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Estados Unidos: Destino de Estudo

Beijar ou não beijar: como os americanos se cumprimentam?

Beijo no rosto, abraço, aperto de mão: entenda os costumes, comportamentos e como os americanos se cumprimentam!

Beijar ou não beijar: como os americanos se cumprimentam?

Não, este não é um artigo estilo revista pré-adolescente sobre paquera. É na verdade um guia sobre cumprimentos nos Estados Unidos. É fato que nós brasileiros somos calorosos – para não dizer beijoqueiros. É comum e cultural nos cumprimentarmos com um beijo no rosto ou um abraço apertado. A família e os amigos mais íntimos, então, abraçamos sem reservas. São apenas em situações mais formais que optamos pelo aperto de mão.

 

Estudar nos Estados Unidos

 

Posso apostar que todos já passamos por situações constrangedoras em que vamos cumprimentar alguém com um beijo no rosto ou com um abraço, e a pessoa, ao mesmo tempo, estica o braço para um aperto de mão. Ou vice-versa. Se isso acontece entre nós brasileiros, da mesma cultura, imagine-se estudando nos Estados Unidos e conhecendo estrangeiros todos os dias. Como cumprimentá-los?

 

Como os americanos se cumprimentam?

 

É difícil generalizar, porque isto, obviamente, depende da personalidade de cada um e do grau de intimidade entre as pessoas – até mesmo em qual estado norte-americano você estiver morando. Mas os americanos costumam ser bastante reservados. Pouco se abraçam, até mesmo entre a família.

 

Como au pair, eu fiquei em uma homestay, na casa de americanos, e posso contar nos dedos de uma mão as vezes que fui abraçada pelos meus host parents (os pais da família), mesmo tendo uma relação muito legal e amigável com eles. Só mesmo entre os amigos mais íntimos existe o costume de cumprimentar com um beijo no rosto. A mesma coisa acontece na Inglaterra: você só beija se for amigo e tiver mais intimidade.

 

Aperto de mão: uma opção segura

 

Se você for apresentado a alguém desconhecido, opte sempre pelo aperto de mão. É formal e educado. Isto vale bastante para o âmbito acadêmico, quando conhecer professores, orientadores e estudantes estrangeiros, e também em ambientes profissionais.

 

“Os apertos de mão devem ser firmes e acompanhados de contato visual direto durante a saudação, especialmente em contextos de negócios. Ser a primeira pessoa a oferecer sua mão pode refletir confiança. No entanto, esteja ciente de que o aperto de mão pode parecer excessivamente formal e estranho em ambientes casuais.”, informa o site Cultural Atlas.

 

É claro que, com o tempo e ao longo dos estudos, vocês poderão criar certo grau de afinidade, tornarem-se amigos e mudarem a forma de cumprimentarem-se. Até porque em algumas outras culturas o beijo no rosto também é comum, inclusive, um de cada lado da bochecha. Mas como primeira impressão, é melhor um firme aperto de mão e um belo sorriso – evitando, assim, situações constrangedoras.

 

Por que os americanos evitam os abraços?

 

Os americanos têm receio de um abraço ou um beijo no rosto serem mal interpretados; eles evitam qualquer gesto que possa ser interpretado como assédio – mesmo que esses cumprimentos sejam comuns para os brasileiros - e gerem, consequentemente, algum processo judicial.

 

Por isso que os americanos são considerados mais “frios”- o que na verdade deveria ser chamado de “precavidos”. E é por isso, também, que nos ambientes acadêmicos e profissionais que você frequentará nos Estados Unidos, o cumprimento deve seguir as regras da formalidade cultural.

 

Para quem está acostumado com o caloroso e efusivo jeito brasileiro, é um pouco estranho perceber esta distância entre os americanos, é verdade. Mas não entenda estes costumes como esnobismo ou grosseria, é apenas a forma americana de respeitar o espaço do outro. É uma diferença cultural, como muitas outras, fácil de ser adaptada nos primeiros meses no país. E depois de algum tempo de convivência, é normal perceber estrangeiros tornarem-se adeptos dos cumprimentos à moda brasileira.

 

How are you?

