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Estados Unidos: Quando chegar lá

Entrevista: Estudos Globais e Justiça Criminal na Sacred Heart University

Gabriela é embaixadora da Sacred Heart, está envolvida com a equipe de track & field, faz parte do governo estudantil e é também assistente residencial.

Entrevista: A vida acadêmica na Sacred Heart University

Gabriela dos Santos está em Fairfield, Connecticut, no seu último ano da graduação na Sacred Heart University. Nascida em Londrina, Paraná, e criada em São Paulo, ela se mudou para os Estados Unidos quando o pai foi transferido para Nova Jersey. Ela fez os dois últimos anos do ensino médio americano antes de ser admitida no seu bacharelado de Estudos Globais e Justiça Criminal, com minor em Ciência Política, além de fazer parte da honors college.

 

Não só isso: Gabriela é embaixadora da Universidade, está envolvida com a equipe de track & field, faz parte do governo estudantil e é também assistente residencial. Ela conversou com o Hotcourses Brasil sobre toda a sua experiência e esse envolvimento incrível com a comunidade da Sacred Heart University.

 

Conheça a Sacred Heart University, nos EUA

 

Você se mudou para os Estados Unidos antes mesmo da sua graduação?

 

Eu estava no meu último ano do ensino médio no Brasil, começando o terceiro ano e eu vim para cá. Eu falei com a counselor, que é como uma guia que eles têm por aqui, uma pessoa para ajudar no processo de aplicação para a faculdade. Ela olhou para mim e falou: “Um ano é difícil”.

 

Porque meu planejamento era vir para cá e só fazer meu último ano de ensino médio. Mas como eles têm quatro anos ao invés de três aqui, eu tive que recomeçar o meu terceiro ano, que seria o terceiro de quatro anos que eles têm. Aí eu fiz mais dois anos de ensino médio. Então foram quatro anos e meio para mim.

 

Como você escolheu a Sacred Heart University?

 

Eu e meus moramos em Morristown, em New Jersey, mas agora eu estou em Connecticut, trabalhando no verão aqui na Universidade, indo para o meu último ano de faculdade. Quando eu me mudei para cá, eu já tinha em mente que queria ir direto para a faculdade. E eu sabia que era capaz de conseguir isso, mas a gente também sabia que no Brasil, eu ia para uma escola privada para eu conseguir entrar em uma faculdade pública.

 

E aqui as coisas mudaram. Fui para o ensino médio público para conseguir entrar em uma universidade privada, mas todo esse dinheiro era uma coisa que a gente nunca pensou. Então foi todo dia eu procurando bastante, tentando achar scholarship. Eu conversei com essa counselor [do ensino médio americano] e falei: “Está aqui o meu limite financeiro, se for a mais que isso, eu fisicamente não tenho como pagar”.

 

Eu tinha algumas escolas em mente. Tem uma muito grande em New Jersey, que é a Rutgers University, bem conhecida por ter uma grande população estrangeira e gente que descendem de outras culturas. Eu tinha essa em mente e também a TCNJ, The College of New Jersey, que é muito mais focada para STEM, de Ciências, que não é muito a minha área. Eu planejo ir para Direito.

 

Então eu comecei a pesquisar, pesquisar, pesquisar e a minha counselor, na verdade, trouxe essa ideia para mim. Ela falou: “Olha, sei que você gosta de correr”. Meu pai é um corredor, então no ensino médio eu resolvi tentar track & field e eu amei. Até hoje corro track aqui na escola. Tentei teatro no ensino médio, porque tinha que mergulhar de cabeça para fazer amizades. Comecei a fazer teatro e adorei, faço aqui na faculdade. Agora trabalho também como embassador, que são aquelas pessoas que dão os tours pela escola.

 

São várias coisas que eu estava procurando, mais a ajuda financeira, que a faculdade ofereceu quando eu me apliquei. E ela tinha tudo! Então se você olhar para as universidades grandes, University of Alabama ou coisa assim, bem do sul, ou você entra na sorority, super garotinha, ou você entra no esporte. Mas a minha prioridade era estudar, mas ter as coisas que eu gosto ao meu redor.

 

E a Sacred Heart, que é onde eu estou agora, me oferecia tudo e colocava uma combinação financeira muito boa para mim.

 

A sua bolsa de estudo foi esportiva por causa do track & field?

