Essenciais
Reino Unido: Inscrevendo-se em uma universidade

Estudo de caso: curso de inglês na Inglaterra após os 40

Intercâmbio: brasileiros que vão para o exterior para estudar inglês depois de adultos. Cursar inglês em uma escola de idioma na Inglaterra.

Entrevista: curso de inglês na Inglaterra após os 40
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Paula Rodrigues, 42, resolveu aperfeiçoar a fluência no inglês e ter o seu primeiro contato com uma cultura diferente em 2010. Gerente de Recursos Humanos, ela optou por um curso intensivo em uma escola de idiomas na capital inglesa. Paula conversou com o Hotcourses Brasil para contar a sua experiência no exterior, como estudante internacional em Londres por um mês, e como profissional da área de RH. Afinal, ter um curso internacional no currículo é um diferencial?

 

Onde e quando você estudou fora?

 

Em outubro de 2010, fiz um intercâmbio de 30 dias na Inglaterra, durante as férias do trabalho. Sempre adorei idiomas, mas só consegui realizar o meu sonho de fazer uma viagem ao exterior aos 40 anos. Foi no momento certo, pois me ajudou muito a ser valorizada profissionalmente.

 

Em qual curso e universidade você é formado?

 

Sou formada em Administração em Comércio Exterior pela Faculdade Tibiriçá, no centro de São Paulo. Fiz pós-graduação em Gestão de Recursos Humanos pela UNISAL, em Americana (SP). Atualmente faço especialização em Língua Inglesa e Tradução, por paixão ao idioma.


Qual era o seu curso, escola, e o programa de intercâmbio?

 

Optei pela escola LSI (Language Studies International) de Londres, por ter excelente localização e cursos de ótima qualidade.

 

Como meu tempo era curto, optei por estudar em período integral. Assim, me inscrevi no curso intensivo General English (nível avançado), no período da manhã, e no TOEFL/TOEIC/IELTS Preparation Course (curso preparatório), no período da tarde.  Com tudo isso, ainda sobrava tempo para interagir com a cidade e com passeios aos principais pontos comerciais e culturais.

 

Optei por ficar instalada em uma homestay, casa de família nativa, o mais próximo do centro do Londres possível, para poder me locomover rapidamente e estar em qualquer ponto da cidade várias vezes num mesmo dia, explorando cada oportunidade de relacionamento com as pessoas e com a cultura local.

 

De que forma ter estudado fora ajudou na sua vida particular ou/e na profissional?

 

Eu estava numa fase de aprendizado do inglês avançada e a minha professora me orientou sobre estar na hora de investir num curso no exterior para, além de aperfeiçoar o idioma, ter meu primeiro contato com a cultura, pois isso faz parte do processo.

 

Esta oportunidade me abriu portas, pois ao retornar ao trabalho, surgiu a oportunidade de realizar um projeto junto às empresas subsidiárias no exterior. Uma vez que eu tinha o idioma, fui escolhida para este projeto.

 

Mais do que oportunidade profissional, eu ganhei uma experiência de vida maravilhosa. Conhecer outras culturas, além dos livros de história e geografia, é fantástico. Saber que o mundo é muito maior do que existe ao nosso redor e saber que há outras formas de pensar e agir abre a mente, quebra preconceitos e nos transforma em pessoas melhores, com certeza.

 

Como uma profissional da área de Recursos Humanos, você afirmaria que ter um curso internacional no currículo é mesmo um diferencial?

 

Não só o fato de ter um curso internacional, mas o domínio de outros idiomas e a simples experiência do contato com outras culturas, sim, são diferenciais classificatórios quando esta experiência vier com a transformação pessoal. No mundo globalizado dos negócios, com empresas instaladas em todos os continentes, as oportunidades são muitas àqueles que dominam qualquer idioma e sabem se relacionar com outras culturas, sem julgamentos. Este é o ponto principal.


O que mais te marcou de toda a experiência no exterior?

 

Poder utilizar todo o aprendizado teórico, que até então era tudo o que eu tinha, foi muito bom. Verificar se realmente o que eu aprendi foi verdadeiro ao aplicá-lo foi marcante. É como tirar boa nota no exame de habilitação e depois poder dirigir para ver se realmente aprendeu.

 

Outro ponto marcante foi a experiência de estar distante de minha família, pela primeira vez, o que num primeiro instante foi muito estranho e difícil, mas depois me mostrou que nenhum lugar é longe o suficiente para separar-nos. E que a experiência de conhecer o mundo é única e intransferível, pois realmente nos transforma, maravilhosamente.

 

Você conseguiu viajar para mais lugares durante os estudos no Reino Unido?

 

Sim. O sistema de transporte local é muito prático e de fácil acesso. Além de ser mais barato do que temos por aqui. Fui para a Alemanha durante um final de semana, por exemplo. Você tem várias opções rápidas, como ônibus leito (coach), metrô que corta toda a cidade (underground), aeroportos e trens entre países. Com um sistema assim, tudo é possível.

 

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SOBRE O AUTOR

Entrevista: curso de inglês na Inglaterra após os 40

Brenda Bellani é editora de conteúdo e tradutora do Hotcourses Brasil. É formada em Jornalismo e especializada em Língua Inglesa e Tradução pela UNIMEP. Já morou 18 meses nos Estados Unidos como au pair e é apaixonada por viagens. Como hobby, ela mantém um blog sobre livros e tradução e é dona de uma lista infinita de livros-que-quer-ler.