 

O comportamento nos Estados Unidos

 

Os americanos costumam se cumprimentar perguntando “How are you?”, que é praticamente a mesma coisa do nosso “Tudo bem?”. Isso geralmente é uma forma de saudação e não, de fato, uma pergunta real sobre o seu bem-estar. Por isso, a resposta mais comum é algo tão simples quanto “I’m good, thanks, and you?" ou resposta similar e breve.

 

Dar uma resposta que seja profundamente pessoal ou menos positiva pode tornar a situação um pouco desconfortável se você não estiver muito familiarizado com a pessoa que te cumprimentou.

 

Nos Estados Unidos, ao tentar engatar uma conversa mais longa ou conhecer melhor a outra pessoa, os americanos costumam perguntar sobre sua ocupação, tipo “What do you do?” – o nosso famigerado “O que você faz da vida?”. Pode parecer intrusivo, mas é a forma deles de puxar assunto e demonstrar interesse na conversa.

 

Comunicação direta

 

Os americanos costumam ser comunicadores muito diretos. Eles tendem a transmitir toda a sua mensagem verbalmente, prestando menos atenção à linguagem corporal. Espera-se que as pessoas cheguem logo ao ponto e não fiquem fazendo rodeios. E isso pode assustar um pouco no começo.

 

Mas não significa que a cortesia seja desconsiderada na comunicação, e sim que os americanos às vezes podem não usar ou identificar nuances (como eufemismo) na conversa ou humor (por exemplo, sarcasmo sutil ou ironia). Preferem dizer logo o que querem ou pensam.

 

São muito certos de si, mesmo que isso às vezes possa ser tido como arrogância. Talvez porque não são muito modestos. No país, espera-se que cada um fale por si, mesmo para reconhecer as suas próprias conquistas, ao invés de esperar isso dos outros.

 

Demonstração pública de afeto

 

O comportamento dos americanos nos Estados Unidos

 

Além disso, as pessoas nos Estados Unidos geralmente são bastante entusiasmadas, assertivas e persuasivas em suas falas e conversas. Por isso, costumam falar alto em espaços públicos, mas, no geral, não apreciam demonstrações abertas de emoções.

 

Há, inclusive, uma expressão para isso: public display of affection ou simplesmente PDA. Trata-se das demonstrações públicas de afeto, atos de intimidade às vistas dos outros. No caso dos americanos, isso pode ser tão simples quanto abraçar ou beijar na boca em ambiente públicos.

 

“Ser muito afetuoso em público mostra falta de habilidades gerais de etiqueta. Quando você e seu parceiro(a) se beijam na frente de outras pessoas, é provável que elas se sintam extremamente desconfortáveis”, diz o site americano The Spruce.

 

“PDAs podem provocar uma ampla variedade de reações nas pessoas ao seu redor. Alguns dos fatores de tolerância incluem idade, normas sociais e costumes. Se você não tem certeza se uma ação é adequada em qualquer ambiente social, você provavelmente deve esperar até que esteja em uma situação mais privada.”

 

Esse, com certeza, é outro aspecto que a cultura americana se difere da brasileira. Somos muito mais abertamente carinhosos e aceitamos bem mais as demonstrações de afeto em público.

 

Por isso, talvez seja necessário saber a distinção entre kiss e make out. O primeiro significa “beijar”; o segundo, “se pegar”, “dar uns amassos”. Os americanos até toleram beijos em públicos, mas uma pegação para eles já é demais.

 

Uma pesquisa realizada em 2014 pelo site YouGov identificou que apenas 20% dos entrevistados entre 30 a 44 anos achavam inadequado beijar em público. No entanto, quando a pergunta era sobre make out, a porcentagem subia para 67%. Já entre os respondentes de 45 a 64 anos a diferença foi ainda mais evidente: 18% de desaprovação em relação ao beijar em público e 80% em relação aos amassos em público.

 

Por essas e outras, é sempre importante fazer a sua pesquisa sobre cultura e comportamentos antes de mudar de país. Isso vai ajudar imensamente na sua adaptação, diminuir o choque cultural e evitar situações constrangedoras no exterior.

 

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