tinha operado ele e colocado parafuso antes de ir para a Austrália, então tinha mais ou menos quatro meses. Meus amigos pediram carona na rua para me levar ao hospital, devido à minha dor e eu chorando e rindo com um amigo meu, alguns australianos acharam que eu estava ficando noiva por rir e chorar e receber abraços do meu amigo (risos).

 

Eu trabalhava duro na Austrália, com empregos que talvez no Brasil eu não trabalharia e isso me fez valorizar tudo. Também fiquei sem dinheiro em uma viagem que fiz para a Tailândia, meus cartões não funcionavam e tive que pedir dinheiro emprestado a um brasileiro e um francês e eu morri de vergonha por isso, mas eu não tinha dinheiro pra comer e nem pra pegar o barco pra me levar até a cidade do aeroporto.

 

Uma amiga que morava comigo na Austrália quebrou o ombro andando de skate e eu precisava dar banho, comida, lavar louça, enfim, eu precisava fazer tudo pra ela e isso nos fez irmãs, hoje em dia. Não foi nada fácil na época par nenhuma das duas, mas a gente não tinha escolha e hoje fico feliz pela gratidão da família dela comigo.

 

De que maneira estudar no exterior influenciou a sua vida pessoal, acadêmica e profissional?

 

Mudou tudo. Eu vivia com minha mãe e meu irmão e praticamente nunca tinha viajado (na primeira experiência), portanto, tanto o inglês como o espanhol, fui aprendendo na marra, afinal eu precisava me comunicar. Eu fiz amizades verdadeiras que vão durar toda a minha vida, eu aprendi a ceder, a me conhecer, a pedir ajuda. Tudo isso me transformou profissionalmente, a saber lidar com todas as diversidades e me jogar nos desafios.

 

Em qual cidade e escola você estudou na Austrália? Você trabalhou no país durante a experiência?

 

Thaís - Curso de inglês na Austrália

Thaís (no centro da imagem) com os seus amigos do Car Wash, em Gold Coast, Austrália.

 

Morei na Gold Coast e estudei na escola Gold Coast College. Eu trabalhava desde o segundo mês no país em um Car Wash, mas fiz alguns bicos limpando hotéis e casas de famílias. Também fiz trabalho voluntário em uma cafeteria, pois eu pensava em ficar mais tempo e trabalhar com bebida por lá é melhor e precisa de curso, que é caro. Então se eu trabalhasse como voluntária não precisaria fazer o curso, apenas o certificado me liberando para trabalhar com bebida.

 

Você sentiu muita diferença entre o sistema de ensino, a receptividade e o estilo de vida australiano e espanhol?  

 

A receptividade do espanhol parece com a dos brasileiros, eles eram incríveis e queriam nos ajudar quando viam expressões perdidas pelas ruas de Salamanca. O ensino era parecido e estar morando no país da língua que estamos aprendendo, não tem nada igual. É aprender na marra, na garra e isso é ótimo!

 

Já o estilo de vida dos australianos é maravilhoso, parece com o estilo carioca e eu amei porque me senti em casa. Eles gostam de ar livre, churrasco, encontrar os amigos, praia, surfe. Sem contar a segurança do país que é algo fora do comum para mim, já que sou do Rio de Janeiro. Na Espanha, me sentia segura também, mas não como na Austrália, era diferente.

 

Estudar na Austrália

 

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SOBRE O AUTOR

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Brenda Bellani é editora de conteúdo e tradutora do Hotcourses Brasil. É formada em Jornalismo e especializada em Língua Inglesa e Tradução pela UNIMEP. Já morou 18 meses nos Estados Unidos como au pair e é apaixonada por viagens. Como hobby, ela mantém um blog sobre livros e tradução e é dona de uma lista infinita de livros-que-quer-ler.