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Entrevista: Graduação de Jornalismo na University of Cincinnati

Laura foi admitida na graduação na UC como estudante de transferência durante a pandemia; ela ganhou uma bolsa e começou os estudos online.

Entrevista: Admissão como estudante de transferência nos EUA

Laura Gomes, 19 anos, foi admitida na graduação de Jornalismo na University of Cincinnati, nos Estados Unidos, durante a pandemia. Por causa do atraso na reabertura dos consulados norte-americanos pelo mundo todo, ela começou os seus estudos online e foi totalmente amparada pela universidade, como ela conta na entrevista.

 

O seu processo de admissão foi como transfer student, porque a Laura já estava matriculada em uma graduação de Jornalismo na Unifor, em Fortaleza. Segundo ela, conseguir entrar por transferência às vezes exige até menos documentação e ela, inclusive, conseguiu uma bolsa de estudo. Confira sobre esses e vários outros assuntos a seguir.

 

Conheça a University of Cincinnati, nos Estados Unidos

 

Por que você está no Brasil nesse momento e quando pretende viajar para os Estados Unidos?

 

Foi muito complicado porque não era uma coisa que eu esperava ou que eu quis de uma hora para outra estudar fora. Era uma coisa que eu me preparava desde o ensino médio, ia atrás e tudo. E quando finalmente chegou a hora, né, veio a pandemia. E eu tive a oportunidade, graças a Deus, de poder estudar online do Brasil, fazer as minhas aulas online porque os consulados estavam fechados.

 

E eu consegui depois de muita luta uma data para o visto em Porto Alegre agora em maio. Deu tudo certo, visto aprovado. E eu estou para embarcar no começo de agosto, porque minhas aulas começam por aí.

 

Você vai começar o segundo ano nos Estados Unidos?

 

Não. Como eu fui transferida, eu fazia faculdade aqui e transferi para fora – que é uma coisa que eu acho que muita gente não sabe que tem essa possibilidade de fazer transferência –, eu estou no meu segundo ano de faculdade no geral, mas no primeiro ano lá ainda. Então eu vou terminar meu primeiro ano e em janeiro eu vou para o segundo.

 

Então você parte para os Estados Unidos como se estivesse na metade desse primeiro ano. Onde você estudava no Brasil?

 

Eu estudava na Unifor – Universidade de Fortaleza e eu fazia Jornalismo.

 

Foi um processo em que a universidade sua do Brasil ajudou? Porque às vezes as universidades brasileiras têm parcerias de intercâmbio com universidades dos Estados Unidos. Esse foi o seu caso?

 

Não foi, eu fiz tudo por conta própria, mas na Unifor, eles têm um núcleo que é a EducationUSA. Acho que muita gente já ouviu falar. Eles me ajudaram muito em questão de TOEFL, de SAT. Me ajudaram bastante, mas eu fiz mais por conta própria mesmo.

 

Como foi o processo todo de transferência?

 

Eu acompanho muito pessoas que aplicam e eu vejo muita gente aplicando como primeiro ano, sendo que esse não foi meu caso. E eu percebi muita diferença da facilidade de ser por transferência. Algumas faculdades da minha college list não pediram as essays, nem carta de recomendação. Era mais só os históricos escolares, as transcrições, as traduções.

 

Mas eu acho que fica muito ao seu critério. Eu mandei. Mas eu vi muito essa questão. Não me pediram o SAT, mas eu acabei fazendo de qualquer forma. Eu vi que eles pedem muito menos documentação quando é transferência. Até porque eu não apliquei pelo Common App. Como era transferência, eu ia aplicando no site individual de cada faculdade.

 

E aí tem as diferenças, porque cada universidade pede alguma coisa. Isso foi complicado para você ou você achou tranquilo ir atendendo aos requisitos de cada uma?

 

Eu achei muito tranquilo, porque, querendo ou não, eu acho que os requisitos eram muito parecidos um com o outro. Era mais questão de notas, tradução, de documentação, assim. Nenhuma coisa de essays, sabe? De SAT, carta de recomendação ou dos currículos. Eles não focaram muito nisso. Mas aí, eu acho que fica mais ao seu critério.

