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A experiência de cursar Marketing e Business em Dijon, na França, contada por uma brasileira

Carolina estudou Marketing e Business na Burgundy School of Business em Dijon, na França, e conversou com o Hotcourses Brasil para contar sobre a experiência

A experiência de cursar Marketing e Business em Dijon, na França, contada por uma brasileira
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Carolina Amarante, 21, é estudante do quinto período de Relações Internacionais na PUC-SP – apesar de ter começado os estudos na PUC Minas e pedido transferência para São Paulo este ano. No entanto, foi a universidade em Minas Gerais que possibilitou o seu intercâmbio de Marketing e Business na Burgundy School of Business, em Dijon, na França.

 

O Hotcourses Brasil conversou com a estudante brasileira para saber como foi sua experiência de estudar na França e o que ela achou da cultura e do sistema acadêmico do país.

 

 

Como você se decidiu pela França como destino de estudos?

 

Sempre sonhei em ir à França, desde pequena. Já entrei na faculdade determinada em fazer meu intercâmbio pra lá.

 

Qual universidade e curso você escolheu? Por quê?

 

Escolhi a Burgundy School of Business, em Dijon. O curso era de Marketing e Business. Eu só tive duas opções de cidade para escolher: Dijon e Lille. Pesquisei bastante as duas cidades e me apaixonei por Dijon.

 

O que te fez se apaixonar por Dijon? Para você, quais foram os benefícios de estudar em uma cidade menor e menos procurada pelos estudantes internacionais, do que Paris, por exemplo?

 

Dijon é relativamente uma cidade pequena, tem mais ou menos 200.000 habitantes. E foi isso que me fez me apaixonar por ela. É uma cidade pequena, aconchegante, tradicional, conservada, tem muita história e, apesar de ser menor, tem uma estrutura muito boa. O transporte público funciona muito bem, é uma cidade segura e tranquila.

 

Para mim, foi ótimo ter ido para uma cidade menor e não pra Paris, porque na minha faculdade em Dijon eu era única intercambista brasileira naquele ano. Então foi muito bom, porque eu só falava inglês e francês o dia todo, e isso me ajudou muito a melhorar a língua.

 

 

Como foi o processo de seleção e de solicitação de visto?

 

Eu fiz meu intercâmbio pela PUC Minas, eles oferecem intercâmbios para diversos países e pra todos os cursos. O processo de seleção consistia em 3 etapas: inscrição, teste de inglês e entrevista. Para conseguir ir, tinha que ter a média geral do curso acima de 70.

 

O processo de solicitação de visto é bem tranquilo, se você levar todos os documentos corretamente e no prazo, seu visto ficará pronto em 15 dias. São muitos documentos mas eles explicam tudo muito detalhado pelo site do consulado francês. E tem uma taxa que deve ser paga em euros no dia da entrega dos documentos no consulado, tem que ir pessoalmente.

 

O seu curso era ministrado em francês ou em inglês? Você precisou comprovar fluência mínima? Como foi?

 

Meu curso era ministrado em inglês, porque eu não possuía nível suficiente para fazer o curso em francês. Tive que fazer o teste de inglês do ICBEU e conseguir uma nota de nível avançado. A prova é dividida em três partes: writing, listening e reading.

 

Onde você morou durante os estudos? Como encontrou a acomodação?

 

Morei durante todo meu intercambio em Dijon, em uma residência feminina que ficava a 3 minutos andando da faculdade. Encontrei essa acomodação pela indicação de uma colega que tinha feito intercambio pra lá. Entrei em contato 4 meses antes e já deixei minha vaga reservada.

 

Como era a sua rotina de estudos? O que achou do ambiente universitário francês?

 

Eu não tinha uma grade horária semanal fixa, toda semana mudava e tínhamos que olhar no portal online da faculdade. No começo, achei bem estranho porque estava acostumada com uma grade fixa por semestre.