 

Eu não estou aqui com scholarship para track. Eu resolvi não ter nada. Eu fui oferecida isso, um pouquinho, coisa bem mínima. Quando você tem uma scholarship aqui, eles esperam que você esteja 110% no time. Eu adoro correr e eu sempre estou nas competições que a gente tem, mas é uma coisa que, se por algum dia, não for mais o que eu quero fazer, eu vou sair e simplesmente isso, sabe?

 

Então eu não estou aqui por scholarship de corrida, eu tenho scholarship acadêmica pelas minhas notas.

 

E a seleção para essa bolsa acadêmica foi por um processo automático ou você precisou se escrever separadamente nela?

 

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No meu ensino médio, eles tinham vários lugares que ofereciam scholarships. Por exemplo, eles tinham uma lista gigante e eles falavam que se você se qualificar, definitivamente se aplica. Então tinha algumas scholarships que eu precisava ir para uma reunião, outra que eu precisava ter um evento social, um monte de coisa. Eu acho que fui, tipo, em um cinco ou seis eventos.

 

E eu consegui uma ou duas scholarships assim, se não me engano. A que eu tenho atualmente, que é através da minha faculdade, a Sacred Heart em si automaticamente considera todo mundo para a merit scholarship, que seria por mérito.

 

Mas tem algumas universidade em que me apliquei, agora não me lembro exatamente quais eram, que eu tinha que selecionar se eu queria ser considerada para ter uma scholarship.

 

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Você acha que as suas atividades extracurriculares, como o teatro e os esportes, contaram no processo seletivo?

 

Sim. Uma coisa que a Sacred Heart faz são bastante entrevistas. Então eu me apliquei para a faculdade, eles não sabiam ainda se iam me aceitar – queriam, mas precisavam de uma entrevista. E tem a admission’s counselor que é uma point person para ter essas entrevistas e eu era uma estudante internacional, não nasci aqui.

 

Numa entrevista, ela pergunta sobre todas as coisas que eu escrevi no meu resumé, todas as que eu tinha de trabalho voluntário – me voluntariei por todos os dois anos que estava aqui no ensino médio em um abrigo para cachorros e gatos. Eles realmente apreciaram muito isso.

 

Porque uma das coisas que tem bastante na minha comunidade aqui na escola é o envolvimento. Então se você é uma pessoa que simplesmente gosta de se sentar no seu dormitório, eles vão dizer que você pode fazer isso, mas você não vai ter todas as amizades, não vai conhecer tanta coisa, não vai sair com os seus amigos. A Sacred Heart em si é bastante sobre você ser parte da comunidade.

 

Então com certeza todas as coisas que eu fiz no ensino médio tiveram uma parte muito grande na scholarship que eu recebi também.

 

Como tem sido a experiência geral de fazer a graduação aí?

 

Eu tenho os majors, que é basicamente a graduação que eu vou conseguir, espero que daqui um ano, porque eu vou me graduar em 2022. Eu tenho Global Studies e Criminal Justice, que seria Estudos Globais e Justiça Criminal. E o minor, que é basicamente uma especialização, um pouquinho menor, em Political Sciences e Honors, que seria Ciência Política e o nosso college of honors.

 

Honors é basicamente um college que você pode se aplicar para entrar e, de novo, se você tem boas notas, um bom envolvimento acima da média, você é aceito. Se você é aceito nesse programa, você tem que ter 21 créditos de aulas que eu tenho que pegar a mais, acima das outras coisas que eu tenho que fazer, com uma certa nota que eu tenho que ter, que é a GPA deles, para conseguir me manter.

 

E é muito bom! Pode não ser uma coisa que vai fazer o meu diploma sair dourado, mas é com certeza uma coisa que conta a favor das pessoas, porque no futuro eu quero ir para alguma Law School.

 

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O preparo de fazer o colegial nos Estados Unidos ajudou para essa transição para a faculdade?

 

Com certeza. Eu sempre falo, por exemplo, acabei de dar um tour aqui para as famílias que vêm visitar a faculdade e sempre tem um monte de gente que me fala: “Você é super envolvida na comunidade”. Eu faço muita coisa.

 

Algumas coisas que eu faço aqui na faculdade, nas quais eu estou envolvida: em greek life, porque sou parte de uma sorority; eu sou uma R.A. (Resident Assistant), que é tipo uma monitora de corredor para gente de primeiro e segundo ano [de graduação]; também sou uma embassador, porque estava trabalhando agora com isso, que mostra o campus para as pessoas que estão visitando; eu corro cross country e track & field – e cross country é a mesma coisa que track & field só que em terreno de trilha mesmo; e muito mais coisa. Também Student Governor, que esse ano eu vou ser a presidente do student body.

