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10 mulheres que revolucionaram as ciências

Da astronomia à medicina, conheça a história de dez mulheres extraordinárias que ajudaram a revolucionar as ciências

10 mulheres que revolucionaram as ciências

Marie Curie, Rosalind Franklin, Jane Goodall, Sally Raide... São inúmeros os nomes conhecidos das mulheres que fizeram história. Mas para cada uma delas há centenas de cientistas desconhecidas com trabalhos revolucionários.

 

Ser mulher no meio das ciências ainda é uma luta. Atualmente, apenas 16% dos profissionais envolvidos no setor de tecnologia e 33% dos estudantes matriculados em cursos de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) são mulheres.  Além disso, elas assumem apenas 26% dos cargos seniores e, entre as empresas da Fortune 500, só 33 têm uma mulher como CEO.

 

10 mulheres que revolucionaram as ciências

 

Neste Dia das Mulheres, queremos celebrar o trabalho de alguns dos nomes de mulheres acidentalmente ou propositadamente esquecidos mas que revolucionaram as ciências.

 

1. Florence Bascom (1862 - 1945)

 

Florence descobriu o seu amor por geologia em uma viagem da infância com o seu pai e um amigo que trabalhava a área. Ela foi colaboradora dos Serviço Geológicos dos Estados Unidos e focou o seu estudo no Planalto de Piedmont, no leste do país, entre a planície costeira do Atlântico e as Montanhas Apalaches, que vão de Nova York ao Alabama. Com a sua pesquisa, ela ajudou a entender como as montanhas se formam.

 

Em 1906, ironicamente, Florence foi eleita uma das 100 geólogas do mundo em uma revista chamada “Homens Americanos da Ciência”.

 

2. Caroline Herschel (1750 – 1848)

 

A alemã Caroline Herschel foi a primeira mulher do mundo a descobrir um cometa. Aos 22 anos, ela foi morar com o seu irmão que trabalhava fabricando telescópios. A relação e amizade entre os dois acabou gerando nela o amor pela astronomia. Juntos, eles desenvolveram a abordagem matemática à astronomia.

 

Sozinha, no entanto, ela descobriu três nebulosas e oito cometas, além de produzir catálogos que são usados ainda hoje.

 

3. Celia Payne-Gaposchkin (1900 – 1979)

 

Mulheres nas ciências

 

Celia também ajudou a revolucionar a astronomia. Foi ela quem descobriu, nada mais nada menos, que o sol é feito de hidrogênio e hélio.

 

Enquanto estudava botânica na Grã-Bretanha, ela assistiu a uma palestra com um físico famoso da época e achou tão interessante que resolveu mudar a sua área de estudo. Depois, foi cursar a Harvard University nos Estados Unidos, onde passou o resto da sua carreira.

 

Além de entender o nosso sol, ela também estudou estrelas variáveis, tirando mais de um milhão de fotos delas com a sua equipe.

 

4. Tiera Guinn

 

A engenheira aeroespacial, projetista e analista estrutural, Tiera Guinn, não tinha ainda nem concluído o seu bacharelado no MIT em 2017 quando começou a trabalhar para a Nasa. Ela ajuda a projetar com a Boeing o foguete que busca levar astronautas ao planeta Marte.

 

5. Rita Levi-Montalcini (1909 – 2012)

 

Mulheres nas ciências

 

A italiana Rita Levi-Montalcini foi a primeira vencedora do prêmio Nobel a chegar aos 100 anos de idade. Na juventude, ela convenceu o pai a deixá-la cursar medicina, mas durante a Segunda Guerra Mundial, foi forçada a largar a faculdade e fugir do país com sua família para os Estados Unidos. Mesmo durante este período, ela continuou o estudar dissecando embriões de galinhas.

 

Após o término da guerra, ela foi responsável pela descoberta do fator de crescimento nervoso, que orienta o desenvolvimento do sistema nervoso. Mais tarde em sua carreira, tornou-se senadora na Itália, cargo no qual trabalhou pelo resto da vida.

 

6. Mary Anning (1799 – 1847)

 

Mary Anning descobriu os seus primeiros fósseis, da espécie ictiossauros, aos 12 anos de idade próximo aos penhascos de Lyme Regis, onde morava com a sua família no Reino Unido.

 

Ela, claro, optou pela carreira de paleontóloga e continuou a encontrar diferentes artefatos importantes com o seu trabalho, inclusive o primeiro presiosauria. Apesar de ser considerada a maior fossilista do mundo, ela até hoje não leva crédito por algumas de suas descobertas.

 

7. Mae Carol Jemison

 

Mulheres nas ciências

 

Mae C. Jemison foi a primeira afro-americana a se tornar astronauta e em 1992 foi a primeira mulher negra a ir para o espaço, como membro de uma equipe da nave Endeavor, da Nasa.

 

Antes de se tornar astronauta, ela era médica em missões do Corpo da Paz em Serra Leoa e Libéria.

 

8. Chien Shiung Wu (1912 – 1997)

 

A chinesa Chien Shiung Wu mudou-se para os Estados Unidos para fazer o seu doutorado. Pouco depois, ela foi recrutada pelo Projeto Manhattan, um programa de pesquisa e desenvolvimento que produziu as primeiras bombas atômicas na Segunda Guerra Mundial.

 

Durante a sua entrevista para esse trabalho ultrassecreto, ela conseguiu adivinhar qual era o objeto de pesquisa do projeto resolvendo uma equação deixada na lousa da sala. Recrutada, ela ajudou a descobrir como enriquecer urânio para abastecer bombas nucleares.

 

Posteriormente, o prêmio Nobel reconheceu o trabalho dos dois homens que lançaram essa ideia pela primeira vez, ignorando Chien Shiung Wu que já havia a provado experimentalmente antes deles.

 

9. Lise Meitner (1878 – 1968)

 

Mulheres nas ciências

 

Mais uma injustiçada pelo prêmio Nobel. A física austríaca Lise Meiner foi uma estudiosa da radioatividade e da física nuclear responsável pela descoberta da fissão nuclear.

 

Desde o seu doutorado, ela trabalhou em parceria com o seu colega cientista Otto Hahn. Ela descobriu o elemento químico protactínio (Pa) e mais tarde publicou o primeiro artigo sobre fissão nuclear. No entanto, Hahn ganhou o prêmio Nobel de Química pela pesquisa e Meitner não recebeu nenhum crédito.

 

Além disso, ela foi responsável pela descoberta da Emissão Auger, fenômeno da física em que a emissão de um elétron de um átomo causa a emissão de outro elétron. O efeito, no entanto, recebeu o nome Auger em homenagem ao homem que “descobriu” a emissão dois anos depois de Meitner.

 

10. Francoise Barre-Sinoussi

 

A cientista francesa Francoise Barre-Sinoussi ajudou a descobrir o HIV e determinar que o vírus é a causa da Aids.

 

Ela já estudava retrovírus quando foi convidada e fazer parte de uma equipe que pesquisava a Aids e procurava determinar as suas causas. Na época, os estudos já sondavam a possibilidade da doença ser causada por um retrovírus – o que Francoise realmente descobriu em apenas duas semanas.

 

Ela então pesquisou como o sistema imunológico responde ao HIV e à Aids na tentativa de encontrar uma cura. Aposentada desde 2016, a francesa ainda é uma forte voz de incentivo para que o mundo se una contra a Aids e combata o estigma da doença.

 

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Fontes: Inhersight, Business Insider e Global Citizen.

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