 

O ambiente universitário francês é muito bom. As salas de aula eram todas novas, bem cuidadas e tecnológicas. Toda cadeira tinha uma tomada e todas as salas tinham projetor de slides. Tinha wi-fi pelo campus todo.

 

A maioria dos professores dava trabalhos para apresentar e outros davam prova escrita. Os professores eram bem rigorosos com a disciplina na sala de aula.

 

Você fez amizade com estrangeiros durante o intercâmbio?  E com franceses? Para você, quais os benefícios da convivência com pessoas de diferentes nacionalidades?

 

Fiz amizade apenas com outros intercambistas e nenhum francês. Os franceses, na minha opinião, são muito fechados para outras culturas e por isso não fazem amizade com intercambistas.

 

Para mim, eles estão perdendo uma baita oportunidade se fechando desse jeito. Conviver com pessoas de diferentes nacionalidades é essencial para o crescimento e amadurecimento individual. Conhecer culturas diferentes foi muito importante pra mim, não me arrependo de jeito nenhum.

 

 

O que achou da cultura francesa? Do que mais gostou e do que menos gostou? O que achou dos franceses?

 

A cultura francesa é bastante peculiar, se você não estiver aberto a entrar em uma cultura diferente, nem tente ir à França.

 

Os franceses são muito educados na comunicação, sempre vão falar “bom dia” e “boa noite”, “por favor” e “obrigada”, “senhor” e “senhora”, esse foi o aspecto que eu mais gostei, porque não estava acostumada com isso no Brasil.

 

Mas, ao mesmo tempo que são educados, podem parecer rudes às vezes, principalmente se você chegar falando inglês ou não se mostrar interessado em aprender o francês.

 

Os franceses são muito nacionalistas e orgulhosos de sua língua e por isso não gostam quando um estrangeiro chega em seu país falando outra língua. Este foi o aspecto que menos gostei, porque, na minha opinião, ninguém é obrigada a aprender francês quando vai viajar à França.

 

Você teve oportunidade de viajar pelo país e pela Europa? Como foi a experiência?

 

Sim. Tive a oportunidade de conhecer 9 países pela Europa e algumas cidades da França. Foi uma experiência maravilhosa, os países europeus são lindos, cheios de cultura e história. Cada país tem sua peculiaridade e acho isso incrível. Vale muito a pena!

 

Além do mais, é muito fácil e barato viajar dentro da Europa, tem trem e ônibus para qualquer lugar.

 

Como você se sentiu ao voltar ao Brasil? Foi fácil voltar à rotina que você tinha anteriormente?

 

É sempre um momento difícil quando chega a hora de voltar. É uma mistura de sentimentos, feliz por voltar pra casa e rever os amigos e familiares, mas ao mesmo tempo triste por ter acabado o tão esperado intercâmbio, que passa muito rápido!

 

A volta pra mim foi tranquila, estava ansiosa para chegar porque estava com muita saudade da minha família. Sofri um pouco com o fuso-horário, mas em uma semana já me adaptei de novo. Quando cheguei só pensava em ficar com a minha família e comer a comida da minha mãe, mas depois de umas 2 semanas comecei a sentir falta da França de novo. 

 

Você recomendaria a França como destino de estudo? Por quê?

 

Com certeza! Eu amei minha experiência na França e recomendo para todo mundo que tenha vontade de conhecer esse país maravilhoso. A pesar de ter uma cultura mais fria e fechada, é apaixonante e vale cada segundo. A comida é maravilhosa, o clima é ótimo (pra quem gosta do frio haha), é um país muito culto e histórico e por isso é uma ótima oportunidade para estudantes que desejam incrementar suas experiências.

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SOBRE O AUTOR

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Brenda Bellani é editora de conteúdo e tradutora do Hotcourses Brasil. É formada em Jornalismo e especializada em Língua Inglesa e Tradução pela UNIMEP. Já morou 18 meses nos Estados Unidos como au pair e é apaixonada por viagens. Como hobby, ela mantém um blog sobre livros e tradução e é dona de uma lista infinita de livros-que-quer-ler.