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Austrália: Quando chegar lá

A cultura do café na Austrália

Como o café se tornou uma atividade social na Austrália e também na Nova Zelândia e como aproveitar essa cultura durante os seus estudos

A cultura do café na Austrália e Nova Zelândia

Flat White, bebida popular na Austrália e Nova Zelândia.

 

Há algumas décadas, não seria tão simples encontrar na Austrália um local que servisse um espresso duplo com micro espuma acompanhado de torradas com abacate bem elaboradas. Hoje em dia, eles não só estão por todos os lados no país, como também já marcam presença em grandes cidades do mundo todo, como em Nova York, que tem um número impressionante de coffee shops australianas.

 

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Como isso aconteceu?

 

Como toda história de mistura de sabores, culinárias e tradições, tudo começou com a imigração. Em meados do século 20, quando a cultura do café na Itália teve um grande crescimento em 1940 graças à invenção da máquina a vapor, milhares de imigrantes italianos se mudaram para Melbourne, na Austrália, após a Segunda Guerra Mundial. O gosto por um cafezinho bem feito, claro, acabou indo com eles.

 

A cultura do café (ou Aussie café movement, como tem sido chamada) acabou combinando muito mais com o estilo australiano, onde a vida é mais tranquila, inevitavelmente influenciada pelo sol e cultura praieira, do que nos agitados centros urbanos da Europa. Em Melbourne, onde o distrito empresarial tem densidade similar com o nova-iorquino, os cafés passaram a servir como um espaço necessário para a socialização dos habitantes.

 

Do café com torrada aos famosos churrascos na praia, a cultura gastronômica na Austrália é bastante centrada na convivência social entre amigos, colegas e familiares.

 

Bem-estar

 

Outro fator cultural que ajudou na popularização de cafeterias pela Austrália foi o crescimento da preocupação com o bem-estar – de comer bem, se movimentar, cuidar da saúde física e mental e, de maneira geral, “se mimar” um pouco mais.

 

As opções de bebidas e comidas nas coffee shops australianas são majoritariamente saudáveis. Elas vão muito além do que a rede Starbucks oferece – bolinhos e croissants, por exemplo. Na Austrália, há ênfase em produtos frescos, feitos na hora e contendo ingredientes da moda para cuidar as saúde, como abacate, iogurtes e quinoa.

 

É normal que o movimento nesses cafés comece de manhã logo após as pessoas se exercitarem, à procura de um desjejum saudável para iniciar o dia revigorado.

 

“Terceira Onda

 

Centro de Mlebourne, na Austrália

Cafés em Melbourne, na Austrália.

 

Todos estes fatores geraram o que tem sido chamado de “Terceira Onda do Café” na Austrália. A primeira foi popularizar o café; a segunda, foi entender a importância da qualidade. Já a terceira e atual, envolve a experiência completa psíquica-cultura: café artesanal, ambiente, saber a origem dos grãos, priorizar produtores menores e locais, etc.

 

De maneira resumida, é ter uma compreensão maior sobre o café.

 

Flat white

 

O café tem versões distintas em cada parte do mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, antes da fama do Starbucks, você dificilmente veria alguém pedir um espresso, mas sempre foi comum comprar um copo enorme de café, porque os americanos gostam dele fraco. Não é à toa que pelo resto do mundo, quando você pede por um “café americano”, recebe uma caneca com um espresso diluído em água fervendo.

 

Nada representa tão bem o movimento do café australiano como a sua versão chamada flat white. Em essência, é um cappuccino mais suave, com uma espuma branca, menos intenso do que um espresso, mas mais forte do um latte (que é feito com uma quantidade generosa de leite). No Brasil, se você pedir um pingado em qualquer bar ou padaria, é a versão “raiz” do latte que será servida, menos “gourmetizada”.

 

Enquanto um cappuccino clássico tem camadas distintas de café espresso, leite fervido e espuma, o flat white é apenas uma dose de espresso com uma pequena dose do leite fervido. Assim, o gosto do café é apenas realçado e não mascarado pela espuma branca.