 

Nessa questão de transferência, você já tem o contato acadêmico. Já tem alguns créditos acadêmicos, e isso conta no momento da transferência, né?

 

Com certeza, até as experiências. Eu pude falar até nas minhas essays que eu fiz isso e isso, e por isso... Porque querendo ou não, eu já sei que eu quero mesmo Jornalismo, eu já fazia, então não é um tiro no escuro, sabe? Eu acho que conta você já ter uma experiência, saber mais ou menos o que é e você demonstrar isso, inclusive.

 

Você se escreveu em outras universidades? Como acabou escolhendo a University of Cincinnati?

 

A UC não era a minha primeira opção, mas acabou sendo depois por vários fatores. Eu apliquei, se não me engano, para sete universidades no total. Consegui bolsa em três, que era algo que estava nos meus requerimentos para conseguir bancar. E a UC desde o começo foi muito prestativa, foi incrível.

 

Tinha uma época que eu precisava de um documento e eu não consegui, eles me ajudavam, “olha, faz assim, faz desse jeito”. E eu consegui bolsa, inclusive, e eu acho que a localização deles é um lugar muito bom. Eles têm uma comunidade muito boa, a comunidade internacional deles é muito vibrante, tem gente do mundo inteiro.

 

Eles têm oportunidades acadêmicas e profissionais muito legais. Tem os programas de study abroad, que é para você passar um semestre fora. E tem o de co-op que, para quem não sabe, é quando você faz um semestre trabalhando integral ao invés de estudar. E tem várias empresas que eles mandam, tem histórias de gente na Tesla e na Nasa fazendo esse programa.

 

E eu acho muito interessante, eu gostei muito, foi uma coisa que me atraiu.

 

Leia também: O que é Co-op Program (Co-operative Education)?

 

Conheça a University of Cincinnati, nos Estados Unidos

 

O processo da bolsa de estudo foi de seleção automática ou você teve que fazer uma inscrição a parte?

 

Foi seleção automática. Eu acho que no site deles já consta que todos os alunos internacionais já são automaticamente considerados para essas bolsas. Não tem que fazer nada a parte. Tanto que em todas as universidades que eu apliquei, eu não tive que fazer nada a parte para a bolsa, todas foram automáticas.

 

E o que você acha que fez com que você conseguisse a bolsa de estudo nesse processo automático?

 

Eu acho que foram as minhas essays mesmo, atividades curriculares, voluntariado. Eu tive muita carta de recomendação boa. Eu acho que eu tive um adicional dessas cartas de recomendação que foram de professores de Jornalismo da faculdade aqui no Brasil. Eu acho que deu um adicional muito bom.

 

E nas essays eu tentava demonstrar, tanto que as essays foram uma escolha minha. Era opcional, eu mandava se eu quisesse, recomendação também. E eu acho que por isso, se eu não tivesse mandado, eu não teria conseguido.

 

É importante dizer isso, porque às vezes seguir só o que é pedido não vai te ajudar a se destacar. Às vezes precisa desse passo além. Inclusive, você prestou o SAT mesmo sendo opcional. Como foi?

 

Foi muito tranquilo porque na minha faculdade, na Unifor, eles têm o centro da EducationUSA e lá mesmo eles aplicam a prova do SAT. E era um ambiente que eu já estava acostumada, foi muito tranquilo. Eu não tive aula com professor particular ou preparatório. Eu estudei mesmo pela plataforma do Khan Academy, que eu acho que muita gente sabe qual é.

 

E o TOEFL também foi com um livro que eu comprei, na época do meu curso de inglês, há muitos anos, e foi muito tranquilo.

 

Estudou por conta então?

 

Estudei e até porque foi muito em cima da hora. Eu decidi que eu ia em julho e eu estava me aplicando para ir em janeiro já, sabe? Acho que em agosto já tinha mandado minhas applications todas.

 

Foi muito rápido!