 

É bastante coisa, mas são coisas que desde sempre eu fiz. Corrida, fiz no ensino médio. Teatro, fiz no ensino médio. Esse envolvimento extra que eu tinha em coisas extracurriculares sempre tive no ensino médio. Então a faculdade é como se fosse um upzinho praquilo. São mais coisas, mais responsabilidade, coisas que eles esperam mais profissionais de mim. Mas é uma versão avançada do ensino médio que eu fiz aqui, então realmente ajudou.

 

Você pretende fazer uma Law School e nos Estados Unidos tem essa questão de precisar ter uma graduação primeiro, porque Direito só se estuda em pós-graduação. Você está fazendo o pre-Law junto com a sua formação? Como funciona?

 

Eu recebi essa pergunta de uma família hoje mesmo de manhã, sei exatamente a resposta (risos). Aqui, você pensaria que, para entrar numa escola de Direito, você precisaria de toda uma graduação, notas X etc., mas por incrível que pareça você pode entrar com qualquer undergraduate major, ou seja, qualquer bacharelado que você tem, se for em Ciências Contábeis, em Ciências Biológicas, Ciências Marinhas ou alguma coisa assim bem off, você pode entrar se você se aplicar e mostrar que realmente tem interesse, que quer passar na Law School, na Escola de Direito.

 

Mas, claramente, como eu estou tentando não sofrer para entrar na Law School, o que eu fiz é o seguinte: o meu objetivo de vida é trabalhar com International Law, então é tipo Lei Internacional mesmo, na corte internacional que as Nações Unidas têm em Haia, na Holanda.

 

Eu sabia que esse era o meu objetivo bem cedo na faculdade, então quando eu vim para cá, eu já tinha um bacharelado em mente que eu queria fazer. Eu falei com a adviser, que aqui tem bastante esse negócio de adviser, uma pessoa que te ajuda com tudo. Eu falei: “Eu quero ir para lá, mas a gente não oferece um bacharelado de Direito Internacional e eu sei que a gente tem outras opções”. Então o que eu fiz foi o seguinte: eu peguei Justiça Criminal, porque eu quero aprender as leis, eu sei que antes para eu ir para o cenário internacional eu preciso saber o cenário local.

 

E eu peguei Global Studies, que seriam Estudos Globais. Nesse major, nesse bacharelado específico de Global Studies, eu preciso estudar fora do país; pegar outras língua, eu escolhi francês; eu preciso pegar aula de Organizações Internacionais, de Economia Internacional; coisas assim.

 

Eu misturei isso com Justiça Criminal e achei que estava chegando em algum lugar. Só que eu sempre gostei de política. É uma coisa que realmente me interessa, não importa se é Brasil, Estados Unidos, China, qualquer coisa internacional, eu sempre gostei de estudar. Então por interesse eu quero ter algum pezinho em Ciência Política, foi quando eu escolhi meu minor de Political Science.

 

E isso realmente tem um peso muito bom na carreira, pelo menos na minha que eu estou planejando ir. Porque se eu quero no futuro trabalhar como uma advogada ou juíza internacional, ou alguma coisa assim, ter conhecimento de política é muito bom. E o meu outro minor é o honors, que é todo aquele college que já expliquei.

 

Então o que eu fiz foi resolver colocar essas três partes do meu bacharelado juntas – é realmente bem longo de falar tudo junto –, mas me coloca na direção certa que eu quero ir para chegar em uma Escola de Direito.

 

Conheça a Sacred Heart University

 

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A Sacred Heart University é uma instituição católica com foco em graduações nas áreas de artes liberais, administração, cuidados de saúde, educação, comunicação, ciências da computação e engenharia.

 

Localizada em Connecticut, aos longo dos seus 55 anos, ela se manteve em constante expansão, inclusive nas suas instalações – só nos últimos quatro anos ganhou oito novos edifícios.

 

Um dos seus diferenciais são os programas certificados de STEM, tanto bacharelados quanto mestrados, em diversas áreas, da Bioquímica à Cibersegurança. Os cursos preparam os estudantes para competir por trabalhos na crescente área STEM e os ajudam a serem aprovados para permanecer nos Estados Unidos por até 24 meses extras após a formação.

 

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