 

Apesar de ser popular na Austrália há décadas, o flat white agora está disponível em cafeterias pelo mundo todo.

 

Austrália X Nova Zelândia

 

Embora tenha sido popularizado como uma invenção australiana, há uma disputa com a vizinha Nova Zelândia pela autoria do flat white. De fato, o movimento do café também teve a sua versão neozelandesa – o Kiwi café movement.

 

A disputa vai além disso. A Nova Zelândia clama ter produtos laticínios superiores e mais puros – e, claro, um bom leite resulta em melhores bebidas nas cafeterias. Outra diferença é que o flat white neozelandês leva uma dose de espresso, já o australiano é feito com ristretto. O espresso é um pouquinho mais longo, resultando em 50% a mais de volume na bebida. Ou seja, na Nova Zelândia, eles bebem flat whites com gosto mais intenso de café do que de leite.

 

Parece besteira, mas, para os aficionados por café, faz diferença e mantém uma disputa saudável entre os dois países pela melhor mistura e melhor sabor.

 

Dezenas de opções

 

Quando você estiver estudando na Austrália ou na Nova Zelândia e começar a se aprofundar na cultura do café local – com certeza terá diferentes cafeterias inclusive dentro do campus da sua universidade –, prepare-se para ser bombardeado por opções.

 

Se você pedir por um “café” em uma dessas coffee shops especializadas, o barista ficará confuso, porque nada ali é um café. Curto, longo, macchiato, latte, flat White, cappuccino, mochaccino, piccolo, affogato, viena... Esses são apenas algumas das bebidas mais comuns.

 

E mesmo que você já saiba o que pedir, tipo um cappuccino, provavelmente farão ainda mais perguntas, como, por exemplo, se você quer canela ou chocolate por cima ou então uma ou duas doses de espresso.

 

Caso você ainda não souber o que quer ou então não faz ideia do que todos esses nomes significam, os baristas costumam ser solícitos para explicar a diferença entre as bebidas e te ajudar a encontrar uma ideal para os seus gostos.

 

3 curiosidades sobre a cultura do café na Austrália e Nova Zelândia

 

1. No wi-fi

 

Como mencionado acima, tomar um café é uma atividade social na Austrália. Assim como o chá na Inglaterra, eles pararão o que estão fazendo, seja estudos ou trabalho, de manhã e à tarde para um cafezinho, de preferência com uma conversa para acompanhar.

 

É por isso que nem toda cafeteria australiana e neozelandesa tem wi-fi. Eles querem que os clientes conversem entre si, aproveitem a bebida e o momento. Isso, inclusive, evita que as pessoas passem horas seguidas no local, mexendo em um laptop. Nesses países, é preferível beber sua bebida e sair.

 

2. Pequenas doses

 

Diferente de lugares como os Estados Unidos (e mais parecido  com o que acontece no Brasil), na Austrália e Nova Zelândia, as pessoas valorizam a qualidade e não a quantidade. Então é muito mais comum ver gente tomando um espresso em uma xicarazinha do que as canecas gigantes estilo Friends.

 

3. Sem desperdício

 

Para evitar o descarte de copos plásticos/de papel das bebidas “para levar”, várias cafeterias australianas e neozelandesas dão descontos para quem levar o seu próprio copo reutilizável. Algumas até vendem opções muito bonitas na loja.

 

As 10 melhores cafeterias da Austrália

 

A lista a seguir faz parte do ranking do site The World 50 Best:

 

  • Market Lane, Melbourne
  • Patricia, Melbourne
  • The Kettle Black, Melbourne
  • Barrio Collective, Canberra
  • Gumption, Sydney
  • Neighbourhood by Seán McManus, Sydney
  • Single O, Sydney
  • Reuben Hills, Sydney
  • Exchange, Adelaide
  • John Mills Himself, Brisbane

 

Leia também:

35 fatos e curiosidades sobre a Austrália

 

Fonte: Vogue, The Upsider e Young Adventuress.

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