 

Foi, até porque era transferência, eu acho que deu para ser mais rápido. Se eu não me engano, quando a pessoa entra como calouro, que é freshman, não pode entrar em janeiro. Você tem que aplicar para o [semestre de] fall que é em agosto.

 

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Você começou o curso online depois de admitida há quanto tempo?

 

Eu comecei em janeiro, que era o semestre da primavera, e no meio do ano você pode escolher entre tirar férias e fazer aula. Aí eu estou fazendo aula, eu optei por essa opção. Então vão fazer acho que sete meses, desde janeiro.

 

E como tem sido?

 

Tem sido incrível, demais. Eu acho que até daqui eu já sinto, é uma realidade muito diferente. Tudo muito grandioso. A maneira como eles tratam o Jornalismo é inspirador, de verdade, nunca vi algo parecido. Meus professores muito atenciosos, está sendo realmente muito incrível e eles dão muito suporte. Eles não falharam em absolutamente nada até agora.

 

A UC tem 20 anos de experiência com cursos online, então imagino que a adaptação que precisou ser feita às pressas por algumas universidades por conta da pandemia não foi um susto para eles. Então imagino que essa experiência foi tranquila.

 

Eu nunca tive problema. Se desse alguma coisa errada na plataforma, eu falava “Olha, professor, professora, isso está assim, tem como me ajudar nisso? O que eu faço?”. Eles são muito prestativos, eu não tenho nada a reclamar.

 

Você tinha contato direto com os professores? As aulas eram ao vivo?

 

Sim, eu tinha só, se não me engano, uma aula que não era ao vivo, mas que ficava gravada. Mas as aulas eram ao vivo sim.

 

Qual é o foco do seu curso de Jornalismo na Cincinnati?

 

Você pode fazer o curso de Jornalismo, tem os certificados e as minors, que são tipo concentrações. Tem uma infinidade de opções, de Ciências Políticas até Estudos Africanos, sabe? É uma coisa bem abrangente. E você pode ir escolhendo ao longo da sua graduação.

 

Eu ainda não escolhi o meu, até porque eu estou no meu primeiro ano ainda lá, tem muita coisa para explorar. Eu acho que é muito legal, porque nas universidades americanas, pelo menos na UC, você pode entrar como undecided, que é quando você entra sem um curso determinado e, ao longo do seu primeiro e segundo ano, você vai estudando várias áreas e aí você escolhe. Eu acho isso muito legal.

 

Agora no primeiro ano tem uma grade curricular obrigatória, você está a estudando por enquanto?

 

Eu estou fazendo as obrigatórias. A minha adviser, que é a minha conselheira, falou que era bom eu fazer umas aulas de inglês, mesmo não vendo necessidade, mas eu quis fazer e me ajudou muito a desenvolver o inglês acadêmico, a questão de escrita, sabe, porque a gente envia muito trabalho.

 

Eu fiz duas aulas de Jornalismo até agora, que são requisitos para fazer as mais avançadas também.

 

E como estão os planos para viagem? Você acabou de tirar o visto, como foi isso?

 

Não foi tranquilo – só foi tranquilo quando eu estava lá no consulado, fazendo a entrevista. Mas, assim, no meio tempo de ficar indo atrás de dado e de data, foi horrível. Porque não era uma coisa que dependia de mim, estavam inúmeras pessoas nessa situação.

 

Eu estava na fila para solicitar desde outubro e eu marquei para dezembro, ou janeiro, acho. Foi desmarcado e eu só consegui para maio. Desmarcaram. Chegou maio, uma luz, né? Eles abriram datas para Porta Alegre, saiu o decreto lá. E deu certo. Eu comprei em cima da hora a passagem, fui atrás dos documentos e fui.

 

Foi muito tranquilo lá, super organizado. Pelo menos em Porto Alegre, foi super organizado, umas perguntas tranquilas e deu tudo certo.

 

Agora a University of Cincinnati está retornando às aulas presenciais? Como a universidade está agindo nesse período?

