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Por que estudar Engenharia de Energia no exterior?

Um guia completo: o que é Engenharia de Energia, onde estudar a área no exterior e quais carreiras você pode seguir

Por que estudar Engenharia de Energia no exterior?
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Imagem: Pixabay

 

Quer unir engenharia e sustentabilidade em uma só carreira? Talvez a Engenharia de Energia seja a área acadêmica certa para você. Ela é o ramo da engenharia que busca aperfeiçoar o aproveitamento das formas primárias de energia. Presença central nas operações mecânicas, elétricas e eletrônicas, o engenheiro de energia é aquele que mantêm o funcionamento de usinas de energia para hospitais, fábricas de celulose, usinas de rejuvenescimento de petróleo, refinarias, fábricas e inúmeras outras empresas e indústrias.

 

Os estudantes de Engenharia de Energia também aprenderão as leis e regras referentes ao setor. Normalmente, há um módulo obrigatório de estágio prático.

 

As formas primárias de energia:

 

As fontes primárias de energia são aquelas disponíveis na natureza antes de serem convertidas ou transformadas.

 

  • Energia humana e animal
  • Energia mecânica:
    • Hidráulica
    • Maremotriz
    • Eólica
  • Energia química:
    • Minerais: carvão, lignito, gás natural e petróleo
    • Explosivos
    • Biomassa: madeira e produtos vegetais transformados em combustível, como madeira, biogás e etanol
  • Energia nuclear (fissão e fusão)
  • Energia solar (radiação solar e eletricidade)
  • Energia térmica terrestre (geotérmica)

 

O que significa Engenharia de Energia?

 

Uma subcategoria da engenharia, ela está relacionada às seguintes áreas:

 

  • Planejamento, análise e desenvolvimento de sistemas de geração de energia;
  • Transporte ou transmissão de energia;
  • Distribuição e utilização de energia;
  • Aparelhos relacionados à área como transformadores, geradores elétricos e motores;
  • Corrente alternada (AC) e corrente direta (DC) e a conversão entre elas;
  • O desenvolvimento de tecnologia e sistemas de energia, inclusive aeronaves;
  • Otimização do consumo de energia;
  • Avaliação e implantação de energias renováveis e não renováveis.

 

Desde o diagnóstico ao consumo, o engenheiro está ligado a todas as fases e formas da energia.

 

Estrutura típica de um curso de Engenharia de Energia

 

Como todas as demais áreas da engenharia, a graduação de Engenharia de Energia começa com uma grade curricular básica obrigatória, com disciplinas de matemática, física, química, computação e economia. Depois do primeiro e segundo ano de base, o estudante começa a se especializar na área de energia com matérias mais específicas, como eletricidade, combustíveis, energia hidráulica, energia solar, energia térmica, iluminação, climatização, potencial energético, gestão energética, gestão ambiental, sustentabilidade, termodinâmica, e muito mais, dependendo da instituição de ensino superior e também do país.

 

Alguns exemplos de cursos de Engenharia de Energia no exterior

 

A University of Tasmania, na Austrália, tem uma Escola de Energia e Tecnologia da Informação e Comunicação, pelo qual oferece um Bacharelado de Engenharia (com Honras) com especialização em Engenharia de Energia Elétrica de quatro anos de duração. Nos dois primeiros anos, os estudantes aprenderão fundamentos de matemática, física e ciência de engenharia; nos demais semestres do curso, poderão se especializar em Engenharia de Energia, cursando disciplinas específicas como Design de Energia Elétrica, Física, Eletrônica de Potência e suas Aplicações, Métodos Numéricos da Engenharia, Controle e Operações de Sistemas de Energia e várias outras. A graduação envolve também um módulo de experiência prática no setor de 12 semanas para a conclusão do curso.

 

Além disso, a University of Tasmania tem um Centro de Energias Renováveis e Sistemas de Energia, uma instituição de alta qualidade para o ensino, pesquisa e consultoria nas áreas de energia renovável e sistemas de energia.

 

Entre em contato direto com a University of Tasmania para saber mais:

 

 

A Berkeley Engineering, departamento de engenharia da famosa UC Berkeley, na Califórnia, Estados Unidos, também tem um Bacharelado de Engenharia de Energia de quatro anos de duração. O curso preparará os estudantes nas áreas de sistemas de energia, energia renovável, sustentabilidade, engenharia ambiental e engenharia solar.

 

Segundo o site oficial, o curso entrelaça os fundamentos da física clássica e moderna, química e matemática com as aplicações da engenharia de energia. “Um dos pontos principais desta área de estudo é a sua flexibilidade. A sua base em física e matemática é implementada por uma seleção de opções de disciplinas de engenharia que preparam os estudantes para os desafios complexos relacionados à energia enfrentados pela sociedade”, informa o site.

 

Saiba mais aqui.

 

Outras instituições que oferecem cursos acadêmicos na área de Engenharia de Energia pelo mundo:

 

 

Saiba mais:

 

Energia renovável:  a energia proveniente de recursos não esgotáveis e naturalmente reabastecidos pelo sol, vento, chuva, marés e energia geotérmica.

 

Energia não renovável:  a energia proveniente de recursos naturais esgotáveis e dependentes de condições adequadas e processos contínuos para a sua formação, como o carvão mineral, petróleo, gás natural e energia nuclear.

 

11 países que estão mudando para energia renovável (segundo The Climate Reality Project):

 

1. Suécia: energia solar, eólica, armazenamento de energia, redes inteligentes e transporte limpo

2. Costa Rica: hidrelétrica, geotérmica, solar, eólica e outras fontes de baixo carbono

3. Nicarágua: solar, eólica e geotérmica

4. Escócia: a energia eólica já abastece 97% dos lares escoceses

5. Alemanha: potência mundial em energia solar fotovoltaica

6. Uruguai: solar e eólica

7. Dinamarca: 42% de energia gerada por turbinas eólicas no país, o maior percentual do mundo

8. China: maior capacidade mundial de energia eólica e a segunda maior capacidade de energia solar fotovoltaica

9. Marrocos: maior central solar do mundo, além de energia eólica e hidráulica

10. Estados Unidos: solar, solar fotovoltaica e eólica

11. Quênia: energia geotérmica e eólica

 

Acordo de Paris (2015): assinado em Paris em 2015, trata-se de um tratado das Nações Unidas contra a Mudança Climática que estipula medidas de redução de emissão de dióxido de carbono a partir de 2020, incentivando os países a, entre vários objetivos e iniciativas, criar tecnologias inovadoras e expandir o setor de energia limpa. O Acordo pode levar a criação de inúmeras novas vagas e oportunidades para os engenheiros de energia e também da ascensão da área tanto acadêmica quanto profissional.

 

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SOBRE O AUTOR

Por que estudar Engenharia de Energia no exterior?

Brenda Bellani é editora de conteúdo e tradutora do Hotcourses Brasil. É formada em Jornalismo e especializada em Língua Inglesa e Tradução pela UNIMEP. Já morou 18 meses nos Estados Unidos como au pair e é apaixonada por viagens. Como hobby, ela mantém um blog sobre livros e tradução e é dona de uma lista infinita de livros-que-quer-ler.

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