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“O aprendizado depende exclusivamente de você”, diz brasileiro que aprendeu inglês do zero em Dublin

Rafael Obici fez um curso de seis meses em Dublin: “Eu fui sem saber absolutamente nada. Estudava de manhã na escola e de tarde por conta própria”.

“O aprendizado depende exclusivamente de você”, diz brasileiro
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O administrador de empresas Rafael Obici tinha 21 anos quando decidiu-se por um intercâmbio na Irlanda. O seu objetivo era aprender a língua inglesa do zero. Atualmente aos 28 anos e prestes a concluir uma segunda graduação em Odontologia, ele conversou com o Hotcourses Brasil sobre os prós e contras da sua experiência de seis meses em Dublin e como tanto o aprendizado quanto os gastos só dependem do intercambista.

 

Estudar na Europa

 

Quais motivos te levaram a optar por um intercâmbio na Irlanda?

 

Eu queria aprender inglês, mas não queria estudar vários anos para isso. Por isso, resolvi fazer um intercâmbio, que me obrigaria a aprender mais rápido.

 

Como foi a sua pesquisa e escolha por um curso e escola de inglês na Irlanda? Você fez o processo sozinho ou teve ajuda de uma agência?

 

Conhecia um amigo que estava lá, e ele me indicou sua escola. Eram cinco horas diárias com professores nativos e reunia pessoas do mundo todo, mas tinha uma quantidade grande de latinos.

 

Não fechei com agência. Fiz direto com a escola porque ficava bem mais barato. Eles me mandaram todas as cartas que eu precisava mostrar no aeroporto e comprei as passagens. Eles me pegaram no aeroporto, tudo certinho. A própria escola me encaminhou para uma residência estudantil por duas semanas. Tinha a opção de morar em uma casa de família ou nessa república. Fiquei com a segunda opção, por conta do custo. 

 

Como foram os seus primeiros dias? Teve uma adaptação tranquila?

 

Não foi muito fácil, principalmente pelo fato de ter ido sem saber o idioma. Eu nunca tinha estudado inglês antes, então demorei uns 20 dias para me adaptar. Depois disso, foi só pegar firme nos estudos e as coisas foram fluindo. 

 

Por quanto tempo você morou no país? Onde você residia?

 

estudar na Irlanda - entrevista Rafael

 

Morei em Dublin por seis meses. Depois das duas semanas na república que a escola me mandou, achei uma casa para dividir com outros estudantes, e acabei trocando de residência durante o tempo que estive lá.

 

Morei com italianos, franceses, espanhóis, indianos e coreanos. A convivência foi tranquila e nunca tive problema com nenhum deles, mas é óbvio que isso depende de você encontrar pessoas que enxerguem o mundo de forma parecida, ou pelo menos respeitem as regras de um convívio em grupo.

 

Você trabalhou durante o intercâmbio?

 

Não trabalhei durante a viagem. Eu poupei grana para passar por essa experiência sem precisar trabalhar. Contudo, vários amigos trabalhavam por lá como barman ou kitchen porter (auxilia em restaurantes). Muitas meninas conseguiam como "au pair", que é babá. É uma ótima opção, porque você não precisa gastar com moradia ou alimentação, e ainda tinham um salário que variava entre 200 e 300 euros semanais. Não é muito, mas como não existe gasto com moradia e alimentação, acaba sendo bem vantajoso, além de ter um contato com uma família nativa, o que ajuda no inglês.

 

Você conseguiu viajar pela Europa durante o intercâmbio? 

 

Viajei bastante, e isso foi um dos motivos de ter escolhido a Irlanda para morar. Conheci algumas cidades da Espanha, Alemanha, Holanda, Itália, Vaticano, Escócia, França e Inglaterra.

 

viajar pela Europa - entrevista Rafael

 

A Espanha me marcou bastante, pois consegui assistir a uma final de campeonato entre Real Madri e Barcelona, e isso foi um sonho. As praias de Ibiza são magníficas!

 

Claro que tive ótimas experiências em todos os países que passei, e não teve nenhum que tenha me decepcionado. Sempre usei uma companhia de voo "popular" chamada Ryanair que tem preços bem baixos. Cheguei a pagar menos de 20 euros para ir para Escócia!

 

Você recomendaria Dublin como destino de estudo para outros brasileiros que estão interessados em um intercâmbio como o seu? Por quê?

 

Indicaria com certeza, mas a pessoa tem que estar ciente de alguns pontos importantes. Dublin tem muuuuuuuuuuuuito brasileiro, então o aprendizado vai depender única e exclusivamente de você. Existem pessoas que não se esforçam e só andam com brasileiros, e isso não ajuda em nada.

 

Eu fui sem saber absolutamente nada. Estudava de manhã na escola e de tarde por conta própria. Depois de seis meses eu conseguia me comunicar de boa com qualquer pessoa e tinha um conhecimento bem satisfatório.

 

Os gastos variavam entre 500 e 600 euros ao mês. Sempre fui uma pessoa moderada com os gastos, então o valor pode subir consideravelmente dependendo do seu modo de vida.

 

Um contra é que, infelizmente, ainda existe preconceito por parte de alguns nativos.

 

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SOBRE O AUTOR

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Brenda Bellani é editora de conteúdo e tradutora do Hotcourses Brasil. É formada em Jornalismo e especializada em Língua Inglesa e Tradução pela UNIMEP. Já morou 18 meses nos Estados Unidos como au pair e é apaixonada por viagens. Como hobby, ela mantém um blog sobre livros e tradução e é dona de uma lista infinita de livros-que-quer-ler.