 

A University of Cincinnati está sendo excepcional pelo que eu vejo. Tanto que, quando a vacinação ainda estava começando a andar, toda semana eu recebia email para em vacinar no campus, acho que a dose única ou era da Pfizer, não me lembro.

 

Mas quando eu chegar lá vou ter que fazer quarentena, eles são super responsáveis com isso. Eles estão voltando bem aos poucos mesmo. Esse era meu problema, porque eu já tinha perdido as esperanças de conseguir ir em agosto, por conta do visto. Então eu pensava que teria que passar mais um mês estudando online. E, pelo menos as aulas de Jornalismo, não tem mais nenhuma online para esse semestre agora, todas vão ser presenciais. Aí eu não poderia fazer nenhuma aula de Jornalismo, teria que fazer todas, provavelmente, do currículo básico das que tivesse online.

 

Mas a maioria das minhas aulas são presenciais já.

 

Conheça a University of Cincinnati, nos Estados Unidos

 

Onde você vai morar lá? Vai morar no campus?

 

Eu vou morar no campus mesmo, eu consegui um apartamento na UPA, a University Park Apartments, que é dentro do campus, do lado do estádio de futebol. E é muito bom lá, o quarto vai ser meu, e tem um banheiro, uma cozinha, uma sala. Eu vou ter uma colega de quarto.

 

Eles têm uma variedade de dormitórios, mais perto, mais longe, maior, menor, com banheiro compartilhado, com banheiro só para você.

 

A universidade ajuda nessa escolha de acomodação?

 

Com certeza, eles têm o UC House, que é um setor deles só para isso de moradia. Tanto que eles vão postando direto os tutoriais: “Olha, você vai entrar no portal tal, tal dia, tal hora para você escolher o seu quarto e você vai fazer isso, isso e isso”. É muito bom e muito informado.

 

Pelo jeito a University of Cincinnati tem uma equipe de suporte muito boa para estudantes internacionais.

 

Eu nunca fui desamparada. Tanto que eu acho que você não precisa nem falar com eles diretamente para saber das coisas, porque o site deles, o UC International, tem muita coisa, de como abrir uma conta no banco até você fazer o seu Social Security Number, como se fosse o CPF deles.

 

E como está a antecipação de estudar presencialmente?

 

Lá é muita oportunidade, tanto que às vezes me falta, assim, meu Deus, como é que eu vou fazer tanta coisa em tão pouco tempo, sabe? Estudar, trabalhar e, até mesmo você estando fora, você pode se aplicar para vários empregos e estágios. Eles têm uma plataforma que chama Handshake que é só de vagas de estágios, co-ops e essas coisas para você se inscrever.

 

Tanto que teve um que eles botaram que era para um estágio no New York Times, que eu achei muito legal. E também eles dão muita oportunidade de voluntariado também.

 

Para manter a minha bolsa, eu preciso fazer determinadas horas de voluntariado pelo semestre. E isso foi uma coisa horrível, porque, se eu não estou lá, como eu vou fazer? Será que eu fazendo aqui na minha cidade, pode validar lá? E eles me passaram a oportunidade de voluntariar para o Smithsonian, que é um museu, aquela organização dos museus, que eu transcrevo documentos históricos. E é muito legal, muito enriquecedor.

 

Conheça a University of Cincinnati

 

Conheça a University of Cincinnati

 

A University of Cincinnati é uma importante universidade americana que oferece uma grande variedade de oportunidades de estudo aplicado e experimental. Ela é ideal para estudantes interessados em se preparar para um mercado de trabalho internacional e dinâmico.

 

O campus da UC abriga uma enorme variedade de serviços e instalações, além de uma comunidade estudantil internacional incrivelmente acolhedora. Outro diferencial da universidade é que ela oferece a oportunidade de participar do programa de co-op e estágios da instituição. Os alunos passam de 15 a 18 semanas em um empregador em um rodízio semestral, com remuneração integral, trabalhando 35 horas por semana.

 

Baixe o catálogo da University of Cincinnati para saber mais.

 

Leia também:

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