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China: Destino de Estudo

Entrevista: estudar mandarim e engenharia na China

O mineiro Lucas cursou um ano de mandarim intensivo e um ano de Engenharia Elétrica e Automação na China. Leia a entrevista sobre a sua experiência!

Entrevista: estudar mandarim e engenharia na China

O mineiro Lucas Franklin, bacharel em Engenharia de Sistemas, passou dois anos na China, onde estudou em duas instituições diferentes. Na primeira, ganhou proficiência suficiente no mandarim para ser admitido na segunda, onde fez um intercâmbio na sua área.

 

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Como aconteceu a sua decisão de estudar no exterior? O que te motivou a escolher a China como destino de estudo?

 

O motivo de escolher a China para meu intercâmbio de estudos foi por conta do que ela representa hoje para o mundo, sua ascensão econômica, sua cultura milenar e a chance de aprender um idioma completamente novo.  

 

Quando, onde e por quanto tempo você estudou na China?

 

Estudei na China entre 2014 e 2016. Fiz um ano de intenso de mandarim na Universidade de Tianjin, em Tianjin, e um ano de intercâmbio no programa de Engenharia Elétrica e Automação do Instituto de Tecnologia de Harbin, em Harbin, na província de Heilonjiang

 

Como foi o processo de inscrição na universidade e de solicitação do visto?

 

Foi super tranquilo, os documentos foram todos enviados online, em inglês, e quando você é aprovado, recebe a carta de aprovação pelos correios. Com essa carta é só ir na embaixada solicitar o visto temporário, que fica pronto em uma semana.

 

Chegando na China é só se inscrever no dia da matrícula na universidade e eles te dão toda a documentação e suporte para solicitação do visto de estudante permanente.

 

Quando você passou do curso intensivo de mandarim para o intercâmbio de Engenharia, precisou deixar a China ou mudar de visto?
 

Não, foi preciso somente solicitar um novo visto de estudante para a nova universidade antes que o visto anterior expirasse.

 

Entrevista: Lucas estudou mandarim e engenharia na China

 

Como foi o seu processo de adaptação à cultura e estilo de vida do país? Teve algum aspecto da sua experiência que ajudou a amenizar o choque cultural ou acelerar a adaptação ao novo ambiente?

 

O processo de adaptação foi bem rápido, pois como no primeiro ano fazia apenas as aulas de mandarim, eu era cercado por um ambiente totalmente internacionalizado, com pessoas de vários países e culturas diferentes. Além disso a presença de grandes marcas internacionais no país ajudou bastante, principalmente em relação a comida, em qualquer esquina da China é possível encontrar um McDonalds ou um supermercado Carrefour.

 

Como era a sua rotina de aulas? O período que você estudou na China foi suficiente para adquirir a proficiência desejada no idioma?
 

As aulas de mandarim aconteciam de segunda a sexta, das 08:00 as 16:30, com aulas em vários domingos durante o ano. Apesar de um ano de mandarim ser o suficiente para adquirir uma proficiência de nível 4, numa escala de 1 a 6, que é o exigido para que se possa ter aulas de graduação, esse nível de proficiência não é suficiente para que seja possível acompanhar as aulas com conteúdos mais técnicos.

 

O curso de Engenharia em Harbin era ministrado em mandarim?

 

As aulas eram oferecidas em mandarim, inglês ou aulas bilíngues, onde a aula era ministrada em mandarim e o material das aulas e anotações dos professores eram em inglês.

 

Aulas somente em mandarim eram impossíveis, porque no curso de mandarim só aprendemos o idioma do dia a dia, o mandarim técnico é completamente diferente e necessitaria de um plano de desenvolvimento diferente. Alunos estrangeiros que fazem toda a graduação em mandarim na China têm aulas de chinês científico e técnico mesmo depois de estar na faculdade.

 

A maioria das matérias que cursei ou era em inglês ou eram aulas bilíngues.

 

Você estudou com pessoas de diferentes nacionalidades? Como foi a experiência?

 

Foi uma experiencia incrível estudar com pessoas de diferentes lugares e culturas, cada um tinha uma história diferente para contar, e como todos nós vivíamos longe de casa, nos tornávamos uma família, juntamente com os professores chineses.
 

Experiência de brasileiro que estudou mandarim e engenharia na China

 

A partir de sua experiência, quais aspectos são positivos e quais são negativos em relação a um intercâmbio na China?

 

Aspectos positivos são incontáveis, desde um povo muito receptivo e alegre, a chance de aprender um idioma novo e completamente diferente das línguas ocidentais, a oportunidade de estudar nas maiores e melhores universidades do país, aprender sobre a cultura e os costumes locais, entre muitos outros aspectos.

 

Em relação aos aspectos negativos não me vem nada a cabeça, talvez o fato da aprendizagem do idioma, que é muito complexo e requer muita dedicação, pode desaminar algumas pessoas no início, mas com perseverança é possível aprender o suficiente para ter uma vida de qualidade em regiões em que o inglês não é muito falado. 

 

De quais maneiras ter estudado na China influenciou a sua vida após o retorno ao Brasil?
 

Ter estudado na China deu um grande boost no meu currículo, abrindo portas para várias propostas de trabalho, mas mais importante do que isso, ter convivido com tantas pessoas de culturas e nacionalidades diferentes me fez ver o mundo e as pessoas de uma maneira diferente. Percebi que me tornei muito mais aberto a novas experiências e muito mais empático com situações e pessoas que não conheço.
 

O que você recomendaria a outros brasileiros que estão considerando a China como destino de estudo no exterior? ​

 

Vá com coração aberto, e aproveite cada minuto dessa experiencia incrível.

 

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